quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Imaginação ajuda crianças a lidarem melhor com medo de monstros

Até os quatro anos de idade, entrar na fantasia ajuda os pequenos a contornar situação

Ser acordado por seu filho no meio da noite com a reclamação de que há um monstro debaixo da cama é muito comum quando a criança é pequena. Mas, quando isso se torna uma rotina, perder o sono por conta de medos infantis pode gerar estresse e mau humor às crianças e aos pais. Segundo um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, dizer que "Monstros não são reais" e tentar fazer a criança dormir com essa justificativa não é a melhor opção para lidar com a imaginação infantil.

Segundo o estudo, publicado na revista Child Development, a melhor estratégia para lidar com o medo dos pequenos de até 4 anos de idade é entrar no mundo da fantasia deles como, por exemplo, sugerir que seu filho aponte um spray de água no monstro, dizendo que é um spray anti-monstro.

O estudo analisou 48 crianças com idades de 4, 5 e 7 anos. As crianças ouviram histórias que representavam uma criança sozinha ou acompanhada por outra pessoa. Nas histórias, a protagonista se deparava com uma criatura real ou imaginária. E, após cada situação, as crianças deveriam falar sobre a intensidade do medo de cada protagonista e sugerir maneiras para lidarem com o medo.

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De acordo com o estudo, quando as situações foram consideradas como sendo verdadeiras pelas crianças, frases como "Vamos fugir" foi a escolhida por elas. Os pesquisadores também afirmaram que quando os protagonistas estavam na companhia da mãe se viam mais ameaçadas que na companhia do pai. Já nas situações imaginárias, as respostas das crianças mais novas foram "Vamos fingir que o monstro é amigável" ou "Vamos pegar uma espada e atacar o monstro". Já as crianças com sete anos sugeriram frases como "Vamos lembrar que esses monstros não são reais" ou "Esse dragão não está aqui, não há dragões no mundo".

Os pesquisadores sugerem que deixar a criança no mundo da fantasia funciona pelo fato de que crianças menores tem certa dificuldade para lidar com a realidade e enfrentá-la ? o que ocorre quando se diz que os monstros não existem. Porém, a psicóloga Léa Michaan explica que os medos são importantes para o desenvolvimento infantil. "Não podemos esquecer que medos são ferramentas fundamentais para evitar o perigo", explica a psicóloga.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estudo indica terapia para síndrome de Down

Remédios já disponíveis no mercado para tratar depressão e déficit de atenção poderão servir para diminuir os problemas de memória e aprendizado que costumam acompanhar o desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down. É o que mostra um estudo publicado hoje na revista "Science Translational Medicine". Pesquisadores nos Estados Unidos testaram os medicamentos em camundongos geneticamente modificados para desenvolver uma forma da síndrome própria de roedores.

A alteração genética dificulta a memorização de informações contextuais e espaciais. Para seres humanos, isso pode significar um problema quando a pessoa conhece ambientes complexos como uma nova vizinhança ou um shopping center. Para as cobaias com deficiência, operações como a construção de ninhos são prejudicadas: ao ser transferido para uma nova gaiola, o animal não consegue adaptar o novo espaço físico.

Tudo levava a crer que o problema estava restrito ao hipocampo, região do cérebro responsável pelas memórias espaciais. Em geral, pessoas com síndrome de Down possuem ótimo desempenho em testes relacionados à memorização de sensações visuais, auditivas ou olfativas, operação coordenada por outra região do cérebro: a amígdala.

Para formar memórias no hipocampo, tanto seres humanos como roedores necessitam de um neurotransmissor chamado noradrenalina, produzido nos neurônios do locus coeruleus, outra região do sistema nervoso central. Os cientistas descobriram que, como nos humanos, as cobaias com síndrome de Down também apresentam um processo de degeneração no locus coeruleus, que prejudica a produção de noradrenalina.

Para corrigir o problema, utilizaram remédios que promovem a produção de noradrenalina no cérebro. Poucas horas depois de receber os medicamentos, os camundongos já apresentavam um comportamento semelhante ao de outras cobaias. Ao serem transferidos para novos hábitats, realizavam um rápido reconhecimento e começavam a construir um novo ninho.

"Ficamos surpresos com a rapidez do efeito das drogas", afirma Ahmad Salehi, principal autor do trabalho e pesquisador da Universidade Stanford. Mas ele sublinha que o efeito também cessava com igual rapidez quando o remédio era totalmente assimilado pelo corpo. Ele acredita que a existência de drogas já aprovadas, capazes de interferir na produção da noradrelina, poderá apressar os testes clínicos. Mesmo assim, preferiu não realizar nenhuma previsão de quando a terapia estaria disponível. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: Agência do Estado

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Games do bem

Por Redação, Atualizado: 17/11/2009 13:22


Jogos eletrônicos podem trazer notas boas na escola

Mais um ponto positivo para os games. E olha que de ponto em ponto positivos, você pode até tirar nota 10. Uma pesquisa recém-lançada pela Universidade de Granada, na Espanha, diz justamente que os games são bons para os alunos tirarem notas mais altas.
Isso porque a prática reduz o estresse do aprendizado e também aumenta a autoconfiança dos alunos. Afinal, no exemplo de controlar um robô gigantesco e destruir uma cidade inteira é algo que realmente eleva o ego de qualquer um, não é mesmo?
Os pesquisadores analisaram o comportamento de 266 adolescentes de 11 a 16 anos de idade para avaliar o impacto dos videogames na inteligência e no desempenho escolar.
O resultado foi bom. Agora, tem até desculpa quando os pais quiserem tirar os videogames como castigo por tirar notas baixas. Mas olha lá, heim? Claro que jogar em demasia e deixar de estudar também além de trazer notas baixas, é resultado de noção baixa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sexualidade Infantil _ parte II

Neste estágio do desenvolvimento psicossexual, a criança inicia o relacionamento interpessoal com outras crianças. A fase de descoberta do corpo do outro inclui a curiosidade pelo corpo da mãe e do pai. Tem início a socialização sexual da criança e esta etapa ocorre até o início da puberdade. No período da exibição e das perguntas sobre o sexo, as atenções da família estão voltadas para o aprendizado do autocontrole. Assim, a criança aprende que os assuntos relacionados aos prazeres do exercício da sexualidade, na maioria das vezes, não podem ser tratados com os pais, claro com raríssimas exceções.

Segundo o prof. Dr. Nelson 'vittielo "Os jogos sexuais são de grande importância no processo de desenvolvimento da criança, como facilitadores da exploração do ambiente e da união entre as crianças. São, ainda, de grande valia por favorecerem o desenvolvimento cognitivo, permitirem a prática dos papéis sexuais e possibilitarem o manejo dos conflitos e das ansiedades, envolvendo o corpo como um todo, mas a preocupação das instituições responsáveis pela educação da criança (família e escola) está centrada nas manifestações genitais da sexualidade; por isso, apenas as atividades diretamente relacionadas aos órgãos genitais são alvo de repressão.

A criança tem, assim, reforçada a idéia de que estes órgãos não merecem mesmo valorização nem respeito. Além disso, nessa idade, as normas que delimitam os papéis sexuais deixam de ser apresentadas explicitamente às crianças, embora seu cumprimento passe a ser exigido como forma de comportamento educado. A repressão aos jogos sexuais implica forte sensação de culpa. Apesar de a criança ainda não ter capacidade de compreender bem o seu real significado.

Algumas crianças, principalmente do sexo feminino, por serem mais retraídas e medrosas, não ousam experimentar os jogos sexuais, apresentando, por isso, uma falha no desenvolvimento de sua sexualidade. A criança do sexo feminino habitualmente vivencia o desenvolvimento de sua sexualidade com maiores conflitos, pois a repressão é maior sobre elas. Além disso, a educação para um papel sexual 'adequado' exige uma postura de aceitação e de obediência, o que inviabiliza as práticas clandestinas de jogos sexuais. Mesmo que prazerosas, as experiências de exploração do prazer desencadeiam culpa e sensação de imoralidade tão conflituosas que a criança faz um bloqueio destas lembranças para amenizar seu sofrimento."

Embora a família seja a estrutura social ideal para a prática da educação em geral, e da educação sexual em especial, parece-nos que ainda estamos muito distantes da situação em que esse processo educativo aconteça em boas condições, pela falta de preparo da maioria das famílias.

Da mesma forma que as crianças aprendem a andar, falar etc. elas vão aprendendo sobre seu corpo. Esta aprendizagem sobre o próprio corpo e o corpo das outras pessoas, sobre as sensações de carinho, prazer ou desprazer marcam profundamente a criança. Com essas experiências é que ela vai construindo uma imagem sobre si mesma, seu físico, sua auto-estima e vai se percebendo menino ou menina.

Se você é mãe, avó, tia (a irmã da mãe ou do pai) educador e pesquisador, com certeza já se viu envolvido (a) em questões bem embaraçosas ao tentar esclarecer as mais diversas dúvidas dos nossos pequenos. Recentemente minha filha de seis anos (Larissa) me perguntou sobre a Aids.

Como se pegava essa doença? Questionei-a da seguinte forma: Onde você ouviu sobre Aids? Ela esclareceu que estava vendo o comercial de um dos episódios da novela do SBT "Amigas e Rivais" que iria ao ar, no qual uma amiga comentava com outra, de maneira bem preconceituosa, que determinada pessoa era portadora da Aids. É evidente que ela não disse com essas palavras que o preconceito se fazia ali presente, mas foi fácil perceber, quando ela disse que a amiga sussurrou no ouvido da outra: "Ela tem Aids!"

Eu disse: "Filha, a Aids é uma doença contagiosa (ela já havia perguntado o que era contagiosa). Por esta razão que as pessoas costumam falar baixinho sobre esse assunto, quando sabem que uma pessoa tem Aids. Eu acho que elas pensam que quando falam baixinho, vão conseguir conviver melhor, acreditando que não estão magoando quem está com a doença.

Mas essa forma de agir só deixa mais tristes as pessoas. Você sabe que o nosso corpo humano tem sangue, não é mesmo? A pessoa que adquiriu Aids e que fica doente, também fica com o sangue doente."

"É como se eu ficasse muito resfriada, com febre, dengue e dor de cabeça, imagine como o corpo da mamãe ficaria com tudo isso junto?" "Podre de tanta doença junto, né mãe?" Foi o que ela respondeu.

"Então filha... agora, imagine que o papai precisasse de sangue e só teria duas pessoas para doar sangue para ele: Mayre (esposa) e Larissa (filha). Que sangue estaria melhor para ele receber, o meu ou o seu?" "O meu, mas eu tenho medo de ser picada! "

"Tudo bem, mas por que o seu seria melhor?" "Porque eu não estou doente e o papai pode usar o meu." "Então você conseguiu entender que a Aids é uma doença que, além de deixar o nosso sangue doente, deixa a pessoa fraca, necessitando de um acompanhamento médico. Mas essa doença não pega só de falar com as pessoas, o contágio só vai acontecer se a pessoa que estiver com o sangue doente por acaso se cortar e o sangue dela entrar num ferimento de alguém que esteja bem, se ela doar o sangue dela..." e fui concluindo por aí. "Entendeu?" perguntei.
"Tudinho, mãe. " Será que eu dei a explicação certa?

Não sei. O que verdadeiramente sei é que eu não fugi da responsabilidade de tentar responder e de passar para ela fatos que são verdadeiros (sem os termos técnicos) para que ela não ficasse com dúvidas. Eu acredito que agindo assim consigo participar e acompanhar mais de perto os pontos de interrogação que certamente rodeiam nossas crianças.

Lidar com a sexualidade das crianças, confesso, não é tarefa fácil, mas fingir que nada acontece contribui para conflitos futuros.

É muito importante informar para a criança o que está acontecendo com seu corpo e com seu mundo. A escola pode ajudar muito neste momento, tendo um papel fundamental na educação e socialização de seus alunos.

Juntos, pais e escola poderão favorecer este processo para a criança, fazendo com que seu conhecimento fique mais completo e integral. Se a escola e os pais dão uma oportunidade à criança de ser bem informada sobre esses temas, sem tabus, preconceitos e medos, isso resultará em escolhas mais sensatas, relacionamentos mais duráveis e afetivos, prevenção de doenças, respeito, percepção corporal como algo integrado, e que o corpo deve ser amado e respeitado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tchau Fraudinha!!!!

Por Luciana Alcover

Fonte: Revista Baby & Cia/ed.8

Na última noite do ano de 2008, em meio a abraços, foguetório, champanhe, sete ondas, resoluções bem intencionadas e definitivas, Carolina, mãe atenta e observadora, só pensava em uma coisa – na hora de tirar as fraldas da Bruninha, a essas alturas com quase dois anos de idade. Quem a visse circulando pela casa, entre familiares, com uma taça flûte na mão, erguendo brindes, certamente pensaria que ela traçava planos mirabolantes para o futuro e, no entanto, Carolina estava totalmente fixada na filhota e em como ajudá-la no delicado momento da vida que se avizinhava. Já que o dia seguinte ao réveillon seria feriado, um compromisso maior teria que esperar até o dia 2 de janeiro.

Enquanto a turma se refestelava ao sol, enforcando a sexta-feira, Carolina abdicou da companhia de todos, entrou no carro, foi direto ao shopping mais próximo e lá fez a primeira compra do ano: um penico musical!

Na volta para casa, ainda no carro, um filme passava na cabeça da mãe: o da filha reagindo diante da novidade. Educar tem dessas coisas, pensava ela numa virada de esquina. Disposta a não abandonar os seus planos, coração acelerado, chegou em casa carregando o precioso embrulho e o que Bruna nem de longe poderia imaginar era que por baixo daquele papel rosa laminado estava o começo de uma incrível transformação na sua vida. Ela estava crescendo e aquele seria um verão diferente. Um verão repleto de sol, praia, banho de mar, castelo de areia, família unida e muito aprendizado. Um verão livre das fraldas. O verão que Bruna aprenderia a usar o peniquinho. Um verão com trilha sonora a cada xixi e coco.

Carolina, alertada pela sua sensibilidade materna, estava certa de que era chegada a hora de tirar as fraldas da filhota, mas como responder às demais mamães que entre aflitas e angustiadas indagam: “qual é mesmo o momento correto?”, ai..ai...ai ...Será que está na hora?Não são raras as conversas entre as mães-coruja na saída das creches, nos aniversários, nos encontros em parques, em passeios despretensiosos, a respeito das façanhas dos seus filhos. Mãe por mãe, tia por tia, avós por avós, escutam de outras mães, de outras tias, de outros avós, as manifestações de brilho e talento das suas crianças e debatem de maneira acalorada sobre a escolha do melhor período para retirada das fraldas.

Quando se deve tirar a fralda?
Para auxiliar nessa empreitada, escutamos o depoimento de pessoas experientes no assunto. Elas nos alertaram que geralmente aos 2 anos a criança está pronta para iniciar o processo, embora exista alguma variação entre uma e outra e esta deve ser respeitada. Esse momento não deve ser uma decisão única e exclusiva dos pais baseado no fator idade, mas sim no resultado de uma observação dos pequenos sinais emitidos pela criança. São estes sinais que vão possibilitar que os pais percebam os indícios de que a hora do desfralde chegou:

- A criança tem consciência e informa de alguma maneira a vontade de ir ao banheiro. Pode ser através de gestos ou expressões ou manifestações vocais.- Torna evidente o quanto se incomoda em usar as fraldas. Pede para ficar sem elas ou tenta tirá-las.- Sinaliza que a fralda está molhada ou suja e evidencia o seu desgosto com essa sensação.- Demonstra a vontade de ir ao banheiro com alguém próximo: pai, mãe, irmão. Normalmente, a menina gosta da companhia de uma figura feminina, na maioria dos casos da mãe. Assim como o menino, do pai. Querem ver e imitar o que os mais velhos fazem.

O que fazer quando a hora chegar?
A fralda nunca deve ser retirada à força e de forma abrupta. A criança, acima de tudo, deve ter a sua vontade respeitada e obedecida em um processo gradual, a fim de que a adaptação se dê sem traumas. Antes de qualquer decisão, os pais devem conversar com os seus filhos sobre essa nova fase através de uma linguagem que seja clara ao seu entendimento. A mudança deve ser feita respeitando o ritmo e a individualidade de cada um.

Decidido o momento, muita paciência. Certamente, muitos “acidentes” vão acontecer durante todo o processo de aprendizagem, sendo necessário, muitas vezes, uma dose extra de persistência. Por isso, muitos pais acabam escolhendo os meses mais quentes e as férias para fazer a experiência.Parece um processo simples, mas são muitas as novidades para os pequenos. Acima de tudo, a criança precisa se sentir amada e respeitada

Tome nota e facilite a transição da fralda para o penico
- As crianças precisam se familiarizar com as sensações que indicam a vontade de ir ao banheiro.- A criança necessita aprender a controlar os seus esfíncteres para segurar ou eliminar o xixi e o coco.- No começo, utilizar a fralda durante a noite para evitar que o pipi escape e a cama fique molhada. Com o tempo, se a fralda permanecer seca durante algumas noites seguidas, ela pode ser retirada.- Durante o dia, oferecer várias vezes à criança o banheiro, para incentivar o xixi no banheiro e evitar que ele escape.

Fazer isso principalmente logo após a criança ingerir uma quantidade grande de líquidos.- Se estiver frequentando uma escolinha, avise a professora responsável sobre a nova fase. Mande troca de roupas extra na mochila do seu filho.- A higiene da criança é fundamental.- Associe a ida ao banheiro como uma coisa boa e não com expressões e coisas ruins como nojento, fedido, caca, eca...- Faça com que o seu filho comece a tirar a sua própria roupa para ir ao banheiro.- O tempo de aprendizagem do xixi é diferente do coco.

Então, nessas horas, os hábitos são excelentes aliados para o controle da hora em que seu filho deve sentir a vontade de evacuar. Ofereça o banheiro a ele.- Deixe a porta do banheiro aberta para que a criança não se sinta isolada e perceba que esse é um ato comum.- Comemore com o seu filho sempre que ele for ao banheiro na hora certa e toda vez que ele avisar que tem vontade de ir.- Deixe a criança puxar a descarga ou deixe ouvir a música do penico quando fizer xixi ou coco. Essas ações também fazem parte do treinamento.- Nunca retarde a ida de uma criança ao banheiro. Faça com que seu pedido seja atendido imediatamente.- Meninos e meninas aprendem a fazer xixi sentados. Só depois de adquirido o controle é que os meninos aprendem a fazer xixi em pé.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Consulta médica online - GRATIS!?!?

Para obter a consulta gratuíta, basta clicar na imagem abaixo e você será encaminhado ao site do dr. Luís Pinheiro.
Lembramos que as consultas são somente para crianças, realizadas através de textos enviados para o dr. e analizados pelo mesmo.
Lembramos que a Escola Exata não tem vínculo nenhum com o médico, servindo somente como veículo de divulgação sem fins lucrativos, de modo a informar, somente, aos queridos leitores de nosso blog.


O Dr. Luís Pinheiro - Médico Pediatra



Pediatra e Neonatalogista, nasceu em Santiago de Figueiró, uma pequena aldeia perto de Amarante, em 1953.

Fez o curso dos liceus no Colégio Militar e licenciou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1976. Concluiu a especialidade de Pediatria em 1987 no Hospital de Santa Maria.

Desde essa altura e durante 11 anos, integrou a equipa de Neonatalogia do Serviço de Pediatria do Hospital de S. Francisco Xavier.

Em 1998 ingressou no Centro Hospitalar de Cascais, onde é Chefe de Serviço de Pediatria e responsável pela Unidade de Neonatalogia.

Dedicado desde sempre à Neonatalogia, foi no ambulatório pediátrico que cimentou a sua experiência.

Nos tempos livres dedica-se à fotografia e ao golfe, e à sua verdadeira paixão, o neto Tomás.

Escritor do livro mais vendido de todos os tempos o livro em sua área "Manual de Primeira Viagem" e também o "Manual para Pais".

Agora é também o portador de um projéto inovador acesse o site:
http://www.lpinheiro.com/default.asp

E navegue a vontade, você pode saciar as suas dúvidas e conversar diretavente com doutor Luís Pinheiro.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sexualidade Infantil _ parte I

Desde os primeiros meses de vida o bebê percebe que certas partes do corpo, ao serem tocadas, proporcionam sensações prazerosas.

A masturbação é normal e freqüente a partir dos 3 ou 4 anos, ou até um pouco antes. Ela nada mais é do que o emprego de um recurso natural para a satisfação e, conseqüentemente, contra a frustração e a raiva, o ódio e o medo que se segue a isso. Na verdade, faz parte da auto descoberta da criança e da verificação de que a estimulação dos genitais provoca sensações agradáveis.

Uma vez descoberta, ela pode ser continuada e costuma ser mais freqüente em épocas de tensão, stress, tédio, monotonia ou para induzir ao sono. A masturbação pode ser considerada normal se ela se constitui apenas da estimulação da genitália, se é ocasional, discreta, em caráter privado, e se não impede nem substitui as atividades e brincadeiras habituais da criança.

Quando a masturbação é exagerada, passa a ser um sinal de alerta para problemas emocionais. Normalmente indica que as angústias a serem enfrentadas pelas crianças são excessivas. Talvez o que elas estejam precisando seja de maiores cuidados maternos, ou de um meio para saber que alguém está sempre por perto, enfim, de mais segurança.

Deve-se fazer uma investigação sobre o que pode estar angustiando tanto a criança. Nesse caso, é importante não haver proibição, desaprovação ou censura de tais atos, pois, sobretudo, essas atitudes a obrigam a dar importância a gestos que, para ela, ainda não têm o significado do mundo adulto, sendo apenas algo que faz parte da vida instintual.

A curiosidade a respeito das diferenças anatômicas é evidente desde muito cedo na vida das crianças, na hora do banho ou ao olhar o pipi do outro. Esses jogos sexuais ocorrem devido à curiosidade que a criança tem a respeito dos adultos, de como eles diferem das crianças e de como são feitos os bebês. Aos 6 anos ou até mais cedo, as crianças farão explorações mais sérias dos corpos umas das outras.

Brincar de "médico ou enfermeira" é sempre uma forma útil de satisfazer essa curiosidade, ou ainda uma brincadeira de "pegar no pipi". Uma certa dose de tais atividades é normal. O preocupante é a compulsão, crianças que fazem isso o tempo todo.

E importante uma investigação mais detalhada porque existem maneiras, que não chegam a se configurar como abuso sexual, de estimular exageradamente as crianças. As que tiverem contato com filmes para adultos ou com atividades sexuais dos adultos ficam excitadas e desnorteadas e acabam encenando isso com freqüência.

Elas precisam ser notadas, porque precisam de atenção e possivelmente de proteção. Os pais muitas vezes não sabem o que contar quando seus filhos fazem perguntas sobre esse assunto Segundo a psicóloga Nina Eiras Dias de Oliveira, a "educação sexual” acontece primordialmente no contexto da família onde a criança está inserida." Muitos pais preferem nem tocar no assunto. Outros superestimulam as crianças, achando engraçadinho ver crianças de 1, 2 ou 3 anos beijarem na boca, ao som de frenéticas risadinhas, ou indagações do tipo: "Quem é seu namorado?" As meninas vestem microsaias, ou microshorts, os meninos são estimulados a desejar modelos como Tiazinha, Carla Perez, Feiticeira etc.

A geração anterior era muitas vezes punida e repreendida caso mencionasse ou quisesse saber alguma coisa a respeito da sexualidade. A atual é bombardeada pela estimulação precoce à erotização.

Há os que acreditam que só estão lidando com a sexualidade a partir do momento em que ela é mencionada, seja com a solicitação de informações ou explicações a respeito. Mas onde se inicia então esta relação? Quando a mãe e o pai cuidam do bebê, brincam com este, na maneira como se relacionam com ele, ao mesmo tempo em que o casal vive uma relação afetiva, gratificante ou não, quando os limites de cada papel e relação ficam bem definidos e marcados, quando a criança pode concluir que amar é ou não possível, está recebendo educação sexual.

Quando se pensa em educação sexual na infância, autcmaticamente tem que se pensar, também, em desenvolvimento emocional, isto é, tem que se levar em conta o nível de maturidade e as necessidades emocionais da criança.

É importante que as questões da criança tenham espaço para serem colocadas e respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando. Às vezes, alguns pais querem se livrar logo do assunto e na ansiedade disparam a falar além da necessidade da criança, na tentativa muitas vezes frustrada de que nunca mais vão precisar falar sobre o assunto.

Quando uma criança pergunta, por exemplo, como o bebê foi parar na barriga da mãe, não quer dizer que ela queira ou deva saber detalhes com relação ao ato sexual dos pais. Responder à criança de maneira simples, clara e objetiva satisfaz sua curiosidade. A satisfação dessas curiosidades contribui para que o desejo de saber seja impulsionado ao longo da vida, enquanto a não satisfação ou o excesso de informações gera ansiedade e tensão.

Quando a criança pergunta, por exemplo, como o bebê foi parar na barriga da mãe, não quer dizer que ela queira ou deva saber detalhes do ato sexual dos pais. A sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, não contém os mesmos componentes e interesses. Muitas vezes, pela dramatização, a criança compreende, elabora, vivencia a realidade que vive.

Compreende papéis (mãe, pai, filho, homem, mulher etc.), embora muitas vezes já se perceba menino ou menina e já conheça seus órgãos genitais, experimenta na brincadeira sexos indiferentemente.

Quando as crianças fazem essas perguntas, elas não estão apenas atrás de informações. Eles estão buscando também se habituar com a desagradável idéia de que a mamãe e o papai possam estar fazendo essas coisas na cama.

Um bom método é explicar de maneira simples e honesta o que ocorre durante o ato sexual e parar por aí. Se, e quando a criança quiser saber mais, ela perguntará. Inundar a criança com informações demais pode causar um embaraço angustiado e levar à relutância em fazer perguntas mais tarde.

Nosso século tem assistido a importantes mudanças no que se refere aos padrões de enfoque da sexualidade e dos comportamentos sexuais. As crianças estão, desde cedo, convivendo com estas mudanças na maneira de tratar a sexualidade (entende-se por sexualidade o amor, a afetividade, a relação entre parceiros amorosos, não se restringindo apenas ao ato sexual). Na infância muitos de nós tivemos uma educação sexual confusa, recebemos poucas informações e desenvolvemos assim pouca intimida de com estas questões e até com nosso próprio corpo.

Grande parte dessa mudança de enfoque é devida à divulgação das idéias de Freud, que foi o primeiro a afirmar a existência da sexualidade na infância, correlacionando-a com as fases de desenvolvimento da criança. Suas declarações foram muito contestadas pela sociedade, que relacionava, ainda, a ausência de sexualidade à pureza e à inocência.

Nessa concepção, era virtuoso todo aquele que negasse a satisfação de seus próprios desejos, quando a razão não os autorizava. O exercício da sexualidade, trazendo os prazeres advindos do próprio corpo, enquadrava-se dentro das atividades que a razão não devia autorizar. Freud ousou declarar que todos praticávamos o sexo e que ele estava inserido na natureza humana desde o nascimento, tratando a questão não como um "pecado", mas como causa de sentimento de culpa e, portanto, de danos emocionais.

Freud entendia que a sexualidade na infância desenvolvia-se nas seguintes fases:
Fase oral: até o desmame;
Fase anal/ genital: do desmame até os 6 anos.
Fase de latência: dos 6 aos 10 anos.

Atualmente, admitimos que a sexualidade se manifesta desde o início da vida e que se desenvolve, acompanhando o desenvolvimento geral do indivíduo. A primeira fonte de prazer corporal está na região oral. A amamentação, sem dúvida, deve ser uma fonte de expressivo prazer para o recém-nascido. Com o desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso central, e com a gradual aquisição da coordenação motora, a criança se lança à descoberta do corpo e dos prazeres que este lhe proporciona.

O momento do desenvolvimento da sexualidade, que compreende o conhecimento dos órgãos sexuais, coincidindo com a retirada das fraldas, sofre importante interferência da educação repressora. A família se encarrega de comunicar à criança todo o pecado que há nesta parte do corpo e que o prazer desta região não é aceito pelos adultos. O reforço é dado pela vergonha que o adulto demonstra em relação aos seus próprios órgãos genitais.

O desenvolvimento da sexualidade tem como fase seguinte o descobrimento do controle dos esfíncteres. Nessa fase, é novamente exercida a repressão com a demonstração de nojo e desagrado às fezes e a urina. As regras sociais vigentes para as funções fisiológicas de evacuar e urinar sempre foram muito rigorosas. Atualmente, com as constatações científicas de que este comportamento repressivo não é benéfico para a criança, a comunicação oral vem sendo substituída pela comunicação corporal.

Terminado o processo de controle dos esfíncteres, a criança já é capaz de caminhar e de falar. Com a conquista destas capacidades, seu objetivo passa, agora, a ser o de conhecer o ambiente; no campo da sexualidade, fixa se em conhecer o corpo do outro e os prazeres que este outro corpo pode lhe oferecer.