Recentemente, cientistas britânicos e um laboratório americano divulgaram notícia sobre uma vacina que promete acabar com as cáries. O professor Tom Lehner, chefe da equipe de pesquisadores do Guy's Hospital Dental School, de Londres, participante do estudo, conta com o apoio da empresa Planet Biotechnology, responsável pela produção. Testes realizados em voluntários ingleses (seis aplicações, duas doses por semana) mostraram sucesso absoluto.
A vacina tem como princípio ativo o caolrxTm, espécie de anticorpo (muito semelhante à imunoglobina humana tipo A), produzido a partir de alterações genéticas realizadas em plantas.
Esse anticorpo logo foi apelidado de plantboy. Eliminando a bactéria Streptococcus mutans, ele impede que ela se instale no dente, formando a placa bacteriana, primeiro grau para formação das lesões da cárie.
A vacina é aplicada diretamente nos dentes, num processo semelhante à aplicação de flúor, é incolor e não tem sabor. Após o período de imunização, a vacina poderá ser reaplicada. O segredo da vacina está no fato de que, ao eliminar o streptococcus, não há como as cáries se formarem, pois são os resíduos ácidos da alimentação da bactéria que corroem os dentes. Valores para comercialização não foram definidos.
A ADA – Associação Americana de Odontologia, dos Estados Unidos, está analisando os resultados obtidos com os voluntários, esperando que o tempo de imunização possa alcançar 20 anos.
O presidente do Conselho Federal de Odontologia do Brasil, Miguel Nobre, vê com muita satisfação a descoberta da vacina, pois afirma que com ela o índice de lesões certamente vai diminuir. Mas os cuidados com a higiene bucal deverão permanecer, pois além de massagear a gengiva, a escova e o fio dental revascularizam a área, evitando processos inflamatórios.
No ano de 2002, pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio Grande do SUI, coordenados pelo professor Diógenes Santiago Santos, também desenvolveram uma vacina para combater a infecção hospitalar. Produzida na forma de soro, ela pode combater até 80ill das bactérias que são resistentes a medicamentos prescritos pelos médicos. Em animais, a vacina obteve 100fo de eficácia. Basta saber se em humanos os resultados serão os mesmos.
Caso a vacina seja aprovada, o Instituto Butantã de São Paulo será responsável por sua produção, que depois será distribuída ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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domingo, 18 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Vacinas - parte 1
Bebês têm um direito importante e reconhecido internacionalmente: RECEBER GRATUITAMENTE VACINAÇAO BÁSICA, RECOMENDADA PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que vão protegê-los das doenças mais graves.
O Brasil só introduziu campanhas de vacinação na década de 80, devido à alta incidência de poliomielite. Desde então, as notícias com relação à vacinação têm sido bastante satisfatórias. A descoberta das vacinas provocou forte impacto na medicina e também muitas comemorações, pois doenças graves e epidêmicas, como a varíola, foram erradicadas.
Imunizar o bebê no primeiro ano de vida é fundamental. Apesar de não trazer riscos, a imunização pode gerar algumas reações no bebê: febres, caroços no local das aplicações, inchaços, dor, manchas, tosse etc. Mas vale a pena, pois protege os bebês de doenças como coqueluche, sarampo, rubéola e caxumba. Durante os primeiros doze meses, o bebê receberá boa parte das vacinas necessárias para enfrentar possíveis inimigos da saúde.
Vale consultar o pediatra sempre que julgar necessário esclarecer dúvidas sobre o calendário de vacinas ou sobre as reações.
NUNCA DEIXE DE VACINAR SEU BEBÊ!
BCG - indicada contra tuberculose - tipo: injeção - reação típica no braço: vermelhidão e
em seguida uma ferida, constatando que a mesma funcionou - Se a reação não ocorrer,
procure um especialista. Em raríssimos casos, podem ocorrer ínguas nas axilas do bebê.
HEPATITE B - indicada contra hepitite B - tipo: injeção - reação: dor no local da aplicação.
TRÍPLICE - indicada contra difteria, tétano e coqueluche - tipo: injeção - reação: febre e
dor no local da aplicação.
PÓLIO - indicada contra paralisia infantil - tipo: gotas - reação: diarréia.
HEMOPHILUS B - indicada contra meningite e pneumonia - tipo: injeção - reação: febre e
dor no local da aplicação.
ROTAVÍRUS - indicada contra viroses (diarréia) - tipo: injeção - reação: febre.
GRIPE - indicada contra gripe - tipo: injeção - reação: febre.
VARICELA - indicada contra catapora - tipo: injeção - reação: febre e manchas.
HEPATITE A - indicada contra hepatite A - Tipo: injeção - reação: dor no local.
VARICELA - indicada contra catapora - tipo: injeção - reação: febre e manchas.
HEPATITE A - indicada contra hepatite A - Tipo: injeção - reação: dor no local.
MENINGITE MENINGOCÓCICA - indicada contra meningite causada pelos sorotipos A e C - tipo: injeção - reação: febre e dor no local da aplicação.
ANTIPNEUMOCÍCITA - indicada contra infecções bacterianas (pneumonia) - tipo: injeção - reação: febre e dor no local da aplicação.
domingo, 4 de abril de 2010
Desmame e alimentação - parte 2
Algumas fases de desenvolvimento levam a uma perda de apetite ou recusas alimentares, o que é possível solucionar com ajuda e compreensão de pais e/ou educadores.
Essas mudanças podem provocar uma diminuição de ingestão de alimentos, daí a importância do acompanhamento constante do estado de saúde da criança.
Algumas fases do desenvolvimento levam a uma perda de apetite ou recusas alimentares, o que é possível solucionar com a ajuda e compreensão de pais e /ou educadores.
Permanecer num ambiente tranqüilo, no momento da alimentação, proporciona segurança e bem-estar.
Refeitórios com muitas turmas naturalmente provocam aumento de ruído, dispersão e cansaço. O ideal é a organização sempre, tanto no ato de alimentar-se como o que ingerir: sucos, frutas, alimentos saudáveis proporcionam uma dieta adequada, que supre as necessidades nutricionais para a manutenção da vida e saúde. Essa dieta deve ser estimulada.
Caso a instituição seja responsável em fornecer a alimentação, principalmente a dos alunos de período integral, deverá seguir rigorosamente o controle de qualidade, prevenindo contaminações, intoxicações e organizando o cardápio oferecido às crianças.
Um profissional (técnico em nutrição) deverá elaborar um cardápio balanceado, que atenda às necessidades das crianças.
Essas mudanças podem provocar uma diminuição de ingestão de alimentos, daí a importância do acompanhamento constante do estado de saúde da criança.
Algumas fases do desenvolvimento levam a uma perda de apetite ou recusas alimentares, o que é possível solucionar com a ajuda e compreensão de pais e /ou educadores.
Permanecer num ambiente tranqüilo, no momento da alimentação, proporciona segurança e bem-estar.
Refeitórios com muitas turmas naturalmente provocam aumento de ruído, dispersão e cansaço. O ideal é a organização sempre, tanto no ato de alimentar-se como o que ingerir: sucos, frutas, alimentos saudáveis proporcionam uma dieta adequada, que supre as necessidades nutricionais para a manutenção da vida e saúde. Essa dieta deve ser estimulada.
Caso a instituição seja responsável em fornecer a alimentação, principalmente a dos alunos de período integral, deverá seguir rigorosamente o controle de qualidade, prevenindo contaminações, intoxicações e organizando o cardápio oferecido às crianças.
Um profissional (técnico em nutrição) deverá elaborar um cardápio balanceado, que atenda às necessidades das crianças.
terça-feira, 30 de março de 2010
Desmame e alimentação - parte 1
O bebê não consegue ainda aceitar a existência de uma mãe da fase tranqüila e de uma mãe que pode ser usada e atacada durante suas fases excitadas ou de clímax pulsional.
Como a licença-maternidade termina no quarto mês, a maioria dos bebês deixa de se alimentar somente no peito, passando para um outro tipo de dieta. Chega então ou inicia-se o processo do desmame, tarefa nada fácil. A idade do desmame varia de cultura para cultura, mas dentro da teoria de D. W. Winnicott,ocorre quando o bebê se torna capaz de brincar, de deixar cair coisas (mais ou menos aos cinco meses e meio).
"No desmame, a finalidade é realmente usar a crescente capacidade da criança para livrar-se das coisas e fazer com que a perda do seio materno não seja apenas uma questão do acaso... O bebê que foi alimentado com êxito se sente feliz por ser desmamado no devido tempo, especialmente quando isso é acompanhado pela vasta ampliação do seu campo de experiências" (Winnicott, 1975).
Na época do desmame, aparece a "posição depressiva" como evidência do crescimento pessoal que se fortifica gradualmente, graças a um meio ambiente suficientemente bom e contínuo. Para tal, é que o bebê tenha se estabelecido como uma pessoa que se relacione como pessoa total e com pessoas (seio, corpo da mãe etc.). Winnicott sugere essa como um "estágio de preocupação": o bebê começa a preocupar quanto aos resultados do amor pulsional, é, preocupação como um estágio de remorso, culpa.
Bebê não consegue ainda aceitar a existência de da fase tranqüila e de uma mãe que pode ser usada atacada durante suas fases excitadas ou de pulsional. Não faz distinção entre fato e fantasia, tampouco ocorre a integração desta clivagem na sua mente por intermédio de uma "mãe suficientemente boa" e de sobrevivência dela por um período de tempo contínuo.
A criança saudável terá sempre uma fonte de sentimento de culpa como prova dessa junção em sua mente. Portanto, não é necessário ensinar - lhe o que é certo ou errado, lembrando que cada criança tem um potencial para o desenvolvimento do sentimento de culpa. O bebê percebe que a mãe que ele ataca e odeia é a mesma que ele ama e cuida.
A preocupação da criança se torna tolerável por saber que, com o tempo, pode fazer alguma coisa pela mãe, por ela ora atacada (reparação). A pulsão se torna mais livre e os riscos podem ser mais tolerados. A destruição torna necessária a reparação.
Existem diversas linhas sobre nutrição infantil, mas todas estão de acordo que o leite materno é a forma mais saudável de alimentação. É aconselhável que a instituição de educação que atende essa faixa etária incentive e auxilie as mães nessa prática, acolhendo-as, dando-lhes informações, propiciando inclusive um local adequado para que possam amamentar o bebê se desejarem e puderem.
Os bebês que são amamentados exclusivamente ao peito seguem esquemas diferentes de introdução de alimentos como sucos, frutas, papinhas, diferentes daqueles que já recebem leite de outra espécie. Vale lembrar que há crianças com dietas especiais como leite de cabra, soja etc. que necessitam de atenção redobrada dos profissionais responsáveis.
Dependendo da atitude da mãe em relação à criança, o desmame será tranqüilo ou não.
Quando bebês menores de seis meses freqüentam berçário ou creche, já foram desmamados ou estão em processo de desmame. É necessária a supervisão por um profissional de saúde com relação aos possíveis substitutos do leite materno.
As mamadeiras devem ser sempre oferecidas com o bebê no colo, bem recostado, o que propicia contato corporal, troca de olhares e expressões faciais entre o adulto e a criança. Recomenda-se que seja sempre o mesmo adulto ou profissional responsável pelo berçário ou creche que alimente e cuide dos bebês, pois o vínculo afetivo é fundamental para o desenvolvimento da criança.
Se o bebê demonstrar interesse em mamar sozinho e apresentar condições motoras para isso, é importante providenciar um local para que ele possa apoiar-se, evitando que tome a mamadeira em posição horizontal, o que pode aumentar o risco de acidentes (engasgamento) e otites (infecções de ouvido). A criança que busca essa independência de alimentar-se sozinha poderá, em alguns momentos, precisar de aconchego, colo e carinho. As educadoras deverão permanecer atentas a essas necessidades.
De acordo com hábitos regionais e o desenvolvimento da criança, alimentos diferentes do leite serão introduzidos na dieta alimentar. O adulto ou educador pode permitir que novas experiências e aquisições aconteçam no ato de se alimentar, pois gradativamente, a criança que necessitava do auxílio do adulto para alimentar-se sente a necessidade de segurar a colher, pegar alimentos com os dedos, levando-os até a boca.
Essa independência é muito importante para o desenvolvimento. Posteriormente, a criança domina o uso de talheres, toma líquidos na caneca, compartilha o lanche e algumas refeições à mesa com os amigos, diminuindo o uso da mamadeira.
Como a licença-maternidade termina no quarto mês, a maioria dos bebês deixa de se alimentar somente no peito, passando para um outro tipo de dieta. Chega então ou inicia-se o processo do desmame, tarefa nada fácil. A idade do desmame varia de cultura para cultura, mas dentro da teoria de D. W. Winnicott,ocorre quando o bebê se torna capaz de brincar, de deixar cair coisas (mais ou menos aos cinco meses e meio).
"No desmame, a finalidade é realmente usar a crescente capacidade da criança para livrar-se das coisas e fazer com que a perda do seio materno não seja apenas uma questão do acaso... O bebê que foi alimentado com êxito se sente feliz por ser desmamado no devido tempo, especialmente quando isso é acompanhado pela vasta ampliação do seu campo de experiências" (Winnicott, 1975).
Na época do desmame, aparece a "posição depressiva" como evidência do crescimento pessoal que se fortifica gradualmente, graças a um meio ambiente suficientemente bom e contínuo. Para tal, é que o bebê tenha se estabelecido como uma pessoa que se relacione como pessoa total e com pessoas (seio, corpo da mãe etc.). Winnicott sugere essa como um "estágio de preocupação": o bebê começa a preocupar quanto aos resultados do amor pulsional, é, preocupação como um estágio de remorso, culpa.
Bebê não consegue ainda aceitar a existência de da fase tranqüila e de uma mãe que pode ser usada atacada durante suas fases excitadas ou de pulsional. Não faz distinção entre fato e fantasia, tampouco ocorre a integração desta clivagem na sua mente por intermédio de uma "mãe suficientemente boa" e de sobrevivência dela por um período de tempo contínuo.
A criança saudável terá sempre uma fonte de sentimento de culpa como prova dessa junção em sua mente. Portanto, não é necessário ensinar - lhe o que é certo ou errado, lembrando que cada criança tem um potencial para o desenvolvimento do sentimento de culpa. O bebê percebe que a mãe que ele ataca e odeia é a mesma que ele ama e cuida.
A preocupação da criança se torna tolerável por saber que, com o tempo, pode fazer alguma coisa pela mãe, por ela ora atacada (reparação). A pulsão se torna mais livre e os riscos podem ser mais tolerados. A destruição torna necessária a reparação.
Existem diversas linhas sobre nutrição infantil, mas todas estão de acordo que o leite materno é a forma mais saudável de alimentação. É aconselhável que a instituição de educação que atende essa faixa etária incentive e auxilie as mães nessa prática, acolhendo-as, dando-lhes informações, propiciando inclusive um local adequado para que possam amamentar o bebê se desejarem e puderem.
Os bebês que são amamentados exclusivamente ao peito seguem esquemas diferentes de introdução de alimentos como sucos, frutas, papinhas, diferentes daqueles que já recebem leite de outra espécie. Vale lembrar que há crianças com dietas especiais como leite de cabra, soja etc. que necessitam de atenção redobrada dos profissionais responsáveis.
Dependendo da atitude da mãe em relação à criança, o desmame será tranqüilo ou não.
Quando bebês menores de seis meses freqüentam berçário ou creche, já foram desmamados ou estão em processo de desmame. É necessária a supervisão por um profissional de saúde com relação aos possíveis substitutos do leite materno.
As mamadeiras devem ser sempre oferecidas com o bebê no colo, bem recostado, o que propicia contato corporal, troca de olhares e expressões faciais entre o adulto e a criança. Recomenda-se que seja sempre o mesmo adulto ou profissional responsável pelo berçário ou creche que alimente e cuide dos bebês, pois o vínculo afetivo é fundamental para o desenvolvimento da criança.
Se o bebê demonstrar interesse em mamar sozinho e apresentar condições motoras para isso, é importante providenciar um local para que ele possa apoiar-se, evitando que tome a mamadeira em posição horizontal, o que pode aumentar o risco de acidentes (engasgamento) e otites (infecções de ouvido). A criança que busca essa independência de alimentar-se sozinha poderá, em alguns momentos, precisar de aconchego, colo e carinho. As educadoras deverão permanecer atentas a essas necessidades.
De acordo com hábitos regionais e o desenvolvimento da criança, alimentos diferentes do leite serão introduzidos na dieta alimentar. O adulto ou educador pode permitir que novas experiências e aquisições aconteçam no ato de se alimentar, pois gradativamente, a criança que necessitava do auxílio do adulto para alimentar-se sente a necessidade de segurar a colher, pegar alimentos com os dedos, levando-os até a boca.
Essa independência é muito importante para o desenvolvimento. Posteriormente, a criança domina o uso de talheres, toma líquidos na caneca, compartilha o lanche e algumas refeições à mesa com os amigos, diminuindo o uso da mamadeira.
domingo, 21 de março de 2010
A primeira Escola e a Adaptação - parte 2
Estudos desenvolvidos na Creche Carochinha, da USP de Ribeirão Preto, que existe há 10 anos e atende às famílias que têm vínculo de trabalho ou estudam na Universidade, têm como objetivos específicos:
. Investigar como o adulto (familiar ou educador) em suas interações com a criança, apresenta e significa as novas experiências na creche. Como ele a integra ao novo ambiente, aos novos objetos e pessoas, incluindo as outras crianças. Que significado atribui à ausência da mãe e familiares, ao fato de a mãe não se responsabilizar pelos cuidados do filho e à presença de outros adultos que cuidarão da criança no período de ausência da mãe; . Investigar longitudinalmente a construção das relações e o estabelecimento de vínculos entre a criança e os educadores e entre a criança e outras crianças do berçário e do mini grupo;
. Investigar a construção e desenvolvimento de relações entre a mãe, o pai e outros familiares com os educadores de seus filhos e com a creche, buscando verificar sua influência sobre as reações da criança durante o processo de adaptação;
. Analisar eventuais alterações no estado de saúde das crianças e em seus hábitos alimentares, de sono e eliminação durante o processo de adaptação como uma possível resposta ao estresse causado pela separação dos familiares e por um ambiente e uma rotina novos que têm de enfrentar.
A creche Carochinha, compreendendo a necessidade de que o processo de adaptação ocorra da forma mais adequada possível para a criança e a sua família, permanece investindo em pesquisas, esperando que as investigações e projetos futuros possam contribuir para o trabalho de formação do educador.
O Censo Escolar de 2001 revelou que as matrículas em creches cresceram 19,2% e na pré escola, 8,9%. Cerca de 6 milhões de crianças de zero a seis anos têm acesso a educação infantil. Cerca de um milhão estão em creches. Ainda assim, o ensino infantil atende menos de um terço das crianças dessa faixa etária.
Até 1988, o atendimento a crianças de zero a seis anos era considerado assistência social. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996 colocou esse nível de ensino como parte da educação básica no Brasil, estabelecendo sua divisão entre creches (crianças de zero a três anos) e pré-escolas (crianças de quatro a seis anos). A lei também determina a transferência da educação infantil pública dos estados para os municípios.
Estudos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) indicam que a educação infantil, embora não seja obrigatória, proporciona melhor rendimento nos primeiros anos do ensino fundamental, diminuindo índices de repetência e evasão - problemas que atingem principalmente as famílias mais pobres, em que os pais têm baixo nível de instrução e a criança não encontra em casa materiais que a estimulem (ornais, revistas ou brinquedos).
Em setembro de 2001, o MEC divulgou os resultados preliminares do primeiro censo realizado exclusivamente entre as instituições de educação infantil e considerou também pesquisas realizadas em escolas clandestinas. Os primeiros resultados mostram que a maioria dos municípios brasileiros mantém escolas de educação infantil: 72% possuem creche e 98% têm pré-escola. A Região Sul têm o maior índice de atendimento pré-escolar (99%).
O maior índice de atendimento em creches está no Sudeste (78% ). Do total das escolas, apenas 14% oferecem oficinas de arte e 17% possuem sala de música. Das creches, 9% têm enfermaria à disposição dos alunos, 24% possuem fraldário e 15%, lactário.
O censo mostra também que a maioria das escolas do país (77%) consultou, ao menos uma vez, os Referenciais Curriculares Nacionais elaborados e distribuídos pelo MEC, um guia de reflexão sobre objetivos, conteúdos e orientações didáticas para os profissionais que atuam na educação infantil de zero a seis anos. Sua utilização chega a 86% nos estabelecimentos com mais de 100 alunos. No Norte e Nordeste, onde a proporção é relativamente menor, os referenciais são usados por 7% das instituições.
Mais de 10 mil escolas infantis são filantrópicas ou comunitárias. Dessas, 7 mil possuem voluntários em cargos de direção. Cerca de 4 mil estabelecimentos contam com voluntários no apoio operacional.
Com o objetivo de melhorar a qualidade da educação infantil, a Câmara de Educação Básica fixou no ano 2000 normas para o funcionamento de creches e pré-escolas. Os municípios são obrigados a fiscalizar periodicamente esses estabelecimentos, que, com base nessa avaliação, podem ser descredenciados. Foi estabelecida a obrigatoriedade de diploma de nível médio para professores e pelo menos o ensino fundamental completo para outros profissionais, como cozinheiros, porteiros e faxineiros.
. Investigar como o adulto (familiar ou educador) em suas interações com a criança, apresenta e significa as novas experiências na creche. Como ele a integra ao novo ambiente, aos novos objetos e pessoas, incluindo as outras crianças. Que significado atribui à ausência da mãe e familiares, ao fato de a mãe não se responsabilizar pelos cuidados do filho e à presença de outros adultos que cuidarão da criança no período de ausência da mãe; . Investigar longitudinalmente a construção das relações e o estabelecimento de vínculos entre a criança e os educadores e entre a criança e outras crianças do berçário e do mini grupo;
. Investigar a construção e desenvolvimento de relações entre a mãe, o pai e outros familiares com os educadores de seus filhos e com a creche, buscando verificar sua influência sobre as reações da criança durante o processo de adaptação;
. Analisar eventuais alterações no estado de saúde das crianças e em seus hábitos alimentares, de sono e eliminação durante o processo de adaptação como uma possível resposta ao estresse causado pela separação dos familiares e por um ambiente e uma rotina novos que têm de enfrentar.
A creche Carochinha, compreendendo a necessidade de que o processo de adaptação ocorra da forma mais adequada possível para a criança e a sua família, permanece investindo em pesquisas, esperando que as investigações e projetos futuros possam contribuir para o trabalho de formação do educador.
O Censo Escolar de 2001 revelou que as matrículas em creches cresceram 19,2% e na pré escola, 8,9%. Cerca de 6 milhões de crianças de zero a seis anos têm acesso a educação infantil. Cerca de um milhão estão em creches. Ainda assim, o ensino infantil atende menos de um terço das crianças dessa faixa etária.
Até 1988, o atendimento a crianças de zero a seis anos era considerado assistência social. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996 colocou esse nível de ensino como parte da educação básica no Brasil, estabelecendo sua divisão entre creches (crianças de zero a três anos) e pré-escolas (crianças de quatro a seis anos). A lei também determina a transferência da educação infantil pública dos estados para os municípios.
Estudos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) indicam que a educação infantil, embora não seja obrigatória, proporciona melhor rendimento nos primeiros anos do ensino fundamental, diminuindo índices de repetência e evasão - problemas que atingem principalmente as famílias mais pobres, em que os pais têm baixo nível de instrução e a criança não encontra em casa materiais que a estimulem (ornais, revistas ou brinquedos).
Em setembro de 2001, o MEC divulgou os resultados preliminares do primeiro censo realizado exclusivamente entre as instituições de educação infantil e considerou também pesquisas realizadas em escolas clandestinas. Os primeiros resultados mostram que a maioria dos municípios brasileiros mantém escolas de educação infantil: 72% possuem creche e 98% têm pré-escola. A Região Sul têm o maior índice de atendimento pré-escolar (99%).
O maior índice de atendimento em creches está no Sudeste (78% ). Do total das escolas, apenas 14% oferecem oficinas de arte e 17% possuem sala de música. Das creches, 9% têm enfermaria à disposição dos alunos, 24% possuem fraldário e 15%, lactário.
O censo mostra também que a maioria das escolas do país (77%) consultou, ao menos uma vez, os Referenciais Curriculares Nacionais elaborados e distribuídos pelo MEC, um guia de reflexão sobre objetivos, conteúdos e orientações didáticas para os profissionais que atuam na educação infantil de zero a seis anos. Sua utilização chega a 86% nos estabelecimentos com mais de 100 alunos. No Norte e Nordeste, onde a proporção é relativamente menor, os referenciais são usados por 7% das instituições.
Mais de 10 mil escolas infantis são filantrópicas ou comunitárias. Dessas, 7 mil possuem voluntários em cargos de direção. Cerca de 4 mil estabelecimentos contam com voluntários no apoio operacional.
Com o objetivo de melhorar a qualidade da educação infantil, a Câmara de Educação Básica fixou no ano 2000 normas para o funcionamento de creches e pré-escolas. Os municípios são obrigados a fiscalizar periodicamente esses estabelecimentos, que, com base nessa avaliação, podem ser descredenciados. Foi estabelecida a obrigatoriedade de diploma de nível médio para professores e pelo menos o ensino fundamental completo para outros profissionais, como cozinheiros, porteiros e faxineiros.
domingo, 14 de março de 2010
A primeira Escola e a Adaptação - parte 1
De repente, o bebezinho começou a andar e já está se preparando para ir à escola. Se a família puder optar, é importante que permaneça com a criança até os três anos, para só então iniciar a educação escolar. Nesta fase, a criança já apresenta maturidade suficiente para se relacionar com os colegas, respeitando normas de convivência, tem controle dos esfíncteres e apresenta vocabulário que permite a comunicação.
Acompanhar esse desenvolvimento exigirá capacidade de dar à criança condições de desenvolver sua personalidade fora de casa, garantindo ao mesmo tempo uma estrutura familiar capaz de acolhê-la de volta quando precisar dividir suas experiências. Além disso, o conhecimento que você tem de seu filho permitirá flexibilidade suficiente para tomar decisões diferentes em cada etapa do crescimento.
Difícil decisão
Se a mãe necessita retornar ao trabalho e não há ninguém que possa se responsabilizar pelos cuidados e pela educação do bebê, será necessário optar por um parente próximo ou por um berçário. Cerca de metade dos pais resolve a situação entregando a guarda da criança normalmente a uma avó. Acredito que é uma boa opção, porque a criança já está adaptada a sua presença.
Além disso, não há necessidade urgente de preocupar-se com a qualidade dos serviços das instituições. Mas é preciso estar preparada para alguns cuidados, pois se existem as duas avós, podem surgir "problemas" diante da opção por uma delas - quase sempre a escolhida é a avó materna.
É importante que os pais esclareçam a maneira e as atitudes que gostariam de ver desenvolvidas na criança, estarem atentos a possíveis mudanças de comportamento. Pais e avós devem procurar falar a mesma linguagem, respeitando as orientações e/ou sugestões de cada um. Não é preciso lembrar que o diálogo é a solução para tudo.
É evidente que se você optou por deixar uma criança sob a responsabilidade de sua mãe ou sogra é porque confia nela.
É evidente que se você optou por deixar uma criança sob a responsabilidade de sua mãe ou sogra, é porque confia nela. Não convém ficar questionando ou ligando do serviço, de meia em meia hora, para verificar se tudo está bem. Essas atitudes geram insegurança, desconforto e até possíveis conflitos. A avó é uma figura especial.
Quem teve oportunidade de ter um colinho de vovó para se aconchegar vai concordar que não há palavras para definir como é importante esse contato, e que sentimentos e lembranças gostosas uma avó pode significar. Ela já criou os filhos e pode agora desfrutar dos netos, sem "estragá-los", é claro.
Estragar? Será que o amor estraga alguém? A criança percebe muito bem que a mãe precisa impor limites ou regras. Também sabe que a vovó vai permitir que ela transgrida algumas dessas regras. Essa cumplicidade entre a criança e a avó é muito saudável. O que não deve acontecer é a avó questionar as ordens da mãe, passando por cima da educação que se deseja.
Os conselhos e palpites da vovó devem ser ouvidos com muita boa vontade e educação, mas não precisam ser seguidos. Muitas das vezes, a avó tem razão em suas observações, mas jamais deve desafiar a autoridade dos pais. A relação de harmonia entre os familiares é o essencial para a criança.
Quando a avó fizer algo (significativo) com a criança sem consultar os pais, o melhor é esclarecer abertamente que a atitude não agradou, sem causar constrangimentos ou mágoas.
Quem quer cuidar dos filhos precisa fazê-lo integralmente: decidir sobre a escola, médico, alimentação etc. A inexperiência de casais ou a sua juventude muitas das vezes faz com que responsabilidades sejam delegadas para as avós, que depois não admitem a interferência dos pais, o que é muito desagradável. Definir limites na atuação da avó é o ideal para evitar qualquer tipo de constrangimento.
É pela mediação com o meio e com a apresentação de significados que, gradativamente, os signos existentes nas atividades sociais diversificadas vão sendo incorporados pela criança e passam a ser tornar simbólicos de sua relação com o mundo.
"A criança atua nesse processo como um ser ativo, que desempenha um papel importante nas interações (Vygotsky). A criança tem assim a possibilidade de ser influenciada pelo meio e também de atuar sobre ele, transformando-o, re-significando-o, numa construção mútua, onde tanto a criança, como o adulto, desenvolvemse (Wallon; Vygotsky) ".
Existem poucos estudos documentando e investigando como se dão os processos de adaptação de bebês à creche, em especial no que se refere à criança menor de dois anos.
Acompanhar esse desenvolvimento exigirá capacidade de dar à criança condições de desenvolver sua personalidade fora de casa, garantindo ao mesmo tempo uma estrutura familiar capaz de acolhê-la de volta quando precisar dividir suas experiências. Além disso, o conhecimento que você tem de seu filho permitirá flexibilidade suficiente para tomar decisões diferentes em cada etapa do crescimento.
Difícil decisão
Se a mãe necessita retornar ao trabalho e não há ninguém que possa se responsabilizar pelos cuidados e pela educação do bebê, será necessário optar por um parente próximo ou por um berçário. Cerca de metade dos pais resolve a situação entregando a guarda da criança normalmente a uma avó. Acredito que é uma boa opção, porque a criança já está adaptada a sua presença.
Além disso, não há necessidade urgente de preocupar-se com a qualidade dos serviços das instituições. Mas é preciso estar preparada para alguns cuidados, pois se existem as duas avós, podem surgir "problemas" diante da opção por uma delas - quase sempre a escolhida é a avó materna.
É importante que os pais esclareçam a maneira e as atitudes que gostariam de ver desenvolvidas na criança, estarem atentos a possíveis mudanças de comportamento. Pais e avós devem procurar falar a mesma linguagem, respeitando as orientações e/ou sugestões de cada um. Não é preciso lembrar que o diálogo é a solução para tudo.
É evidente que se você optou por deixar uma criança sob a responsabilidade de sua mãe ou sogra é porque confia nela.
É evidente que se você optou por deixar uma criança sob a responsabilidade de sua mãe ou sogra, é porque confia nela. Não convém ficar questionando ou ligando do serviço, de meia em meia hora, para verificar se tudo está bem. Essas atitudes geram insegurança, desconforto e até possíveis conflitos. A avó é uma figura especial.
Quem teve oportunidade de ter um colinho de vovó para se aconchegar vai concordar que não há palavras para definir como é importante esse contato, e que sentimentos e lembranças gostosas uma avó pode significar. Ela já criou os filhos e pode agora desfrutar dos netos, sem "estragá-los", é claro.
Estragar? Será que o amor estraga alguém? A criança percebe muito bem que a mãe precisa impor limites ou regras. Também sabe que a vovó vai permitir que ela transgrida algumas dessas regras. Essa cumplicidade entre a criança e a avó é muito saudável. O que não deve acontecer é a avó questionar as ordens da mãe, passando por cima da educação que se deseja.
Os conselhos e palpites da vovó devem ser ouvidos com muita boa vontade e educação, mas não precisam ser seguidos. Muitas das vezes, a avó tem razão em suas observações, mas jamais deve desafiar a autoridade dos pais. A relação de harmonia entre os familiares é o essencial para a criança.
Quando a avó fizer algo (significativo) com a criança sem consultar os pais, o melhor é esclarecer abertamente que a atitude não agradou, sem causar constrangimentos ou mágoas.
Quem quer cuidar dos filhos precisa fazê-lo integralmente: decidir sobre a escola, médico, alimentação etc. A inexperiência de casais ou a sua juventude muitas das vezes faz com que responsabilidades sejam delegadas para as avós, que depois não admitem a interferência dos pais, o que é muito desagradável. Definir limites na atuação da avó é o ideal para evitar qualquer tipo de constrangimento.
É pela mediação com o meio e com a apresentação de significados que, gradativamente, os signos existentes nas atividades sociais diversificadas vão sendo incorporados pela criança e passam a ser tornar simbólicos de sua relação com o mundo.
"A criança atua nesse processo como um ser ativo, que desempenha um papel importante nas interações (Vygotsky). A criança tem assim a possibilidade de ser influenciada pelo meio e também de atuar sobre ele, transformando-o, re-significando-o, numa construção mútua, onde tanto a criança, como o adulto, desenvolvemse (Wallon; Vygotsky) ".
Existem poucos estudos documentando e investigando como se dão os processos de adaptação de bebês à creche, em especial no que se refere à criança menor de dois anos.
terça-feira, 9 de março de 2010
Depressão Infantil
Segundo estudos, a maioria das pessoas ainda acredita que a criança não fica "nervosa", porque criança não tem os problemas com que o adulto convive diariamente.
Geralmente a família só é mobilizada a procurar quando para a criança quando fica evidente a depressão ou quando o rendimento escolar e a aprendizagem estão comprometidos. A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são realizadas as principais pesquisas).
Embora na maioria das crianças a sintomatologia da depressão seja atípica, algumas podem apresentar sintomas clássicos: tristeza, expectativa, mudanças no hábito alimentar e no sono, dores inespecíficas, tonturas, mal estar e fraqueza, que não respondem ao tratamento médico habitual. Em muitos casos, é possível observar maior sensibilidade emocional, choro fácil, inquietação, irritabilidade e rebeldia.
São de extrema importância as mudanças de comportamento na criança, principalmente as alterações súbitas, quando a conduta da criança altera-se de modo inexplicável. Dependendo da intensidade da depressão, pode haver desinteresse substancial pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional.
Na fase pré-verbal, a criança deprimida pode manifestar o humor rebaixa do por expressões mímicas e pelo comportamento. A inquietação, o retraimento social, o choro freqüente, a recusa alimentar, a apatia e as alterações do sono podem ser indícios de depressão nesta fase. Na fase pré-escolar, as crianças podem somatizar o transtorno afetivo, o qual se manifestará por dores abdominais, falta de ganho de peso, retardo no desenvolvimento físico esperado para a idade, além da fisionomia triste, irritabilidade, alteração do apetite, hiperatividade e medo inespecífico.
A depressão infantil tem sido cada vez mais observada, devido em parte à atualização conceitual e à atenção médica crescente sobre esta doença. A expressão clínica da depressão na infância é bastante variável. Com base nas tabelas para diagnóstico revistas por José Carlos Martins, é possível compor os seguintes critérios:
. Mudanças de humor significativas;
É importante registrar que não é obrigatório que a criança depressiva apresente todos os sintomas citados para se fazer um diagnóstico. Pais e educadores devem permanecer atentos sempre, pois qualquer alteração na criança que, por vezes, julgamos precipitadamente como insignificante, pode ser um sinal de que algo não está bem. A criança deve apresentar um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada.
A depressão infantil tem sido cada vez mais observada, devido em parte à atualização conceitual e à atenção médica crescente sobre essa doença.
. Diminuição da atividade e do interesse;
. Queda no rendimento escolar, perda da atenção;
. Distúrbios do sono;
. Aparecimento de condutas agressivas;
. Auto depreciação;
. Perda de energia física e mental;
. Queixas somáticas;
. Fobia escolar;
. Perda ou aumento de peso;
. Cansaço matinal;
. Aumento de sensibilidade (irritação ou choro fácil) ;
. Negativismo e pessimismo;
. Sentimento de rejeição;
. Idéias mórbidas sobre a vida;
. Enurese e encoprese (urina ou defeca na cama) ;
. Condutas anti-sociais e destrutivas;
. Ansiedade e hipocondria.
Geralmente a família só é mobilizada a procurar quando para a criança quando fica evidente a depressão ou quando o rendimento escolar e a aprendizagem estão comprometidos. A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são realizadas as principais pesquisas).
Embora na maioria das crianças a sintomatologia da depressão seja atípica, algumas podem apresentar sintomas clássicos: tristeza, expectativa, mudanças no hábito alimentar e no sono, dores inespecíficas, tonturas, mal estar e fraqueza, que não respondem ao tratamento médico habitual. Em muitos casos, é possível observar maior sensibilidade emocional, choro fácil, inquietação, irritabilidade e rebeldia.
São de extrema importância as mudanças de comportamento na criança, principalmente as alterações súbitas, quando a conduta da criança altera-se de modo inexplicável. Dependendo da intensidade da depressão, pode haver desinteresse substancial pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional.
Na fase pré-verbal, a criança deprimida pode manifestar o humor rebaixa do por expressões mímicas e pelo comportamento. A inquietação, o retraimento social, o choro freqüente, a recusa alimentar, a apatia e as alterações do sono podem ser indícios de depressão nesta fase. Na fase pré-escolar, as crianças podem somatizar o transtorno afetivo, o qual se manifestará por dores abdominais, falta de ganho de peso, retardo no desenvolvimento físico esperado para a idade, além da fisionomia triste, irritabilidade, alteração do apetite, hiperatividade e medo inespecífico.
A depressão infantil tem sido cada vez mais observada, devido em parte à atualização conceitual e à atenção médica crescente sobre esta doença. A expressão clínica da depressão na infância é bastante variável. Com base nas tabelas para diagnóstico revistas por José Carlos Martins, é possível compor os seguintes critérios:
. Mudanças de humor significativas;
É importante registrar que não é obrigatório que a criança depressiva apresente todos os sintomas citados para se fazer um diagnóstico. Pais e educadores devem permanecer atentos sempre, pois qualquer alteração na criança que, por vezes, julgamos precipitadamente como insignificante, pode ser um sinal de que algo não está bem. A criança deve apresentar um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada.
A depressão infantil tem sido cada vez mais observada, devido em parte à atualização conceitual e à atenção médica crescente sobre essa doença.
. Diminuição da atividade e do interesse;
. Queda no rendimento escolar, perda da atenção;
. Distúrbios do sono;
. Aparecimento de condutas agressivas;
. Auto depreciação;
. Perda de energia física e mental;
. Queixas somáticas;
. Fobia escolar;
. Perda ou aumento de peso;
. Cansaço matinal;
. Aumento de sensibilidade (irritação ou choro fácil) ;
. Negativismo e pessimismo;
. Sentimento de rejeição;
. Idéias mórbidas sobre a vida;
. Enurese e encoprese (urina ou defeca na cama) ;
. Condutas anti-sociais e destrutivas;
. Ansiedade e hipocondria.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Amamentação - parte 1
Amamentar é uma capacidade comum a todas as mulheres... É preciso acima de tudo querer dar de mamar. O leite materno é o melhor alimento para o bebê: possui nutrientes que o bebê precisa, nos primeiros seis meses de vida, e nas quantidades exatas.
Contém açúcares, sais, proteínas, vitaminas e outros componentes. Os principais minerais encontrados no leite humano são: cálcio, potássio, fósforo, cloro, sódio, ferro, cobre e manganês, essenciais para a formação do sangue, vitaminas A e E, além de ser facilmente digerido e absorvido.
O vínculo afetivo que se estabelece entre a mãe e filho proporciona um melhor desenvolvimento emocional da criança e facilita seu relacionamento com outras pessoas. O bebê que mama é mais seguro e tranqüilo.
Quem mama no peito adoece menos, porque o leite materno é livre de bactérias e contém anticorpos que funcionam como uma verdadeira vacina, protegendo o bebê.
Esses bebês têm menos doenças alérgicas, infecciosas e respiratórias. O bebê que mama tem melhor desenvolvimento físico e neuromotor. A mamadeira altera a arcada dentária, pode causar complicações fonoaudiológicas e cáries precoces. O bebê alimentado apenas no seio nos seis primeiros meses não precisa tomar água. O leite materno contém água na quantidade certa, mesmo em lugares quentes e secos. Entre outras vantagens, evita a contaminação por agentes que causam doenças como a cólera e diarréia.
O leite materno não é fraco. É sempre o melhor alimento e o mais nutritivo encontrado na natureza, oferecendo nutrientes importantes, ajudando a evitar uma série de doenças.
A amamentação é econômica para a família. Bebês que são amamentados adoecem menos. Bicos, mamadeiras, leites infantis, gás, remédios e complementos podem custar metade de um salário mínimo por mês.
É preciso que as mães sintam-se motivadas e acreditem realmente que amamentar é a melhor opção para o bebê. Exercícios de preparação dos mamilos são importantes para adaptação da sucção que o bebê irá fazer no ato da mamada. Mamilos não preparados dificultam a amamentação e podem contribuir para que a mãe desista de amamentar.
Daí a necessidade da mãe acreditar no poder da amamentação quando o bebê ainda estiver no ventre, preparando os seios e a mente para as vantagens desse ato. A mãe pode adotar procedimentos para o fortalecimento dos tecidos aureolar e mamilar, como tomar banho de sol nos seios, friccionar a toalha nos seios, fazer uso de sutiã adequado, lavar com bucha sem sabão os mamilos.
Contém açúcares, sais, proteínas, vitaminas e outros componentes. Os principais minerais encontrados no leite humano são: cálcio, potássio, fósforo, cloro, sódio, ferro, cobre e manganês, essenciais para a formação do sangue, vitaminas A e E, além de ser facilmente digerido e absorvido.
O vínculo afetivo que se estabelece entre a mãe e filho proporciona um melhor desenvolvimento emocional da criança e facilita seu relacionamento com outras pessoas. O bebê que mama é mais seguro e tranqüilo.
Quem mama no peito adoece menos, porque o leite materno é livre de bactérias e contém anticorpos que funcionam como uma verdadeira vacina, protegendo o bebê.
Esses bebês têm menos doenças alérgicas, infecciosas e respiratórias. O bebê que mama tem melhor desenvolvimento físico e neuromotor. A mamadeira altera a arcada dentária, pode causar complicações fonoaudiológicas e cáries precoces. O bebê alimentado apenas no seio nos seis primeiros meses não precisa tomar água. O leite materno contém água na quantidade certa, mesmo em lugares quentes e secos. Entre outras vantagens, evita a contaminação por agentes que causam doenças como a cólera e diarréia.
O leite materno não é fraco. É sempre o melhor alimento e o mais nutritivo encontrado na natureza, oferecendo nutrientes importantes, ajudando a evitar uma série de doenças.
A amamentação é econômica para a família. Bebês que são amamentados adoecem menos. Bicos, mamadeiras, leites infantis, gás, remédios e complementos podem custar metade de um salário mínimo por mês.
É preciso que as mães sintam-se motivadas e acreditem realmente que amamentar é a melhor opção para o bebê. Exercícios de preparação dos mamilos são importantes para adaptação da sucção que o bebê irá fazer no ato da mamada. Mamilos não preparados dificultam a amamentação e podem contribuir para que a mãe desista de amamentar.
Daí a necessidade da mãe acreditar no poder da amamentação quando o bebê ainda estiver no ventre, preparando os seios e a mente para as vantagens desse ato. A mãe pode adotar procedimentos para o fortalecimento dos tecidos aureolar e mamilar, como tomar banho de sol nos seios, friccionar a toalha nos seios, fazer uso de sutiã adequado, lavar com bucha sem sabão os mamilos.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Amigo Imaginário e fantasias
Entre dois e sete anos, é comum as crianças criarem um personagem invisível. Nessa fase, elas atingiram um certo desenvolvimento intelectual, mas não passaram completamente para o mundo concreto. O mundo real ainda é muito complexo para a criança, por isso ela cria seu mundo, onde tudo pode acontecer e nada fica sem resolução. Nesse mundo existem fadas, monstros e super-heróis que contribuem sensivelmente para o desenvolvimento.
Se tal mundo não fosse criado pela criança, ela não teria coragem para resolver as novas experiências que certamente lhe causam temor, nem poderia enfrentar seus mais íntimos conflitos, como medo de escuro, do trovão, de fogos, do vento, de ficar longe dos pais etc. É a fantasia que lhe permite acreditar que também tem poder, mas é necessário muito cuidado, pois a criança pode se sentir o próprio herói, realizando atos perigosos que podem comprometer sua integridade física.
Portanto, os cuidados devem ser redobrados.
Pais que se preocupam com a influência de monstros e a possível violência dos desenhos mais modernos devem manter a calma, pois os pequenos se identificam com os heróis, que na maioria das vezes são os vitoriosos Essas fantasias servem de equilíbrio para as emoções da criança. EIa aprende a compreender e a respeitar diferentes pontos de vista, o que contribuem para seu desenvolvimento intelectual.
A criatividade e imaginação não sofrem censura: não há regras sociais ditando o que é certo ou errado, permitindo ou proibido no universo particular da criança. Nesse período de transformações e processo de socialização, ela recebe influências de diversos tipos, principalmente dos pais e, depois, dos amiguinhos (sobretudo na escola).
Até que ocorra a transição da fantasia para o concreto, a criança pode inventar algum amiguinho, que pode ser outro amigo, um boneco, animal, ou ursinho que, apesar de invisíveis ou inanimados, ganham vida própria comem, brigam, fazem bagunça, emitem opinião sobre a família.
Os amigos imaginários são capazes de grandes travessuras positivas ou negativas, dependendo é claro de quem analisa a questão. Para algumas crianças, o amigo imaginário é bem real e tem o poder de sujar o banheiro, quebrar pratos, comer sozinho uma barra grande de chocolate.
Ignorar ou desfazer essa figura especial não é uma boa idéia. Com o amigo imaginário, a criança se vê diante da possibilidade de não ter nenhuma de suas ordens ou desejos contestados, pois o amigo é quem fez tudo.
É importante que os pais saibam entender esses momentos, afirmando para a criança: "Olhe, avise o seu amigo que da próxima vez não coma toda a barra de chocolate, pois ele poderá ter uma dor de barriga e vai precisar de ajuda". Dessa forma, a mensagem chega até a criança, que da próxima vez estará mais atenta a esses cuidados.
Confrontar a criança, solicitando explicações mais complexas, não facilita nem resolve o "problema" e a criança poderá ficar confusa. Se os pais optam por aceitar o desafio de adotar o amiguinho, mesmo que temporariamente, precisam participar, observando atentamente o faz-de-conta. Na maioria das vezes, o faz-de-conta é utilizado para extravasar angústias, anseios, carências ou quando a criança sente falta de algo que os pais não estão conseguindo dar, sem ter que se expor aos adultos.
Quando os pais não entendem, cobram e deixam a criança perceber que são contra essa amizade, ela pode se fechar, negando a existência do amigo, vivendo a amizade sempre às escondidas. Mas o amigo imaginário não pode ser uma barreira para que a criança faça amizade com meninos e meninas de carne e osso.
O valor da fantasia é primordial ao desenvolvimento da criança, porém não deve substituir a realidade. Caso essa situação seja excessiva, é importante procurar a ajuda de um especialista, que pode contribuir na solução de algumas necessidades da criança.
Se tal mundo não fosse criado pela criança, ela não teria coragem para resolver as novas experiências que certamente lhe causam temor, nem poderia enfrentar seus mais íntimos conflitos, como medo de escuro, do trovão, de fogos, do vento, de ficar longe dos pais etc. É a fantasia que lhe permite acreditar que também tem poder, mas é necessário muito cuidado, pois a criança pode se sentir o próprio herói, realizando atos perigosos que podem comprometer sua integridade física.
Portanto, os cuidados devem ser redobrados.
Pais que se preocupam com a influência de monstros e a possível violência dos desenhos mais modernos devem manter a calma, pois os pequenos se identificam com os heróis, que na maioria das vezes são os vitoriosos Essas fantasias servem de equilíbrio para as emoções da criança. EIa aprende a compreender e a respeitar diferentes pontos de vista, o que contribuem para seu desenvolvimento intelectual.
A criatividade e imaginação não sofrem censura: não há regras sociais ditando o que é certo ou errado, permitindo ou proibido no universo particular da criança. Nesse período de transformações e processo de socialização, ela recebe influências de diversos tipos, principalmente dos pais e, depois, dos amiguinhos (sobretudo na escola).
Até que ocorra a transição da fantasia para o concreto, a criança pode inventar algum amiguinho, que pode ser outro amigo, um boneco, animal, ou ursinho que, apesar de invisíveis ou inanimados, ganham vida própria comem, brigam, fazem bagunça, emitem opinião sobre a família.
Os amigos imaginários são capazes de grandes travessuras positivas ou negativas, dependendo é claro de quem analisa a questão. Para algumas crianças, o amigo imaginário é bem real e tem o poder de sujar o banheiro, quebrar pratos, comer sozinho uma barra grande de chocolate.
Ignorar ou desfazer essa figura especial não é uma boa idéia. Com o amigo imaginário, a criança se vê diante da possibilidade de não ter nenhuma de suas ordens ou desejos contestados, pois o amigo é quem fez tudo.
É importante que os pais saibam entender esses momentos, afirmando para a criança: "Olhe, avise o seu amigo que da próxima vez não coma toda a barra de chocolate, pois ele poderá ter uma dor de barriga e vai precisar de ajuda". Dessa forma, a mensagem chega até a criança, que da próxima vez estará mais atenta a esses cuidados.
Confrontar a criança, solicitando explicações mais complexas, não facilita nem resolve o "problema" e a criança poderá ficar confusa. Se os pais optam por aceitar o desafio de adotar o amiguinho, mesmo que temporariamente, precisam participar, observando atentamente o faz-de-conta. Na maioria das vezes, o faz-de-conta é utilizado para extravasar angústias, anseios, carências ou quando a criança sente falta de algo que os pais não estão conseguindo dar, sem ter que se expor aos adultos.
Quando os pais não entendem, cobram e deixam a criança perceber que são contra essa amizade, ela pode se fechar, negando a existência do amigo, vivendo a amizade sempre às escondidas. Mas o amigo imaginário não pode ser uma barreira para que a criança faça amizade com meninos e meninas de carne e osso.
O valor da fantasia é primordial ao desenvolvimento da criança, porém não deve substituir a realidade. Caso essa situação seja excessiva, é importante procurar a ajuda de um especialista, que pode contribuir na solução de algumas necessidades da criança.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Objeto transicional e amigo imaginário - parte 2
Winnicott divide o desenvolvimento da criança em duas etapas:
Etapa 1
Relação de objeto
Essa relação é descrita em termos de experiência do sujeito como ser isolado. Sujeito e objeto são fundidos em um só. O objeto é fruto de projeções e identificações, não existe como algo externo e independente. Com os mecanismos de identificações, o sujeito encontra algo no seu objeto. É bem provável existir alteração no seu eu (sefl. O objeto está sob seu controle onipotente. O ato de se relacionar com o objeto pode ser com um objeto subjetivo, não tendo que ser pertencente à realidade externa, como no uso do objeto.
A realidade externa não importa. Nessa fase, tudo gira em torno do sujeito e do seu mundo de prazer. "O bebê cria o objeto, mas o objeto estava à espera de ser criado e de se tornar um objeto catequizado". (Winnicott)
Etapa 2
Uso de objeto
No uso do objeto, a natureza e o seu comportamento são incluídos. O objeto tem que ser real e existe independente do sujeito. Para que o objeto possa ser usado, é preciso que o sujeito tenha a capacidade de usá-lo.
Essa capacidade será desenvolvida durante a relação do objeto, ou seja, durante o princípio do prazer. A mãe suficientemente boa permitirá a transição da relação ao uso. Num ambiente sadio e suficientemente bom, o sujeito vai amadurecendo até conseguir destruir o objeto e torná-lo externo. O objeto sobrevive à destruição. Partindo dessa sobrevivência, o sujeito se sente seguro para usar o objeto, pois independente de amá-lo ou odiá-lo ele estará ali.
Nesse momento, surge o simbolismo. O indivíduo começa a perceber que o objeto transicional simboliza a mãe, mas não é a mãe propriamente dita, e usa símbolos como brincar de faz-de-conta. Na seqüência relaçãouso, é importante a presença da criatividade, assim a criança cria o objeto a fim de descobrir a própria externalidade.
Conclusões sobre o objeto transicional
É fundamental que o objeto esteja disponível em qualquer momento e lugar, principalmente quando a mãe estiver ausente, psicológica ou fisicamente. Dependendo do tipo de objeto, ele é ou não aceito pelas famílias ou responsáveis pelas crianças. Se é uma chupeta, a aceitação é mais tranqüila se levarmos este objeto transicional para fora de casa, mas quando se trata de um objeto menos aceito culturalmente, há maior resistência, principalmente quando a criança deseja levá-lo para a escola.
Muitas famílias só permitem o objeto transicional na hora de dormir, o que aumenta a ansiedade durante os momentos em que a criança necessita do objeto por um motivo interno ou externo. O objeto passa a ser posse da família, que dita os momentos em que estará disponível. É de fundamental importância a disponibilidade do objeto transicional para a continuidade no desenvolvimento psíquico da criança. A ruptura do objeto pode destruir o seu significado, não permitindo a transição a que se presta.
No início de seu relacionamento com o objeto, a criança o exige somente para dormir ou em momentos de solidão, angústia etc. Com o decorrer do desenvolvimento psíquico, ela o quer junto de si em qualquer momento ou lugar. A fase em que esta procura aumenta significativamente é chamada por Mahler de reaproximação (entre 14 e 24 meses).
É de fundamental importância a disponibilidade do objeto transicional para a continuidade no desenvolvimento psíquico da criança.
Nesta fase, há um sentimento de culpa porque a criança deseja tornar-se independente da mãe e individualizar-se. A criança acredita que, se ela deseja se tomar independente, a mãe também o quer, e tem medo de perder o amor do objeto (mãe). Diante desse sentimento de culpa, a criança busca "reaproximar-se" da mãe, exigindo proximidade e disponibilidade maior dela.
A criança terá maior necessidade de resolver esta transição de dependência relativa rumo à independência; a transição de uma mãe interna para uma mãe externa. Logo, o uso do objeto de transição vai se intensificar. Um ambiente sadio e uma mãe suficientemente boa é que permitem que o objeto transicional exerça suas funções em toda a plenitude.
Quando os pais aprendem a reconhecer a utilidade e as particularidades do objeto transicional, tornam-se bem mais tolerantes em relação ao seu uso. Assumem que o filho utiliza esse instrumento para se sentir mais confortado e seguro e não permitem que os outros zombem do comportamento da criança.
É claro que existem os que não suportam o cheirinho de uma fralda ou de um bonequinho que a criança não larga, impedindo que o objeto transicional seja lavado, com receio de que perca seu odor e textura característicos. O tato e o olfato estão entre os primeiros sentidos a serem desenvolvidos pelo bebê, por isso são dois fatores de identificação.
É por eles que o bebê reconhece a mãe: cheiro de leite e toque afetuoso. Por esta razão, qualquer grande mudança no aspecto do objeto transicional pode deixar a criança confusa e insegura.
Enquanto o objeto transicional estiver presente na vida da criança, os pais devem ter paciência para aceitar o agarramento contínuo a uma coisa inanimada.
Só devem se preocupar se este apego se tornar excessivo, pois não deve ser a ocupação principal da criança. Gradativamente ela poderá substituir o ursinho ou paninho por uma devoção absurda a uma pessoa ou outra ocupação (exceção à regra). A tendência natural da criança é deixar de lado o velho companheiro à medida que começa a se abrir para o mundo e a realidade que a cerca.
Etapa 1
Relação de objeto
Essa relação é descrita em termos de experiência do sujeito como ser isolado. Sujeito e objeto são fundidos em um só. O objeto é fruto de projeções e identificações, não existe como algo externo e independente. Com os mecanismos de identificações, o sujeito encontra algo no seu objeto. É bem provável existir alteração no seu eu (sefl. O objeto está sob seu controle onipotente. O ato de se relacionar com o objeto pode ser com um objeto subjetivo, não tendo que ser pertencente à realidade externa, como no uso do objeto.
A realidade externa não importa. Nessa fase, tudo gira em torno do sujeito e do seu mundo de prazer. "O bebê cria o objeto, mas o objeto estava à espera de ser criado e de se tornar um objeto catequizado". (Winnicott)
Etapa 2
Uso de objeto
No uso do objeto, a natureza e o seu comportamento são incluídos. O objeto tem que ser real e existe independente do sujeito. Para que o objeto possa ser usado, é preciso que o sujeito tenha a capacidade de usá-lo.
Essa capacidade será desenvolvida durante a relação do objeto, ou seja, durante o princípio do prazer. A mãe suficientemente boa permitirá a transição da relação ao uso. Num ambiente sadio e suficientemente bom, o sujeito vai amadurecendo até conseguir destruir o objeto e torná-lo externo. O objeto sobrevive à destruição. Partindo dessa sobrevivência, o sujeito se sente seguro para usar o objeto, pois independente de amá-lo ou odiá-lo ele estará ali.
Nesse momento, surge o simbolismo. O indivíduo começa a perceber que o objeto transicional simboliza a mãe, mas não é a mãe propriamente dita, e usa símbolos como brincar de faz-de-conta. Na seqüência relaçãouso, é importante a presença da criatividade, assim a criança cria o objeto a fim de descobrir a própria externalidade.
Conclusões sobre o objeto transicional
É fundamental que o objeto esteja disponível em qualquer momento e lugar, principalmente quando a mãe estiver ausente, psicológica ou fisicamente. Dependendo do tipo de objeto, ele é ou não aceito pelas famílias ou responsáveis pelas crianças. Se é uma chupeta, a aceitação é mais tranqüila se levarmos este objeto transicional para fora de casa, mas quando se trata de um objeto menos aceito culturalmente, há maior resistência, principalmente quando a criança deseja levá-lo para a escola.
Muitas famílias só permitem o objeto transicional na hora de dormir, o que aumenta a ansiedade durante os momentos em que a criança necessita do objeto por um motivo interno ou externo. O objeto passa a ser posse da família, que dita os momentos em que estará disponível. É de fundamental importância a disponibilidade do objeto transicional para a continuidade no desenvolvimento psíquico da criança. A ruptura do objeto pode destruir o seu significado, não permitindo a transição a que se presta.
No início de seu relacionamento com o objeto, a criança o exige somente para dormir ou em momentos de solidão, angústia etc. Com o decorrer do desenvolvimento psíquico, ela o quer junto de si em qualquer momento ou lugar. A fase em que esta procura aumenta significativamente é chamada por Mahler de reaproximação (entre 14 e 24 meses).
É de fundamental importância a disponibilidade do objeto transicional para a continuidade no desenvolvimento psíquico da criança.
Nesta fase, há um sentimento de culpa porque a criança deseja tornar-se independente da mãe e individualizar-se. A criança acredita que, se ela deseja se tomar independente, a mãe também o quer, e tem medo de perder o amor do objeto (mãe). Diante desse sentimento de culpa, a criança busca "reaproximar-se" da mãe, exigindo proximidade e disponibilidade maior dela.
A criança terá maior necessidade de resolver esta transição de dependência relativa rumo à independência; a transição de uma mãe interna para uma mãe externa. Logo, o uso do objeto de transição vai se intensificar. Um ambiente sadio e uma mãe suficientemente boa é que permitem que o objeto transicional exerça suas funções em toda a plenitude.
Quando os pais aprendem a reconhecer a utilidade e as particularidades do objeto transicional, tornam-se bem mais tolerantes em relação ao seu uso. Assumem que o filho utiliza esse instrumento para se sentir mais confortado e seguro e não permitem que os outros zombem do comportamento da criança.
É claro que existem os que não suportam o cheirinho de uma fralda ou de um bonequinho que a criança não larga, impedindo que o objeto transicional seja lavado, com receio de que perca seu odor e textura característicos. O tato e o olfato estão entre os primeiros sentidos a serem desenvolvidos pelo bebê, por isso são dois fatores de identificação.
É por eles que o bebê reconhece a mãe: cheiro de leite e toque afetuoso. Por esta razão, qualquer grande mudança no aspecto do objeto transicional pode deixar a criança confusa e insegura.
Enquanto o objeto transicional estiver presente na vida da criança, os pais devem ter paciência para aceitar o agarramento contínuo a uma coisa inanimada.
Só devem se preocupar se este apego se tornar excessivo, pois não deve ser a ocupação principal da criança. Gradativamente ela poderá substituir o ursinho ou paninho por uma devoção absurda a uma pessoa ou outra ocupação (exceção à regra). A tendência natural da criança é deixar de lado o velho companheiro à medida que começa a se abrir para o mundo e a realidade que a cerca.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Objeto transicional e amigo imaginário - parte 1
Segundo o psicólogo D.W. Winnicott, o objeto transicional não é o primeiro objeto, ou seja, não é o primeiro brinquedo, ursinho, dedo etc. O objeto transicional diz respeito a "primeira possessão" da criança e também, a uma "área intermediária" entre o subjetivo e o que é objetivamente percebido. A "primeira possessão" refere-se ao objeto que não faz parte do corpo do bebê, mas que também não foi ainda reconhecido como parte da realidade externa.
A "área intermediária", que poderíamos chamar de TESTE DE REALIDADE, é um "estado intermediário entre a inabilidade de um bebê e a sua crescente habilidade em reconhecer e aceitar a realidade" (WTinnicott, 1978).
É uma área intermediária entre:
. Polegar e ursinho (o polegar teria uma função de sucção, sem fim transicional) ;
. Erotismo oral e a verdadeira relação de objeto;
. Atividade criativa primária (primeiras experiências: cheiro de algo, fantasias, imaginação etc.) e a projeção do que foi introjetado (experiências culturais, os complexos, o brincar etc.).
. Desconhecimento primário de dívida (a criança ataca a mãe ou o objeto sem ter uma dívida com o objeto atacado) e o reconhecimento desta (sentimento de culpa, medo da perda e reparação).
A "mãe suficientemente boa" (Winnicott) é aquela que permite ao bebê um objeto transicional. É por intermédio dela que a criança poderá prosseguir no seu desenvolvimento de transição do eu para o não-eu, do prazer irreal para o prazer concreto. Essa mãe não precisa ser a mãe natural da criança, e sim a pessoa que a toma sob seus cuidados.
A mãe deve primeiro descobrir seus próprios sentimentos, ser ela mesma, confiar, dar vazão ao ser mãe e ao amor pelo filho. Caso sinta que essa devoção é uma obrigação, os cuidados para com a criança não terão êxito. A mãe precisa crescer naturalmente, ajustar se ao impulso do filho.
Dessa forma, ocorrerá uma união emocional e uma crença na realidade externa, na qual se pode ter ilusões. O seio subjetivamente percebido vai se sobrepor ao objeto subjetivo do bebê. Winnicott associa a ilusão ao seio e a desilusão ao desmame. O seio representa tanto a técnica de maternagem quanto o órgão em si.
É na área intermediária de experiências que está o objeto transicional. A mãe suficientemente boa permite que o bebê tenha a ilusão de que aquilo que ele cria realmente existe (ou de que o seio faz parte dele).
Sendo assim, esta área da ilusão toma uma forma de objeto transicional, pois ali o bebê terá um objeto criado por ele mesmo. Esta é a importante tarefa da ilusão: permitir que um objeto externo represente o objeto interno. Só aí, depois de toda relação e uso da ilusão, é que essa mesma mãe, suficientemente boa, permitirá uma desilusão gradativa, por exemplo o desmame.
A partir desse estágio, a criança sabe que um brinquedo que cai poderá ser recuperado em seguida, sem que precise necessariamente sumir ou quebrar. Pegar o brinquedo do chão e devolvê-lo à criança é uma prova de que ele pode ir e voltar para ela. Essa ação que se repete, tantas vezes quanto a criança deseje, estará fortalecendo a confiança na mãe e, conseqüentemente, no mundo que a cerca, uma vez que a mãe é a referência do mundo.
A função do objeto transicional entra no momento em que a criança brinca com esse objeto estável e disponível. Ele será o depositário (representante da mãe) de seu ódio e amor, sem que tenha que desaparecer. A criança manipula a raiva pela mãe por meio do seu objeto transicional. Os sentimentos de raiva, culpa e reparação permitem que a espontaneidade dela não seja inibida. É a confiança que o bebê deposita na mãe que o torna autoconfiante, o que possibilita autonomia e liberdade.
A "área intermediária", que poderíamos chamar de TESTE DE REALIDADE, é um "estado intermediário entre a inabilidade de um bebê e a sua crescente habilidade em reconhecer e aceitar a realidade" (WTinnicott, 1978).
É uma área intermediária entre:
. Polegar e ursinho (o polegar teria uma função de sucção, sem fim transicional) ;
. Erotismo oral e a verdadeira relação de objeto;
. Atividade criativa primária (primeiras experiências: cheiro de algo, fantasias, imaginação etc.) e a projeção do que foi introjetado (experiências culturais, os complexos, o brincar etc.).
. Desconhecimento primário de dívida (a criança ataca a mãe ou o objeto sem ter uma dívida com o objeto atacado) e o reconhecimento desta (sentimento de culpa, medo da perda e reparação).
A "mãe suficientemente boa" (Winnicott) é aquela que permite ao bebê um objeto transicional. É por intermédio dela que a criança poderá prosseguir no seu desenvolvimento de transição do eu para o não-eu, do prazer irreal para o prazer concreto. Essa mãe não precisa ser a mãe natural da criança, e sim a pessoa que a toma sob seus cuidados.
A mãe deve primeiro descobrir seus próprios sentimentos, ser ela mesma, confiar, dar vazão ao ser mãe e ao amor pelo filho. Caso sinta que essa devoção é uma obrigação, os cuidados para com a criança não terão êxito. A mãe precisa crescer naturalmente, ajustar se ao impulso do filho.
Dessa forma, ocorrerá uma união emocional e uma crença na realidade externa, na qual se pode ter ilusões. O seio subjetivamente percebido vai se sobrepor ao objeto subjetivo do bebê. Winnicott associa a ilusão ao seio e a desilusão ao desmame. O seio representa tanto a técnica de maternagem quanto o órgão em si.
É na área intermediária de experiências que está o objeto transicional. A mãe suficientemente boa permite que o bebê tenha a ilusão de que aquilo que ele cria realmente existe (ou de que o seio faz parte dele).
Sendo assim, esta área da ilusão toma uma forma de objeto transicional, pois ali o bebê terá um objeto criado por ele mesmo. Esta é a importante tarefa da ilusão: permitir que um objeto externo represente o objeto interno. Só aí, depois de toda relação e uso da ilusão, é que essa mesma mãe, suficientemente boa, permitirá uma desilusão gradativa, por exemplo o desmame.
A partir desse estágio, a criança sabe que um brinquedo que cai poderá ser recuperado em seguida, sem que precise necessariamente sumir ou quebrar. Pegar o brinquedo do chão e devolvê-lo à criança é uma prova de que ele pode ir e voltar para ela. Essa ação que se repete, tantas vezes quanto a criança deseje, estará fortalecendo a confiança na mãe e, conseqüentemente, no mundo que a cerca, uma vez que a mãe é a referência do mundo.
A função do objeto transicional entra no momento em que a criança brinca com esse objeto estável e disponível. Ele será o depositário (representante da mãe) de seu ódio e amor, sem que tenha que desaparecer. A criança manipula a raiva pela mãe por meio do seu objeto transicional. Os sentimentos de raiva, culpa e reparação permitem que a espontaneidade dela não seja inibida. É a confiança que o bebê deposita na mãe que o torna autoconfiante, o que possibilita autonomia e liberdade.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Função da brincadeira no desenvolvimento infantil - Parte 2
É falso negarmos que hoje a televisão é uma das maiores preocupações de pais e educadores. A televisão se transformou em uma babá eletrônica, gerando uma série de conseqüências no comportamento das crianças. Sociólogos, pedagogos, pensadores e educadores têm buscado esclarecer até que ponto a televisão é responsável por essas alterações.
Muitos afirmam que a televisão estimula o desenvolvimento da inteligência e enriquece a formação da personalidade, outros argumentam que a TV prejudica o desenvolvimento da inteligência e deforma a personalidade. Para alguns, esse meio de comunicação é uma força destruidora, desagregadora da vida decente e normal, capaz de minar as famílias, os padrões tradicionais e a moralidade, colaborando até para a desintegração do sistema social.
Acusam a televisão de corromper crianças e jovens, causar indisciplina nas escolas, promover excessivo materialismo, incitar ao crime, inflamar a violência etc. Outros simplesmente criticam a baixa qualidade das programações que, de certa maneira, causam inércia na atividade intelectual de espectadores muito assíduos.
Partindo do fato de que a maioria das famílias brasileiras assiste à TV durante horas e horas diárias, sem ter uma consciência crítica dos efeitos que ela produz, a maior vítima dessa situação com certeza é a criança. A criança fica deslumbrada pela TV desde muito pequena. Seu desenvolvimento simbólico já não é mais enriquecido com lindas histórias contadas pelos pais, como se fazia antigamente, mas sim empobrecido pelos quadros prontos e acabados mostrados pela TV Com o acesso a Internet, as preocupações se repetem e aumentam.
O que fazer? Na verdade, o que a criança deseja não é possuir dezenas de brinquedos, televisão a cabo, programas de computador, mas sim a presença de pais que possam brincar e conversar com ela. Na verdade, tudo se passa como um faz-de-conta global, que a família deve organizar criticamente. Os pais têm um importante papel com relação ao faz-de-conta. Sua própria experiência pode impedir ou prejudicar o desenvolvimento nesse período.
Por exemplo: a criança que vivencia períodos de fantasia, mas os pais a julgam como mentirosa. O faz-de-conta, que para alguns pode significar uma mentira, é freqüentemente uma realidade na imaginação dos filhos. Criar histórias inacreditáveis e a "convivência" com amigos imaginários podem ajudar a preparar a criança para lidar com jogos mais elaborados, como o da vida, por exemplo.
. Corporal: envolvendo todo o corpo, inclusive a voz.
. Ideativa: incluindo pensamento, imaginação e linguagem.
. Gráfica: com a manipulação de objetos de desenho, tinta, papel e outros materiais plásticos.
. Afetiva: envolvimento emocional com o objetivo em jogo e com os participantes.
. Ideativa: pela ligação aos conteúdos e temas escolhidos.
. Espacial: pela relação com o espaço e a configuração do conjunto formado pela relação entre as pessoas e o espaço.
. Verbal: forma de expressão vocal, incluindo as inflexões e os tons.
Muitos afirmam que a televisão estimula o desenvolvimento da inteligência e enriquece a formação da personalidade, outros argumentam que a TV prejudica o desenvolvimento da inteligência e deforma a personalidade. Para alguns, esse meio de comunicação é uma força destruidora, desagregadora da vida decente e normal, capaz de minar as famílias, os padrões tradicionais e a moralidade, colaborando até para a desintegração do sistema social.
Acusam a televisão de corromper crianças e jovens, causar indisciplina nas escolas, promover excessivo materialismo, incitar ao crime, inflamar a violência etc. Outros simplesmente criticam a baixa qualidade das programações que, de certa maneira, causam inércia na atividade intelectual de espectadores muito assíduos.
Partindo do fato de que a maioria das famílias brasileiras assiste à TV durante horas e horas diárias, sem ter uma consciência crítica dos efeitos que ela produz, a maior vítima dessa situação com certeza é a criança. A criança fica deslumbrada pela TV desde muito pequena. Seu desenvolvimento simbólico já não é mais enriquecido com lindas histórias contadas pelos pais, como se fazia antigamente, mas sim empobrecido pelos quadros prontos e acabados mostrados pela TV Com o acesso a Internet, as preocupações se repetem e aumentam.
O que fazer? Na verdade, o que a criança deseja não é possuir dezenas de brinquedos, televisão a cabo, programas de computador, mas sim a presença de pais que possam brincar e conversar com ela. Na verdade, tudo se passa como um faz-de-conta global, que a família deve organizar criticamente. Os pais têm um importante papel com relação ao faz-de-conta. Sua própria experiência pode impedir ou prejudicar o desenvolvimento nesse período.
Por exemplo: a criança que vivencia períodos de fantasia, mas os pais a julgam como mentirosa. O faz-de-conta, que para alguns pode significar uma mentira, é freqüentemente uma realidade na imaginação dos filhos. Criar histórias inacreditáveis e a "convivência" com amigos imaginários podem ajudar a preparar a criança para lidar com jogos mais elaborados, como o da vida, por exemplo.
. Corporal: envolvendo todo o corpo, inclusive a voz.
. Ideativa: incluindo pensamento, imaginação e linguagem.
. Gráfica: com a manipulação de objetos de desenho, tinta, papel e outros materiais plásticos.
. Afetiva: envolvimento emocional com o objetivo em jogo e com os participantes.
. Ideativa: pela ligação aos conteúdos e temas escolhidos.
. Espacial: pela relação com o espaço e a configuração do conjunto formado pela relação entre as pessoas e o espaço.
. Verbal: forma de expressão vocal, incluindo as inflexões e os tons.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Função da brincadeira no desenvolvimento infantil - parte 1
(segundo a pedagoga Márcia Maria Kaschttk )
O jogo e a brincadeira são as formas mais indicadas para lidar com a realidade, pois permitem ensaiar papéis, realizar infinitas simulações que partem da observação.
De acordo com Piaget, apud Rosa e Nisio (1998, p.39) "os jogos e as atividades lúdicas tornam o mais significativas à medida que a criança se desenvolve; com a livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstituir, reinventar as coisas, o que já exige uma adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível a partir do momento em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades, que são o concreto da vida dela, em linguagem escrita, que é o abstrato".
É inegável que a "brincadeira" é a atividade primordial na infância. A situação lúdica que se instaura ganha caráter de "orientação", ou seja, de facilitação de tarefas objetivadas pelo professor, sem que se questione sobre a forma singular do jogo e sobre qual é realmente o objetivo deste.
A brincadeira é uma forma de a criança constituir-se como indivíduo, formulando e compartilhando significados.
Na perspectiva sociocultural, brincar traduz a forma como as crianças interpretam e assimilam o mundo, os objetos, a cultura, as relações e os afetos das pessoas. É uma maneira de conhecer o mundo adulto sem adentrá-Io realmente.
Brincar é uma forma de atividade social infantil, cujo aspecto imaginativo e diverso do significado cotidiano da vida fornece oportunidade educativa para as crianças.
"De acordo com Vygotsky, através do brinquedo, a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que depende de motivação interna... a criança poderá utilizar materiais que servirão para representar uma realidade ausente..." (Rego, 1996, p. 819).
Vale ressaltar que os valores podem ser internalizados pela criança por meio da brincadeira, na medida em que está em contato com os valores em sua vida diária.
Neste contexto, percebe-se nitidamente a importância das atividades lúdicas no processo de alfabetização.
À medida que a criança utiliza-se da brincadeira, do lúdico, ela interage com o outro, com o objeto e consigo mesma, desenvolvendo a linguagem, função esta que organiza todos os processos mentais da criança, dando forma ao pensamento.
É muito importante desenvolver no processo de alfabetização o fator linguagem, mesmo antes de passar para a escrita, que já é uma linguagem estruturada, pois a criança desenvolve seu potencial de criação imaginária e o lúdico tem com certeza um papel primordial nesse processo.
Jogar é um desafio e a incerteza diante do novo, do desconhecido, fez com que a sociedade definisse normas para os jogos já existentes, regulamentando-os.
Quando o educador faz uso do jogo com regras, este é formalizado de acordo com os objetivos que se pretende alcançar: estimular a cooperação, melhorar o desempenho, enfrentar a timidez, aprender algo definido etc.
Quando propomos um jogo, estamos penetrando numa zona desconhecida, pois ao jogar produzimos inevitavelmente algo novo, criamos regras, adaptamos as já existentes de acordo com a realidade, com os objetivos, com os sentimentos. Jogar é um desafio e a incerteza diante do novo, do desconhecido, fez com que a sociedade definisse normas para os jogos já existentes, regulamentando-os.
Por exemplo: quando há insegurança e um grupo necessita de apoio afetivo, pois teme reações desconhecidas, é natural a preferência ou sugestões por jogos bem definidos, com regras claras. E isso acontece com crianças pequenas, que, quando vão jogar com um adulto, sentem-se ameaçadas e costumam dizer: "mas tem que jogar do meu jeito". O brincar não tem regras, embora gradativamente se organize com o tempo e a experiência.
A brincadeira infantil traz em si as potencialidades que irão se desenvolver na vida adulta. Assim, a criança expressa seus impulsos, suas motivações, seus desejos, seus pensamentos com a criação espontânea a partir de recursos corporais, lingüísticos e simbólicos para a comunicação.
Nos jogos de faz-de-conta, a criança se identifica com os personagens, simulando novos acontecimentos, inventando papéis, imitando situações, relacionando fatos e reproduzindo os comportamentos dos adultos. Na tentativa de aprender a linguagem dos adultos, recorre ao jogo imaginário, imitando papéis sociais.
Repete frases com as inflexões dos pais, imita gestos característicos de educadoras, comporta-se como os ídolos que admira. Esse esforço para representar estimula a descoberta de um mundo de novos conhecimentos, principalmente no que diz respeito à linguagem, contribuindo para um vocabulário rico e uma assimilação crítica da realidade.
Quando abordamos a assimilação crítica da realidade, não podemos nos esquecer da televisão. Seria ela uma fonte geradora de jogos? Estaria a televisão fornecendo informações de maneira adequada?
O jogo e a brincadeira são as formas mais indicadas para lidar com a realidade, pois permitem ensaiar papéis, realizar infinitas simulações que partem da observação.
De acordo com Piaget, apud Rosa e Nisio (1998, p.39) "os jogos e as atividades lúdicas tornam o mais significativas à medida que a criança se desenvolve; com a livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstituir, reinventar as coisas, o que já exige uma adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível a partir do momento em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades, que são o concreto da vida dela, em linguagem escrita, que é o abstrato".
É inegável que a "brincadeira" é a atividade primordial na infância. A situação lúdica que se instaura ganha caráter de "orientação", ou seja, de facilitação de tarefas objetivadas pelo professor, sem que se questione sobre a forma singular do jogo e sobre qual é realmente o objetivo deste.
A brincadeira é uma forma de a criança constituir-se como indivíduo, formulando e compartilhando significados.
Na perspectiva sociocultural, brincar traduz a forma como as crianças interpretam e assimilam o mundo, os objetos, a cultura, as relações e os afetos das pessoas. É uma maneira de conhecer o mundo adulto sem adentrá-Io realmente.
Brincar é uma forma de atividade social infantil, cujo aspecto imaginativo e diverso do significado cotidiano da vida fornece oportunidade educativa para as crianças.
"De acordo com Vygotsky, através do brinquedo, a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que depende de motivação interna... a criança poderá utilizar materiais que servirão para representar uma realidade ausente..." (Rego, 1996, p. 819).
Vale ressaltar que os valores podem ser internalizados pela criança por meio da brincadeira, na medida em que está em contato com os valores em sua vida diária.
Neste contexto, percebe-se nitidamente a importância das atividades lúdicas no processo de alfabetização.
À medida que a criança utiliza-se da brincadeira, do lúdico, ela interage com o outro, com o objeto e consigo mesma, desenvolvendo a linguagem, função esta que organiza todos os processos mentais da criança, dando forma ao pensamento.
É muito importante desenvolver no processo de alfabetização o fator linguagem, mesmo antes de passar para a escrita, que já é uma linguagem estruturada, pois a criança desenvolve seu potencial de criação imaginária e o lúdico tem com certeza um papel primordial nesse processo.
Jogar é um desafio e a incerteza diante do novo, do desconhecido, fez com que a sociedade definisse normas para os jogos já existentes, regulamentando-os.
Quando o educador faz uso do jogo com regras, este é formalizado de acordo com os objetivos que se pretende alcançar: estimular a cooperação, melhorar o desempenho, enfrentar a timidez, aprender algo definido etc.
Quando propomos um jogo, estamos penetrando numa zona desconhecida, pois ao jogar produzimos inevitavelmente algo novo, criamos regras, adaptamos as já existentes de acordo com a realidade, com os objetivos, com os sentimentos. Jogar é um desafio e a incerteza diante do novo, do desconhecido, fez com que a sociedade definisse normas para os jogos já existentes, regulamentando-os.
Por exemplo: quando há insegurança e um grupo necessita de apoio afetivo, pois teme reações desconhecidas, é natural a preferência ou sugestões por jogos bem definidos, com regras claras. E isso acontece com crianças pequenas, que, quando vão jogar com um adulto, sentem-se ameaçadas e costumam dizer: "mas tem que jogar do meu jeito". O brincar não tem regras, embora gradativamente se organize com o tempo e a experiência.
A brincadeira infantil traz em si as potencialidades que irão se desenvolver na vida adulta. Assim, a criança expressa seus impulsos, suas motivações, seus desejos, seus pensamentos com a criação espontânea a partir de recursos corporais, lingüísticos e simbólicos para a comunicação.
Nos jogos de faz-de-conta, a criança se identifica com os personagens, simulando novos acontecimentos, inventando papéis, imitando situações, relacionando fatos e reproduzindo os comportamentos dos adultos. Na tentativa de aprender a linguagem dos adultos, recorre ao jogo imaginário, imitando papéis sociais.
Repete frases com as inflexões dos pais, imita gestos característicos de educadoras, comporta-se como os ídolos que admira. Esse esforço para representar estimula a descoberta de um mundo de novos conhecimentos, principalmente no que diz respeito à linguagem, contribuindo para um vocabulário rico e uma assimilação crítica da realidade.
Quando abordamos a assimilação crítica da realidade, não podemos nos esquecer da televisão. Seria ela uma fonte geradora de jogos? Estaria a televisão fornecendo informações de maneira adequada?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O Jogo
Quando uma criança inicia a fase de "engatinhar", ela está experimentando, jogando com a relação entre seu corpo e o ambiente em que está situada. Jogando-se no espaço, interagindo com esse ambiente, a criança passa por todos os riscos do movimento. Levantar, girar, correr, andar são atos que promovem a descoberta do benefício da expressão pessoal.
Ao jogar, a criança explora o mundo e se descobre: olhando, cheirando, tocando, ouvindo ou degustando, a criança mantém contato com o mundo através dos sentidos. A criança, em suas brincadeiras de faz-de-conta, alcança pleno domínio da situação, vivendo e convivendo com realidade e fantasia, sendo capaz de passar de uma para outra.
Elaborando seus anseios e fantasias ao brincar, a brincadeira vai evoluindo, deixando de ser espontânea para tornar-se um jogo com regras definidas, ou seja, o jogar e o brincar sofrem influência da cultura e do controle social.
A característica essencial do jogo refere-se ao jogar como experiência e sempre como uma experiência criativa e construtiva. É no jogar que a criança alcança a liberdade de criação, ou seja, a criança utiliza sua personalidade integral e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu. O jogo também revela uma característica transformadora intrínseca, pois quanto melhor a capacidade do indivíduo para jogar, mais próximo está ele de sua saúde mental. Brincando e jogando, a criança expressa toda sua espontaneidade.
O brinquedo é o objeto real ou imaginário que antecipa os dados da realidade. O brinquedo possibilita algo além de divertimento, entretenimento ou descarga de energia.
Representa fonte de conhecimento, de satisfação e um acesso ao imaginário. O jogo é uma resposta ativa de impressões passivas que a criança tem diante da realidade cotidiana. Quando a criança tem medo de algo, pode enfrentar o problema criando situações de controle. A criança procura adquirir o controle da realidade pela imitação e pela repetição.
Dessa maneira, a realidade é assimilada e reconhecida. A criança que brinca experimenta, constrói com o brinquedo. Ela aprende a dominar sentimentos de angústia, a conhecer seu corpo, a fazer representações do exterior e progressivamente a agir sobre ele, controlando os próprios limites. O brinquedo envolve um trabalho de construção e criação. Fazendo uso da imitação, a criança constrói a base para a integração da realidade em si mesma.
Para compreendermos o significado de tudo o que acontece ao nosso redor, é preciso montarmos um quebra-cabeça, montando e remontado cenas. O jogo e a brincadeira são as formas mais indicadas para lidar com a realidade, pois permitem ensaiar papéis, realizar infinitas simulações que partem da observação. Jogando, a criança diminui sua ansiedade por não poder controlar as situações da vida real. O prazer e a segurança crescem quando a criança se sente cada vez mais segura para enfrentar as dificuldades que estão por vir.
Jogando bola, simulando ser um super-herói, pintando, recortando, colando papéis, a criança sente-se à vontade, desfruta de uma linguagem própria, que lhe é familiar, e desenvolve a espontaneidade e a criatividade.
O prazer desperta a motivação, que por sua vez promove novos relacionamentos, mexendo internamente em tudo que estava adormecido. Isso só acontece se a disposição interna estiver integrada às dinâmicas das forças do meio ambiente e do meio social. O jogo é uma atividade integradora, de aspectos internos e externos que irão complementar as vivências de cada um. As experiências confirmam que jogando,
. Ansiamos diferentes situações, como por exemplo:
. Movimentos de andar, correr, lutar, pesquisar:
. Adquirir a segurança que os experientes nos passam, para que possamos aprender de uma forma tranqüila, sem a preocupação de um pré-julgamento;
. Vontade de sermos reconhecidos socialmente pela cooperação, amizade, personalidade e interação com os demais;
. Vontade de participar e/ou pertencer a diferentes grupos sociais;
. Vontade de adquirir harmonia e equilíbrio diante de diferentes situações do dia-a-dia.
O jogo ocorre em espaços e tempos determinados. A atividade lúdica remete-nos diretamente à imitação espontânea que parece natural à criança pequena. Brincar é uma expressão de contato imediato e espontâneo com o mundo real e imaginário. O jogo entre esses dois níveis permanece como possibilidade para toda a vida. Mas há diferenças entre as possibilidades do jogo, principalmente quando pensamos na educação.
Quando a mãe brinca com seu filho espontaneamente, não há pretensão de chegar a um objetivo específico, ainda que vários aspectos importantes estejam sendo trabalhados. Com a educação o jogo pode ser livre de regras e/ou servir apenas para relaxar, ou seja, substituir a atividade com determinadas obrigações pela improvisação de atividades livres. Assim, o prazer é conquistado porque há um desbloqueio das capacidades espontâneas, a criança estará realizando com os demais colegas a recreação.
Ao jogar, a criança explora o mundo e se descobre: olhando, cheirando, tocando, ouvindo ou degustando, a criança mantém contato com o mundo através dos sentidos. A criança, em suas brincadeiras de faz-de-conta, alcança pleno domínio da situação, vivendo e convivendo com realidade e fantasia, sendo capaz de passar de uma para outra.
Elaborando seus anseios e fantasias ao brincar, a brincadeira vai evoluindo, deixando de ser espontânea para tornar-se um jogo com regras definidas, ou seja, o jogar e o brincar sofrem influência da cultura e do controle social.
A característica essencial do jogo refere-se ao jogar como experiência e sempre como uma experiência criativa e construtiva. É no jogar que a criança alcança a liberdade de criação, ou seja, a criança utiliza sua personalidade integral e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu. O jogo também revela uma característica transformadora intrínseca, pois quanto melhor a capacidade do indivíduo para jogar, mais próximo está ele de sua saúde mental. Brincando e jogando, a criança expressa toda sua espontaneidade.
O brinquedo é o objeto real ou imaginário que antecipa os dados da realidade. O brinquedo possibilita algo além de divertimento, entretenimento ou descarga de energia.
Representa fonte de conhecimento, de satisfação e um acesso ao imaginário. O jogo é uma resposta ativa de impressões passivas que a criança tem diante da realidade cotidiana. Quando a criança tem medo de algo, pode enfrentar o problema criando situações de controle. A criança procura adquirir o controle da realidade pela imitação e pela repetição.
Dessa maneira, a realidade é assimilada e reconhecida. A criança que brinca experimenta, constrói com o brinquedo. Ela aprende a dominar sentimentos de angústia, a conhecer seu corpo, a fazer representações do exterior e progressivamente a agir sobre ele, controlando os próprios limites. O brinquedo envolve um trabalho de construção e criação. Fazendo uso da imitação, a criança constrói a base para a integração da realidade em si mesma.
Para compreendermos o significado de tudo o que acontece ao nosso redor, é preciso montarmos um quebra-cabeça, montando e remontado cenas. O jogo e a brincadeira são as formas mais indicadas para lidar com a realidade, pois permitem ensaiar papéis, realizar infinitas simulações que partem da observação. Jogando, a criança diminui sua ansiedade por não poder controlar as situações da vida real. O prazer e a segurança crescem quando a criança se sente cada vez mais segura para enfrentar as dificuldades que estão por vir.
Jogando bola, simulando ser um super-herói, pintando, recortando, colando papéis, a criança sente-se à vontade, desfruta de uma linguagem própria, que lhe é familiar, e desenvolve a espontaneidade e a criatividade.
O prazer desperta a motivação, que por sua vez promove novos relacionamentos, mexendo internamente em tudo que estava adormecido. Isso só acontece se a disposição interna estiver integrada às dinâmicas das forças do meio ambiente e do meio social. O jogo é uma atividade integradora, de aspectos internos e externos que irão complementar as vivências de cada um. As experiências confirmam que jogando,
. Ansiamos diferentes situações, como por exemplo:
. Movimentos de andar, correr, lutar, pesquisar:
. Adquirir a segurança que os experientes nos passam, para que possamos aprender de uma forma tranqüila, sem a preocupação de um pré-julgamento;
. Vontade de sermos reconhecidos socialmente pela cooperação, amizade, personalidade e interação com os demais;
. Vontade de participar e/ou pertencer a diferentes grupos sociais;
. Vontade de adquirir harmonia e equilíbrio diante de diferentes situações do dia-a-dia.
O jogo ocorre em espaços e tempos determinados. A atividade lúdica remete-nos diretamente à imitação espontânea que parece natural à criança pequena. Brincar é uma expressão de contato imediato e espontâneo com o mundo real e imaginário. O jogo entre esses dois níveis permanece como possibilidade para toda a vida. Mas há diferenças entre as possibilidades do jogo, principalmente quando pensamos na educação.
Quando a mãe brinca com seu filho espontaneamente, não há pretensão de chegar a um objetivo específico, ainda que vários aspectos importantes estejam sendo trabalhados. Com a educação o jogo pode ser livre de regras e/ou servir apenas para relaxar, ou seja, substituir a atividade com determinadas obrigações pela improvisação de atividades livres. Assim, o prazer é conquistado porque há um desbloqueio das capacidades espontâneas, a criança estará realizando com os demais colegas a recreação.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Comunicação - prmeiros passos - parte 2
As palavras e orações passam pelo mesmo processo. Enquanto isso, a criança se reconhece como indivíduo único, interagindo com os outros. Usar a linguagem vai exigir da criança o desenvolvimento de habilidades específicas. O uso da percepção na comunicação é intenso: a criança percebe a diferença entre a fala suave e tranqüila da mãe e uma fala suave acompanhada de uma ação agressiva. A confiança na palavra dos pais vai ajudá-la a definir o próprio comportamento lingüístico.
O ambiente em que a criança vive vai possibilitar ou não o aprimoramento dessa linguagem. A criança pode se sentir insegura, inibida para falar, principalmente na presença de estranhos.
Pode ter medo de ser criticada, de não agradar aos pais, educadores e até aos amiguinhos.
No entanto, para que ocorra aprendizagem, é preciso "poder errar" (o erro é construtivo), já que a confiança na própria linguagem depende muito da permissão para a tentativa e para o erro, possibilitando assim um processo tranqüilo na aquisição de novos conhecimentos. Atualmente, parece ser mais fácil aprender com a televisão pela possibilidade da imitação, sem correr o risco da culpa e da vergonha, afinal de contas, a televisão não condena.
Mas não se pode substituir a atitude de aceitação e orientação, que só é possível com a presença física e emocional de pessoas que dêem apoio. Daí a necessidade de os pais atuarem, sendo mediadores para que os recursos tecnológicos sirvam de forma adequada no desenvolvimento da linguagem e da educação.
A linguagem é um recurso que possibilita a comunicação entre as pessoas pela sucessão ordenada de palavras que expressam pensamentos. O pensamento antecede a linguagem, mas esta é o sinal falado ou escrito que influencia o pensamento. É comum percebermos a criança falar muito rápido sobre algo que deseja. Então não conseguimos entender claramente, pois a linguagem não conseguiu acompanhar a velocidade do pensamento.
Quando há troca de influências entre o pensamento e a linguagem, obtemos o desenvolvimento intelectual, ou seja, a linguagem constitui o sujeito que supre suas necessidades individuais e promove a interação social. Quando há dificuldades na constituição da linguagem, há conseqüentemente danos em todas as áreas do desenvolvimento.
A falta de articulação do pensamento é um problema que resulta em dificuldades na articulação verbal. A má pronúncia das crianças nas primeiras fases deve-se a vários fatores. Em primeiro lugar, pode haver problemas na maturação dos órgãos. Essas "situações" podem ser superadas com exercícios específicos, realizados por um profissional da área, se não houver danos constitucionais.
Outro fator pode ser a percepção imperfeita dos estímulos na fase de imitação dos sons ou ainda a falta de habilidade em reproduzi-los. A vocalização incompreensível , tende a desaparecer até o terceiro ano de vida. Obter o domínio do nome das coisas é um grande passo na compreensão da linguagem e da própria identidade.
Começando a utilizar as formas gramaticais, a criança descobre as diferenças entre ela mesma e os outros. Por esta razão, na linguagem infantil os pronomes pessoais aparecem por último, comprovando a maior consciência que a criança tem de si. Até a faixa etária de 3 anos, a maturação do sistema nervoso central e de todos os órgãos que capacitam o indivíduo para a utilização adequada da linguagem deverá estar completa.
Caso isso não tenha ocorrido, a superação dos problemas de imaturidade só se dará pela aprendizagem especializada ou ocorrerá mais tarde, mesmo porque não existe uma regra rígida para a maturidade acontecer. O ambiente em que a criança vive é que vai possibilitar todo o desenvolvimento, pois ela vai adquirindo autonomia e apropriando-se do mundo a sua volta.
Na prática, existem interferências de cunho emocional (por motivos diversos) que podem impedir ou retardar a boa articulação de palavras e do pensamento. Articular significa utilizar todos os elementos da oração em uma gramática que reconhece o sujeito e a ação, definindo o nome das coisas, dando-lhes atributos e relações.
O ambiente em que a criança vive vai possibilitar ou não o aprimoramento dessa linguagem. A criança pode se sentir insegura, inibida para falar, principalmente na presença de estranhos.
Pode ter medo de ser criticada, de não agradar aos pais, educadores e até aos amiguinhos.
No entanto, para que ocorra aprendizagem, é preciso "poder errar" (o erro é construtivo), já que a confiança na própria linguagem depende muito da permissão para a tentativa e para o erro, possibilitando assim um processo tranqüilo na aquisição de novos conhecimentos. Atualmente, parece ser mais fácil aprender com a televisão pela possibilidade da imitação, sem correr o risco da culpa e da vergonha, afinal de contas, a televisão não condena.
Mas não se pode substituir a atitude de aceitação e orientação, que só é possível com a presença física e emocional de pessoas que dêem apoio. Daí a necessidade de os pais atuarem, sendo mediadores para que os recursos tecnológicos sirvam de forma adequada no desenvolvimento da linguagem e da educação.
A linguagem é um recurso que possibilita a comunicação entre as pessoas pela sucessão ordenada de palavras que expressam pensamentos. O pensamento antecede a linguagem, mas esta é o sinal falado ou escrito que influencia o pensamento. É comum percebermos a criança falar muito rápido sobre algo que deseja. Então não conseguimos entender claramente, pois a linguagem não conseguiu acompanhar a velocidade do pensamento.
Quando há troca de influências entre o pensamento e a linguagem, obtemos o desenvolvimento intelectual, ou seja, a linguagem constitui o sujeito que supre suas necessidades individuais e promove a interação social. Quando há dificuldades na constituição da linguagem, há conseqüentemente danos em todas as áreas do desenvolvimento.
A falta de articulação do pensamento é um problema que resulta em dificuldades na articulação verbal. A má pronúncia das crianças nas primeiras fases deve-se a vários fatores. Em primeiro lugar, pode haver problemas na maturação dos órgãos. Essas "situações" podem ser superadas com exercícios específicos, realizados por um profissional da área, se não houver danos constitucionais.
Outro fator pode ser a percepção imperfeita dos estímulos na fase de imitação dos sons ou ainda a falta de habilidade em reproduzi-los. A vocalização incompreensível , tende a desaparecer até o terceiro ano de vida. Obter o domínio do nome das coisas é um grande passo na compreensão da linguagem e da própria identidade.
Começando a utilizar as formas gramaticais, a criança descobre as diferenças entre ela mesma e os outros. Por esta razão, na linguagem infantil os pronomes pessoais aparecem por último, comprovando a maior consciência que a criança tem de si. Até a faixa etária de 3 anos, a maturação do sistema nervoso central e de todos os órgãos que capacitam o indivíduo para a utilização adequada da linguagem deverá estar completa.
Caso isso não tenha ocorrido, a superação dos problemas de imaturidade só se dará pela aprendizagem especializada ou ocorrerá mais tarde, mesmo porque não existe uma regra rígida para a maturidade acontecer. O ambiente em que a criança vive é que vai possibilitar todo o desenvolvimento, pois ela vai adquirindo autonomia e apropriando-se do mundo a sua volta.
Na prática, existem interferências de cunho emocional (por motivos diversos) que podem impedir ou retardar a boa articulação de palavras e do pensamento. Articular significa utilizar todos os elementos da oração em uma gramática que reconhece o sujeito e a ação, definindo o nome das coisas, dando-lhes atributos e relações.
Comunicação - prmeiros passos - parte 1
Linguagem de uma criança é um processo gradativo de desenvolvimento das características da linguagem oral, ou seja, o desenvolvimento da linguagem depende muito do estímulo que a criança recebe das pessoas que a cercam. O processo da aprendizagem da fala é basicamente imitativo: se ninguém conversa com a criança, ela não tem o que imitar, não tendo assim a oportunidade de enriquecer o vocabulário.
Utilizando vocalizações e tentativas de comunicação, emitem sons articulados, revelando o esforço para se comunicar com o mundo. A aprendizagem da fala não se dá de forma desarticulada com a reflexão, sentimentos, sensações e desejos. As crianças constroem seu processo de linguagem realizando aproximações sucessivas com o exemplo da fala dos outros: pai, mãe, educadores, amigos, vozes da televisão, rádio etc.
Naturalmente esses sons vão sendo incorporados à sua vida e a tudo que elas vão descobrindo: os novos movimentos, o som, a música, a interação oral. Assim as crianças vão se apropriando das convenções da linguagem.
O desenvolvimento da fala e da capacidade de representar simbolicamente tudo o que naturalmente chega para a criança amplia significativamente os recursos intelectuais. O desenvolvimento da capacidade de comunicação oral é gradativo e envolve a participação constante das crianças em conversas cotidianas, em situações de escuta, canto de músicas, jogos, brincadeiras etc., sempre com a participação em situações formais de uso da linguagem, envolvendo também a leitura de textos diversos.
Nessa fase, a criança já entende perfeitamente a força de um não e reage imediatamente com uma atitude de recuo ou desafio. Também é capaz de perceber quando suas atitudes são aprovadas pelos adultos, simplesmente pelo tom de voz com que lhe falam. As contradições nas atitudes que ela demonstra vão ser cada vez mais nítidas, uma vez que ela busca autonomia, embora seja ainda muito dependente.
Atende também quando chamada pelo nome. No fim do seu primeiro ano de vida, a criança apresenta duas grandes conquistas: o caminhar e a vocalização. Ela já não manifesta mais seus desejos pelo choro, já sabe indicar os objetos e dizer o que quer. Caminhando, a criança se torna um grande explorador.
No fim de seu primeiro ano de vida, a criança apresenta duas grandes conquistas: caminhar e a vocalização. A criança vai aprimorando cada vez mais, pela imitação, os ruídos que são percebidos no meio ambiente, e passa a exercitar a entonação típica do idioma dos pais.
Os órgãos da fala significativa vão se preparando, estabelecendo assim o processo de socialização primária. O relacionamento estreito e seguro com a mãe permite a adequação da criança aos padrões sociais veiculados pelos familiares que fazem parte da realidade da criança.
A criança reconhece as pessoas, vai selecionando naturalmente as que lhe são estranhas, reagindo emocionalmente a tudo que acontece. Ouve e compreende falas inteiras, ou seja, a linguagem já é um instrumento de comunicação de significados que ela entende, mas que não tem condições para responder. Falta à criança um repertório de palavras, que ela irá adquirir aos poucos. Por essa razão, a criança intercala gestos e mímicas à sua expressão vocal.
Imitando os sons, a criança vai assimilando as figuras sonoras do meio ambiente. De maneira intencional, a criança vai tentando controlar e regular seu aparelho articulatório, saindo da fase de vocalização, incompreensível, para a articulação das primeiras palavras inteligíveis. Cada palavra adquirida é utilizada como uma oração inteira, completa, da qual foram eliminados os artigos, as preposições e as flexões.
Exemplo: Água. A mãe ou educador compreende que a criança está dizendo: Eu quero beber água. A palavra é um gesto vocal que depende da organização dos músculos faciais, da respiração e da articulação bucal. A criança reconhece as pessoas, vai selecionando naturalmente as que lhe são estranhas, reagindo emocionalmente a tudo que acontece.
Usar a linguagem vai exigir da criança o desenvolvimento de habilidades específicas. A medida que a inteligência se desenvolve, a palavra vai se apresentando como uma representação simbólica de idéias concretas e abstratas. Com o desenvolvimento lingüístico, o reflexo instintivo torna-se uma atividade cada vez mais determinada e inteligente do pensamento. O uso e a compreensão dos significados dependem de fatores psicológicos e sociais.
A ação da mãe, dos familiares e dos educadores dão significado para o desenvolvimento do processo de aquisição da linguagem. A criança vai produzindo inúmeros sons e, dentre eles, aparecem alguns que se aproximam de fonemas conhecidos do idioma da mãe. Percebendo essa produção, a mãe completa esses sons, provocando a criança a imitá-la, tudo isso realizado num clima de alegria e afeto. Essa rotina agrada a criança e faz com que ela continue a experimentar.
Utilizando vocalizações e tentativas de comunicação, emitem sons articulados, revelando o esforço para se comunicar com o mundo. A aprendizagem da fala não se dá de forma desarticulada com a reflexão, sentimentos, sensações e desejos. As crianças constroem seu processo de linguagem realizando aproximações sucessivas com o exemplo da fala dos outros: pai, mãe, educadores, amigos, vozes da televisão, rádio etc.
Naturalmente esses sons vão sendo incorporados à sua vida e a tudo que elas vão descobrindo: os novos movimentos, o som, a música, a interação oral. Assim as crianças vão se apropriando das convenções da linguagem.
O desenvolvimento da fala e da capacidade de representar simbolicamente tudo o que naturalmente chega para a criança amplia significativamente os recursos intelectuais. O desenvolvimento da capacidade de comunicação oral é gradativo e envolve a participação constante das crianças em conversas cotidianas, em situações de escuta, canto de músicas, jogos, brincadeiras etc., sempre com a participação em situações formais de uso da linguagem, envolvendo também a leitura de textos diversos.
Nessa fase, a criança já entende perfeitamente a força de um não e reage imediatamente com uma atitude de recuo ou desafio. Também é capaz de perceber quando suas atitudes são aprovadas pelos adultos, simplesmente pelo tom de voz com que lhe falam. As contradições nas atitudes que ela demonstra vão ser cada vez mais nítidas, uma vez que ela busca autonomia, embora seja ainda muito dependente.
Atende também quando chamada pelo nome. No fim do seu primeiro ano de vida, a criança apresenta duas grandes conquistas: o caminhar e a vocalização. Ela já não manifesta mais seus desejos pelo choro, já sabe indicar os objetos e dizer o que quer. Caminhando, a criança se torna um grande explorador.
No fim de seu primeiro ano de vida, a criança apresenta duas grandes conquistas: caminhar e a vocalização. A criança vai aprimorando cada vez mais, pela imitação, os ruídos que são percebidos no meio ambiente, e passa a exercitar a entonação típica do idioma dos pais.
Os órgãos da fala significativa vão se preparando, estabelecendo assim o processo de socialização primária. O relacionamento estreito e seguro com a mãe permite a adequação da criança aos padrões sociais veiculados pelos familiares que fazem parte da realidade da criança.
A criança reconhece as pessoas, vai selecionando naturalmente as que lhe são estranhas, reagindo emocionalmente a tudo que acontece. Ouve e compreende falas inteiras, ou seja, a linguagem já é um instrumento de comunicação de significados que ela entende, mas que não tem condições para responder. Falta à criança um repertório de palavras, que ela irá adquirir aos poucos. Por essa razão, a criança intercala gestos e mímicas à sua expressão vocal.
Imitando os sons, a criança vai assimilando as figuras sonoras do meio ambiente. De maneira intencional, a criança vai tentando controlar e regular seu aparelho articulatório, saindo da fase de vocalização, incompreensível, para a articulação das primeiras palavras inteligíveis. Cada palavra adquirida é utilizada como uma oração inteira, completa, da qual foram eliminados os artigos, as preposições e as flexões.
Exemplo: Água. A mãe ou educador compreende que a criança está dizendo: Eu quero beber água. A palavra é um gesto vocal que depende da organização dos músculos faciais, da respiração e da articulação bucal. A criança reconhece as pessoas, vai selecionando naturalmente as que lhe são estranhas, reagindo emocionalmente a tudo que acontece.
Usar a linguagem vai exigir da criança o desenvolvimento de habilidades específicas. A medida que a inteligência se desenvolve, a palavra vai se apresentando como uma representação simbólica de idéias concretas e abstratas. Com o desenvolvimento lingüístico, o reflexo instintivo torna-se uma atividade cada vez mais determinada e inteligente do pensamento. O uso e a compreensão dos significados dependem de fatores psicológicos e sociais.
A ação da mãe, dos familiares e dos educadores dão significado para o desenvolvimento do processo de aquisição da linguagem. A criança vai produzindo inúmeros sons e, dentre eles, aparecem alguns que se aproximam de fonemas conhecidos do idioma da mãe. Percebendo essa produção, a mãe completa esses sons, provocando a criança a imitá-la, tudo isso realizado num clima de alegria e afeto. Essa rotina agrada a criança e faz com que ela continue a experimentar.
O Sono
Sono está sujeito a consideráveis variações individuais, desde o nascimento e durante toda a vida do indivíduo. Cada criança tem suas necessidades, ritmo, individualidade. Por essa razão, não há uma resposta padrão para a quantidade certa de horas que uma criança deve dormir.
O sono é muito importante, pois está comprovado que dormir contribui para o desenvolvimento cerebral. Pesquisas mostram que entre três e seis meses de vida, toda vez que a criança adormece, são formadas proteínas fundamentais para a memória, desenvolve-se a capacidade de aprendizagem e ocorre o crescimento corporal.
A fase REM (iniciais de rapid eye movement ou movimento ocular rápido) proporciona organização: nessa fase (quando o sono é mais leve) acontecem os sonhos, que ativam o metabolismo e assim o cérebro se organiza.
Conforme a criança vai crescendo, o sono se torna mais profundo, evidenciando a etapa de NREM (iniciais de non-rapid-eje-movement). O sono profundo traz descanso para o corpo e menor atividade muscular e física.
Os recém-nascidos dormem praticamente o dia todo, acordando apenas por fome ou outra sensação de desconforto. Eles acordam para mamar, trocar fraldas ou então para tomar um banho refrescante. Após ter suas necessidades satisfeitas, logo voltam a se embalar num sono gostoso.
Alguns recém-nascidos chegam a dormir 21 horas por dia, alternando sono e vigília em intervalos curtos, aproximadamente de três em três horas. Às vezes, as cólicas atrapalham esse momento de descanso, fazendo com que o bebê acorde várias vezes durante a noite.
Por volta dos dois meses, as crianças começam a dormir de sete a oito horas seguidas, geralmente durante a noite. No decorrer do dia, dormem em intervalos outras dez ou doze horas. O período de sono diurno diminui gradativamente à medida que o desenvolvimento lhes permite interesses cada vez maiores pelo ambiente, participando ativamente da vida familiar.
Entre seis e sete meses estarão dormindo de dez a doze horas à noite, de uma a duas horas pela manhã e de duas a três horas durante a tarde. Até o fim do primeiro ano de vida, continuam dormindo duas vezes durante o dia, mas essas sonecas são necessárias em intervalos mais espaçados. A chupeta acaba sendo um recurso muito utilizado nos momentos de sono, pois sugando (necessidade intuitiva) o bebê permanece.
Algumas crianças dormem tanto durante o dia que à noite não querem saber de cama. Tranqüilo, alegre e essa sensação lhe proporciona muito prazer. Estudos estatísticos mostraram que para uma criança de dois a três anos, a necessidade de sono pode variar de oito a dezessete horas a cada vinte e quatro horas.
Algumas crianças dormem tanto durante o dia que à noite não querem saber de cama. Quando essa situação acontece, é sinal de que o sono da tarde não é mais necessário. O hábito de dormir à tarde deve ser abolido gradativamente, para que à noite a criança durma naturalmente, repondo o sono de que habitualmente necessita.
Alguns pais estimulam a criança a dormir à tarde. Quando chega a noite, a criança está a mil por hora, não permitindo que os pais descansem. A melhor forma de manter a criança acordada é criar atividades interessantes, que atraiam sua atenção. De um jeito lúdico, prazeroso e sem imposições, ela acaba se adaptando à nova rotina de sono.
Quando a criança necessitar ir para escola, estará acostumada a permanecer acordada e conseguirá aproveitar muito bem o ambiente e as atividades escolares. Nenhuma criança vai para cama espontaneamente, sem que lhe peçam e ensinem, sem a existência de regras constantes.
Por volta dos dois anos, algumas crianças podem reclamar ou mesmo ter crises de birra ao serem colocadas na cama. Em parte, esta situação deve-se ao fato de elas estarem entrando na fase do negativismo próprio dessa idade, e também devido às sonecas da tarde (de três a quatro) que, conforme já mencionamos, devem ser diminuídas.
A rotina familiar é muito importante, pois cada criança pode responder de forma diferente a uma conduta familiar que julgamos inadequada, que na verdade faz parte da realidade familiar.
Por exemplo: numa família em que toda a atividade se dá à noite, pela ausência da família durante o dia, a criança, dentro da normalidade, só teria esse período para contatar e receber os estímulos necessários ao seu desenvolvimento.
Além disso, precisa de afeto e segurança. Por isso se nega a dormir, pois deseja estar com os pais.
Crianças devem dormir sempre no mesmo lugar. A troca constante de camas ou outros locais para dormir prejudica o desenvolvimento de uma rotina para a criança.
Quando se tratar de pais separados, é importante que os pais façam o possível para manter a rotina e objetos iguais (como cobertores e travesseiros), principalmente das crianças bem pequenas, seguindo a mesma estrutura e rotina. Caso os pais não queiram que a criança durma na cama deles, é importante levá-la para a própria cama quantas vezes forem necessárias, até que seja estabelecida uma rotina.
Pais que desejam realmente que os filhos durmam em suas próprias camas devem estimular esse hábito constantemente. As crianças, logo que aprendem a falar, já apresentam capacidade de sonhar: as pequenas costumam não lembrar do que sonharam, mas há casos em que o sonho se repete por muitas vezes e a criança poderá acordar assustada (pesadelos).
Nesse caso, é necessário procurar um pediatra. É importante registrar que alguns pais enfrentam muitas atividades diárias para a criança e, dessa forma, ela acaba não descansando. Pela manhã, natação; depois, balé; descanso para o almoço; então a escola e no fim do dia a criança está exausta e se for muito novinha, o desgaste físico poderá comprometer sua saúde.
Até mais ou menos três, quatro anos de idade, o descanso após o almoço é saudável e importante para que a criança reponha as energias, mas isso não é uma regra geral, pois algumas crianças dormem bastante e outras não. Há crianças que desde muito cedo abandonam a soneca da tarde e não há porque forçá-las a dormir.
Nenhuma criança vai para cama espontaneamente, sem que lhe peçam e ensinem, sem a existência de regras constantes. Embora muitos pais, depois de um longo dia, desejem alguns momentos a sós, muitos relutam em fazê-lo e acabam por transmitir mensagens confusas à criança, cumprindo parte da rotina, não alcançando a disciplina necessária para permitir que a criança durma sozinha.
Se a criança tem disposição para permanecer acordada, enfrentando todas as atividades, sem um descanso sequer, não há necessidade de se preocupar, porque a soneca da tarde não deve ser uma imposição e sim um prazer.
O sono é muito importante, pois está comprovado que dormir contribui para o desenvolvimento cerebral. Pesquisas mostram que entre três e seis meses de vida, toda vez que a criança adormece, são formadas proteínas fundamentais para a memória, desenvolve-se a capacidade de aprendizagem e ocorre o crescimento corporal.
A fase REM (iniciais de rapid eye movement ou movimento ocular rápido) proporciona organização: nessa fase (quando o sono é mais leve) acontecem os sonhos, que ativam o metabolismo e assim o cérebro se organiza.
Conforme a criança vai crescendo, o sono se torna mais profundo, evidenciando a etapa de NREM (iniciais de non-rapid-eje-movement). O sono profundo traz descanso para o corpo e menor atividade muscular e física.
Os recém-nascidos dormem praticamente o dia todo, acordando apenas por fome ou outra sensação de desconforto. Eles acordam para mamar, trocar fraldas ou então para tomar um banho refrescante. Após ter suas necessidades satisfeitas, logo voltam a se embalar num sono gostoso.
Alguns recém-nascidos chegam a dormir 21 horas por dia, alternando sono e vigília em intervalos curtos, aproximadamente de três em três horas. Às vezes, as cólicas atrapalham esse momento de descanso, fazendo com que o bebê acorde várias vezes durante a noite.
Por volta dos dois meses, as crianças começam a dormir de sete a oito horas seguidas, geralmente durante a noite. No decorrer do dia, dormem em intervalos outras dez ou doze horas. O período de sono diurno diminui gradativamente à medida que o desenvolvimento lhes permite interesses cada vez maiores pelo ambiente, participando ativamente da vida familiar.
Entre seis e sete meses estarão dormindo de dez a doze horas à noite, de uma a duas horas pela manhã e de duas a três horas durante a tarde. Até o fim do primeiro ano de vida, continuam dormindo duas vezes durante o dia, mas essas sonecas são necessárias em intervalos mais espaçados. A chupeta acaba sendo um recurso muito utilizado nos momentos de sono, pois sugando (necessidade intuitiva) o bebê permanece.
Algumas crianças dormem tanto durante o dia que à noite não querem saber de cama. Tranqüilo, alegre e essa sensação lhe proporciona muito prazer. Estudos estatísticos mostraram que para uma criança de dois a três anos, a necessidade de sono pode variar de oito a dezessete horas a cada vinte e quatro horas.
Algumas crianças dormem tanto durante o dia que à noite não querem saber de cama. Quando essa situação acontece, é sinal de que o sono da tarde não é mais necessário. O hábito de dormir à tarde deve ser abolido gradativamente, para que à noite a criança durma naturalmente, repondo o sono de que habitualmente necessita.
Alguns pais estimulam a criança a dormir à tarde. Quando chega a noite, a criança está a mil por hora, não permitindo que os pais descansem. A melhor forma de manter a criança acordada é criar atividades interessantes, que atraiam sua atenção. De um jeito lúdico, prazeroso e sem imposições, ela acaba se adaptando à nova rotina de sono.
Quando a criança necessitar ir para escola, estará acostumada a permanecer acordada e conseguirá aproveitar muito bem o ambiente e as atividades escolares. Nenhuma criança vai para cama espontaneamente, sem que lhe peçam e ensinem, sem a existência de regras constantes.
Por volta dos dois anos, algumas crianças podem reclamar ou mesmo ter crises de birra ao serem colocadas na cama. Em parte, esta situação deve-se ao fato de elas estarem entrando na fase do negativismo próprio dessa idade, e também devido às sonecas da tarde (de três a quatro) que, conforme já mencionamos, devem ser diminuídas.
A rotina familiar é muito importante, pois cada criança pode responder de forma diferente a uma conduta familiar que julgamos inadequada, que na verdade faz parte da realidade familiar.
Por exemplo: numa família em que toda a atividade se dá à noite, pela ausência da família durante o dia, a criança, dentro da normalidade, só teria esse período para contatar e receber os estímulos necessários ao seu desenvolvimento.
Além disso, precisa de afeto e segurança. Por isso se nega a dormir, pois deseja estar com os pais.
Crianças devem dormir sempre no mesmo lugar. A troca constante de camas ou outros locais para dormir prejudica o desenvolvimento de uma rotina para a criança.
Quando se tratar de pais separados, é importante que os pais façam o possível para manter a rotina e objetos iguais (como cobertores e travesseiros), principalmente das crianças bem pequenas, seguindo a mesma estrutura e rotina. Caso os pais não queiram que a criança durma na cama deles, é importante levá-la para a própria cama quantas vezes forem necessárias, até que seja estabelecida uma rotina.
Pais que desejam realmente que os filhos durmam em suas próprias camas devem estimular esse hábito constantemente. As crianças, logo que aprendem a falar, já apresentam capacidade de sonhar: as pequenas costumam não lembrar do que sonharam, mas há casos em que o sonho se repete por muitas vezes e a criança poderá acordar assustada (pesadelos).
Nesse caso, é necessário procurar um pediatra. É importante registrar que alguns pais enfrentam muitas atividades diárias para a criança e, dessa forma, ela acaba não descansando. Pela manhã, natação; depois, balé; descanso para o almoço; então a escola e no fim do dia a criança está exausta e se for muito novinha, o desgaste físico poderá comprometer sua saúde.
Até mais ou menos três, quatro anos de idade, o descanso após o almoço é saudável e importante para que a criança reponha as energias, mas isso não é uma regra geral, pois algumas crianças dormem bastante e outras não. Há crianças que desde muito cedo abandonam a soneca da tarde e não há porque forçá-las a dormir.
Nenhuma criança vai para cama espontaneamente, sem que lhe peçam e ensinem, sem a existência de regras constantes. Embora muitos pais, depois de um longo dia, desejem alguns momentos a sós, muitos relutam em fazê-lo e acabam por transmitir mensagens confusas à criança, cumprindo parte da rotina, não alcançando a disciplina necessária para permitir que a criança durma sozinha.
Se a criança tem disposição para permanecer acordada, enfrentando todas as atividades, sem um descanso sequer, não há necessidade de se preocupar, porque a soneca da tarde não deve ser uma imposição e sim um prazer.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Explorações do Bebê
A expressão corporal não é uma função exclusiva do bebê, ela está presente no desenvolvimento de todas as possibilidades motoras. Quando um bebê nasce, já se comunica chorando. A finalidade desse choro é apenas respiratória, pois os pulmões se movimentam para receber oxigênio e o ar é expelido, provocando sons muito fortes ao passar pelas cordas vocais.
Esses ruídos, que geralmente interpretamos como choro, na verdade não têm nenhum significado emocional ou intelectual. A expressividade e a mobilidade são próprias das crianças: se um bebê se mexe desconsoladamente, demonstrando desconforto, expressando-se com caretas, os significados desses movimentos podem permitir à mãe identificar sua mensagem de dor, incômodo, cólicas etc.
Observando um bebê, constatamos o tempo que ele se dedica a exploração do seu próprio corpo. Olha para as mãos, segura os próprios dedos, tenta manter com as mãos o controle dos pés, puxa várias vezes a corda dos objetos que emitem sons, tentando alcançar tudo que desperta seu interesse: móbiles, objetos coloridos, ursinhos, a mão do adulto que esúver por perto etc.
Pesquisas já comprovaram que bebês que passaram a maior parte de seu primeiro ano de vida dentro de um berço, sem maiores contatos físicos, apresentam desenvolvimento anormal.
Pesquisas já comprovaram que bebês que passaram a maior parte do seu primeiro ano de vida dentro de um berço, sem maiores contatos físicos, apresentam desenvolvimento anormal. "Alguns com um ano e nove meses ainda não conseguem se sentar", afirmou a neurobiologista Carla Shatz, professora da Universidade da Califórnia, na revista Scientific Ameñcan, comparando essas crianças com outras criadas no colo das mães e avós: "Elas costumam andar já aos onze meses". (...) Essas ações exploratórias, que buscam descobrir o efeito dos gestos sobre os objetos, vão possibilitar, além da definição dos limites do seu próprio corpo, uma coordenação sensório-motora muito importante: o movimento de preensão - ato de segurar ou agarrar.
Assim a criança segura os brinquedos firmemente, pois seus movimentos já são mais firmes, ela sabe também escolher o que mais lhe agrada. A criança nesse estágio quer chamar a atenção sobre si, puxando a roupa de alguém que está próximo ou tentando mostrar um objeto que considere bonito. Esses gestos, cada vez mais aperfeiçoados, constituem a primeira grande etapa que antecede a locomoção. Preensão e locomoção, aprimoradas no dia-a-dia, oferecem à criança a oportunidade de explorar espaços, manipular objetos, realizar atividades cada vez mais desafiadoras e diversificadas.
A próxima etapa do desenvolvimento da criança que começa a se locomover, exercitando cada vez mais essa capacidade de agir sobre o espaço que ocupa, é o amadurecimento do sistema nervoso, que possibilita um andar seguro, estável, cada vez mais aperfeiçoado.
Esses ruídos, que geralmente interpretamos como choro, na verdade não têm nenhum significado emocional ou intelectual. A expressividade e a mobilidade são próprias das crianças: se um bebê se mexe desconsoladamente, demonstrando desconforto, expressando-se com caretas, os significados desses movimentos podem permitir à mãe identificar sua mensagem de dor, incômodo, cólicas etc.
Observando um bebê, constatamos o tempo que ele se dedica a exploração do seu próprio corpo. Olha para as mãos, segura os próprios dedos, tenta manter com as mãos o controle dos pés, puxa várias vezes a corda dos objetos que emitem sons, tentando alcançar tudo que desperta seu interesse: móbiles, objetos coloridos, ursinhos, a mão do adulto que esúver por perto etc.
Pesquisas já comprovaram que bebês que passaram a maior parte de seu primeiro ano de vida dentro de um berço, sem maiores contatos físicos, apresentam desenvolvimento anormal.
Pesquisas já comprovaram que bebês que passaram a maior parte do seu primeiro ano de vida dentro de um berço, sem maiores contatos físicos, apresentam desenvolvimento anormal. "Alguns com um ano e nove meses ainda não conseguem se sentar", afirmou a neurobiologista Carla Shatz, professora da Universidade da Califórnia, na revista Scientific Ameñcan, comparando essas crianças com outras criadas no colo das mães e avós: "Elas costumam andar já aos onze meses". (...) Essas ações exploratórias, que buscam descobrir o efeito dos gestos sobre os objetos, vão possibilitar, além da definição dos limites do seu próprio corpo, uma coordenação sensório-motora muito importante: o movimento de preensão - ato de segurar ou agarrar.
Assim a criança segura os brinquedos firmemente, pois seus movimentos já são mais firmes, ela sabe também escolher o que mais lhe agrada. A criança nesse estágio quer chamar a atenção sobre si, puxando a roupa de alguém que está próximo ou tentando mostrar um objeto que considere bonito. Esses gestos, cada vez mais aperfeiçoados, constituem a primeira grande etapa que antecede a locomoção. Preensão e locomoção, aprimoradas no dia-a-dia, oferecem à criança a oportunidade de explorar espaços, manipular objetos, realizar atividades cada vez mais desafiadoras e diversificadas.
A próxima etapa do desenvolvimento da criança que começa a se locomover, exercitando cada vez mais essa capacidade de agir sobre o espaço que ocupa, é o amadurecimento do sistema nervoso, que possibilita um andar seguro, estável, cada vez mais aperfeiçoado.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Gestações Gemelares
Ter filhos é uma realização extremamente prazerosa. Quando a gravidez se confirma, imediatamente os planos para o filho começam a se organizar na mente. Mas raramente você realiza um planejamento para a chegada de gêmeos.
Quando o exame de ultra-som se confirma que vem por ai não um, mais dois de uma só vez, a preocupação toma conta de todos. A mãe particularmente fica receosa com relação à capacidade de suprir todas as necessidades intra-uterinas, pois a gestação múltipla requer muitos cuidados, com um acompanhamento rigoroso para a gestante e para os bebês.
As preocupações são naturais, pois você fica confusa sobre o desenvolvimento da gestação. Afinal, os bebês são univitelinos ou bi vitelinos? Outras preocupações são o peso dos bebês, o excesso de peso da gestante, batimentos cardíacos, alimentação etc. As gestações múltiplas, segundo especialistas, aumentam em sete vezes a chance de nascimento prematuro. Em situações como essa, os bebês não possuem todas as funções do organismo desenvolvidas, há maiores possibilidades de alterações congênitas e de retardo de crescimento.
Se no momento da concepção são fecundados dois óvulos diferentes, ambos os zigotos desenvolvem-se no útero de maneira independente, tendo em suas células a metade da informação hereditária da mãe e outra metade do pai. Possuem ainda placentas distintas, podendo nascer uma criança loura e outra morena, com sexos diferentes.
Quando um único zigoto divide-se em dois nos primeiros dias de desenvolvimento, dando origem a dois zigotos com a mesma informação genética em suas células, temos os gêmeos idênticos, do mesmo sexo. Dentre os partos múltiplos, os de trigêmeos são menos freqüentes que os de gêmeos, sendo mais raros ainda os de quadrigêmeos e de quíntuplos.
Um estudo mais complexo de gêmeos foi realizado pelo professor Bernardo Beiguelman, titular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (aposentado), professor visitante do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e pesquisador 1-A do CNPq. Em seu livro é possível verificar algumas características importantes, válidas para complementar as informações acima registradas.
Com base nos estudos realizados pelo professor Bernardo, o emprego de técnicas de fertilização assistida para ajudar casais com problemas de esterilidade tem aumentado a freqüência de nascimento de gêmeos não idênticos, pois essas técnicas incluem tratamento que estimula a super-ovulação. No Brasil, somente camadas economicamente mais favorecidas da população têm acesso à fertilização assistida, em razão de seu custo elevado. Assim, é evidente que a freqüência de partos geme lares na população em geral não sofre influência dessa prática.
Nas maternidades que atendem mulheres de camadas sociais mais favorecidas, a freqüência de nascimento de pares não idênticos é altíssima, chegando nos últimos anos à notável incidência de 19,5 por mil partos, quando na maior parte da população esse índice não ultrapassa 5,5 por mil.
Bem mais difícil é o reconhecimento dos fatores que influenciam a gestação de gêmeos idênticos.
A hipótese mais plausível são as alterações da mucosa do endométrio e/ou do epitélio tubário. O uso de anticoncepcionais também é apontado como responsável pelo aumento da incidência de gêmeos idênticos. A predominância de gêmeos idênticos entre mães muito jovens que dão a luz a gêmeos encontraria uma explicação na irregularidade do ciclo menstrual entre elas.
As influências genéticas na indução de predisposição ao nascimento de gêmeos idênticos mostram que mulheres gêmeas têm maior probabilidade de gerar esse tipo de gêmeos, mas a investigação com relação a um efeito paterno semelhante foi negativa. Se existir um componente genético que favorece a divisão do embrião para a produção de gêmeos idênticos, esse componente se expressa nas mães e não nos pais. A fertilização assistida também em fim favorecido o aumento da incidência de gêmeos idênticos, por razões que ainda não estão esclarecidas.
A duração da gestação de gêmeos é menor que a gestação de parto único. Constatou-se que, em média, os gêmeos tiveram idade gestacional de 36.6 semanas, e a idade gestacional dos nascidos de parto único foi de 39,5 semanas, o que dá uma diferença média de três semanas a menos para os partos geme lares (valores semelhantes às estimativas obtidas na Europa).
A duração das gestações únicas é considerada normal quando o nascimento se dá no período entre 37 e 42 semanas completas de amenorréia (ausência de menstruação). São os conhecidos recém-nascidos a termo. Quando esse tempo de gestação é inferior a 37 semanas completas de amenorréia, os recém-nascidos são considerados prematuros ou recém nascidos. Se a gestação for igual ou superior a 42 semanas completas de amenorréia. o recém-nascido será definido como pós –termo.
No Brasil, a proporção de partos geme lares com menos de 37 semanas completas de amenorréia foi de 45%, enquanto nos partos únicos a proporção de prematuros não atingiu 10§io. A proporção de partos a termo entre os gêmeos (37 a 42 semanas) foi de 53%, enquanto entre os partos únicos atingiu 81%. A proporção de pós-maturidade (42 semanas ou mais) entre gêmeos foi de apenas 2%, enquanto nos partos únicos foi de 9,5% (semelhantes às proporções observadas nos Estados Unidos).
Em decorrência do menor tempo médio de gestação, os gêmeos apresentam menor peso e menor estatura ao nascer que os recém-nascidos de parto único. Em estudo recente, pôde-se observar que a estatura média entre os recém-nascidos, distribuídos em duas classes de estatura (menos de 44 cm e com 44 cm ou mais), a proporção de crianças com menos de 44 cm também foi significativamente mais alta nos gêmeos (28%) dos que nos recém-nascidos de parto único (3% ).
A duração da gestação de gêmeos é menor que a gestação de parto único.
Quando o exame de ultra-som se confirma que vem por ai não um, mais dois de uma só vez, a preocupação toma conta de todos. A mãe particularmente fica receosa com relação à capacidade de suprir todas as necessidades intra-uterinas, pois a gestação múltipla requer muitos cuidados, com um acompanhamento rigoroso para a gestante e para os bebês.
As preocupações são naturais, pois você fica confusa sobre o desenvolvimento da gestação. Afinal, os bebês são univitelinos ou bi vitelinos? Outras preocupações são o peso dos bebês, o excesso de peso da gestante, batimentos cardíacos, alimentação etc. As gestações múltiplas, segundo especialistas, aumentam em sete vezes a chance de nascimento prematuro. Em situações como essa, os bebês não possuem todas as funções do organismo desenvolvidas, há maiores possibilidades de alterações congênitas e de retardo de crescimento.
Se no momento da concepção são fecundados dois óvulos diferentes, ambos os zigotos desenvolvem-se no útero de maneira independente, tendo em suas células a metade da informação hereditária da mãe e outra metade do pai. Possuem ainda placentas distintas, podendo nascer uma criança loura e outra morena, com sexos diferentes.
Quando um único zigoto divide-se em dois nos primeiros dias de desenvolvimento, dando origem a dois zigotos com a mesma informação genética em suas células, temos os gêmeos idênticos, do mesmo sexo. Dentre os partos múltiplos, os de trigêmeos são menos freqüentes que os de gêmeos, sendo mais raros ainda os de quadrigêmeos e de quíntuplos.
Um estudo mais complexo de gêmeos foi realizado pelo professor Bernardo Beiguelman, titular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (aposentado), professor visitante do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e pesquisador 1-A do CNPq. Em seu livro é possível verificar algumas características importantes, válidas para complementar as informações acima registradas.
Com base nos estudos realizados pelo professor Bernardo, o emprego de técnicas de fertilização assistida para ajudar casais com problemas de esterilidade tem aumentado a freqüência de nascimento de gêmeos não idênticos, pois essas técnicas incluem tratamento que estimula a super-ovulação. No Brasil, somente camadas economicamente mais favorecidas da população têm acesso à fertilização assistida, em razão de seu custo elevado. Assim, é evidente que a freqüência de partos geme lares na população em geral não sofre influência dessa prática.
Nas maternidades que atendem mulheres de camadas sociais mais favorecidas, a freqüência de nascimento de pares não idênticos é altíssima, chegando nos últimos anos à notável incidência de 19,5 por mil partos, quando na maior parte da população esse índice não ultrapassa 5,5 por mil.
Bem mais difícil é o reconhecimento dos fatores que influenciam a gestação de gêmeos idênticos.
A hipótese mais plausível são as alterações da mucosa do endométrio e/ou do epitélio tubário. O uso de anticoncepcionais também é apontado como responsável pelo aumento da incidência de gêmeos idênticos. A predominância de gêmeos idênticos entre mães muito jovens que dão a luz a gêmeos encontraria uma explicação na irregularidade do ciclo menstrual entre elas.
As influências genéticas na indução de predisposição ao nascimento de gêmeos idênticos mostram que mulheres gêmeas têm maior probabilidade de gerar esse tipo de gêmeos, mas a investigação com relação a um efeito paterno semelhante foi negativa. Se existir um componente genético que favorece a divisão do embrião para a produção de gêmeos idênticos, esse componente se expressa nas mães e não nos pais. A fertilização assistida também em fim favorecido o aumento da incidência de gêmeos idênticos, por razões que ainda não estão esclarecidas.
A duração da gestação de gêmeos é menor que a gestação de parto único. Constatou-se que, em média, os gêmeos tiveram idade gestacional de 36.6 semanas, e a idade gestacional dos nascidos de parto único foi de 39,5 semanas, o que dá uma diferença média de três semanas a menos para os partos geme lares (valores semelhantes às estimativas obtidas na Europa).
A duração das gestações únicas é considerada normal quando o nascimento se dá no período entre 37 e 42 semanas completas de amenorréia (ausência de menstruação). São os conhecidos recém-nascidos a termo. Quando esse tempo de gestação é inferior a 37 semanas completas de amenorréia, os recém-nascidos são considerados prematuros ou recém nascidos. Se a gestação for igual ou superior a 42 semanas completas de amenorréia. o recém-nascido será definido como pós –termo.
No Brasil, a proporção de partos geme lares com menos de 37 semanas completas de amenorréia foi de 45%, enquanto nos partos únicos a proporção de prematuros não atingiu 10§io. A proporção de partos a termo entre os gêmeos (37 a 42 semanas) foi de 53%, enquanto entre os partos únicos atingiu 81%. A proporção de pós-maturidade (42 semanas ou mais) entre gêmeos foi de apenas 2%, enquanto nos partos únicos foi de 9,5% (semelhantes às proporções observadas nos Estados Unidos).
Em decorrência do menor tempo médio de gestação, os gêmeos apresentam menor peso e menor estatura ao nascer que os recém-nascidos de parto único. Em estudo recente, pôde-se observar que a estatura média entre os recém-nascidos, distribuídos em duas classes de estatura (menos de 44 cm e com 44 cm ou mais), a proporção de crianças com menos de 44 cm também foi significativamente mais alta nos gêmeos (28%) dos que nos recém-nascidos de parto único (3% ).
A duração da gestação de gêmeos é menor que a gestação de parto único.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Conhecendo o bebê
A inteligência e a sensibilidade nascem no útero materno e a cada novo dia, a ciência nos revela a presença de sinais de comportamento inteligente.
Movimentando-se o tempo todo, buscando a melhor posição, o bebê busca interagir com a mãe da melhor maneira possível, pois nem sempre a posição que ela escolheu é a ideal para o ser que habita o útero materno. Dessa forma, movimentando-se, é que o bebê chega ao nosso mundo.
Esses movimentos foram adquiridos em função de suas necessidades, que logicamente vão incorporar-se à sua linguagem como forma de comunicar-se com esse novo espaço externo.
"A inteligência e a sensibilidade nascem no útero materno e a cada novo dia, a ciência nos revela a presença de sinais de comportamento inteligente" - essas são palavras da psicanalista Joana Wilheim, que aprofundou seus estudos em psiquismo pré e pré-natal. Esses estudos permitem elucidar a função de órgãos importantes da percepção, responsáveis pelo equilíbrio afetivo e psicológico do ser humano, que se desenvolvem e iniciam o treinamento desde as primeiras semanas de vida. Após o décimo oitavo dia da concepção, o sistema nervoso começa a se constituir e ocorre a formação dos rudimentos dos olhos.
A boca abre-se pela primeira vez em torno do vigésimo oitavo dia, quando o coração começa a bater, bombeando sangue para o fígado e a aorta. Com cinco semanas surgem os movimentos bruscos e espontâneos, despontando pernas e braços. Na sexta semana, acreditem, surgem os primeiros reflexos! Com apenas dois meses de gestação, protegido pelo líquido amniótico, o feto possui todos os órgãos que um bebê irá ter. Com quatorze semanas, apresenta expressões faciais de agrado ou desagrado, fazendo caretas e parando de engolir quando uma gota de substância amarga é colocada no líquido amniótico, reagindo da mesma maneira à nicotina e ao álcool consumidos pela mãe.
Os sentidos
Olfato - Ao nascer, o bebê revela uma capacidade olfativa inata. Reconhece o odor do seio, voltando sua cabecinha para encontrar o leite materno.
Audição - Segundo estudiosos, o feto ouve a voz da mãe no quarto mês de gestação, reagindo com sobressaltos a toques de buzina, fogos de artifício, aplausos, toque de tambor e outros ruídos, apresentando hiperatividade com filmes violentos.
Visão - Prematuros de 3,5 semanas são capazes de discriminar e imitar expressões faciais do adulto, expressando alegria, felicidade, tristeza ou surpresa.
Paladar - A capacidade de engolir, adquirida na décima segunda semana de gestação,reage constantemente, manifestando desgosto ou prazer pelas substâncias presentes no líquido amniótico. Estudos comprovam ainda que os primeiros sorrisos ocorrem durante o sono, durante os sonhos que o feto começa a ter por volta da vigésima terceira semana. Os sorrisos, assim como as risadas, são pensamentos acompanhados de uma emoção de alegria, que é um dos sinais de inteligência. O homem é o £mico ser vivo que sabe sorrir.
Por esta e outras razões é que devemos conversar constantemente com o bebê, estimulando-o a movimentar-se buscando a fonte de som. Cante, bata palmas, balance a cabeça em frente ao bebê. Você está situando-o sobre o movimento. Não se preocupe se alguém ao seu lado lhe diz que ele é apenas um bebê e não vai entender nada.
O bebê é sensível ao ambiente externo desde de quando habita o útero. Daí a importância dos pais conversarem com o bebê dentro da barriga da mãe. Experiências comprovam que, ao chegar ao nosso mundo, o bebê identifica a voz da mãe e do pai conversavam com ele no útero, o que transmite calma, segurança, tranqüilidade e muito amor ao novo ser.
Movimentando-se o tempo todo, buscando a melhor posição, o bebê busca interagir com a mãe da melhor maneira possível, pois nem sempre a posição que ela escolheu é a ideal para o ser que habita o útero materno. Dessa forma, movimentando-se, é que o bebê chega ao nosso mundo.
Esses movimentos foram adquiridos em função de suas necessidades, que logicamente vão incorporar-se à sua linguagem como forma de comunicar-se com esse novo espaço externo.
"A inteligência e a sensibilidade nascem no útero materno e a cada novo dia, a ciência nos revela a presença de sinais de comportamento inteligente" - essas são palavras da psicanalista Joana Wilheim, que aprofundou seus estudos em psiquismo pré e pré-natal. Esses estudos permitem elucidar a função de órgãos importantes da percepção, responsáveis pelo equilíbrio afetivo e psicológico do ser humano, que se desenvolvem e iniciam o treinamento desde as primeiras semanas de vida. Após o décimo oitavo dia da concepção, o sistema nervoso começa a se constituir e ocorre a formação dos rudimentos dos olhos.
A boca abre-se pela primeira vez em torno do vigésimo oitavo dia, quando o coração começa a bater, bombeando sangue para o fígado e a aorta. Com cinco semanas surgem os movimentos bruscos e espontâneos, despontando pernas e braços. Na sexta semana, acreditem, surgem os primeiros reflexos! Com apenas dois meses de gestação, protegido pelo líquido amniótico, o feto possui todos os órgãos que um bebê irá ter. Com quatorze semanas, apresenta expressões faciais de agrado ou desagrado, fazendo caretas e parando de engolir quando uma gota de substância amarga é colocada no líquido amniótico, reagindo da mesma maneira à nicotina e ao álcool consumidos pela mãe.
Os sentidos
Olfato - Ao nascer, o bebê revela uma capacidade olfativa inata. Reconhece o odor do seio, voltando sua cabecinha para encontrar o leite materno.
Audição - Segundo estudiosos, o feto ouve a voz da mãe no quarto mês de gestação, reagindo com sobressaltos a toques de buzina, fogos de artifício, aplausos, toque de tambor e outros ruídos, apresentando hiperatividade com filmes violentos.
Visão - Prematuros de 3,5 semanas são capazes de discriminar e imitar expressões faciais do adulto, expressando alegria, felicidade, tristeza ou surpresa.
Paladar - A capacidade de engolir, adquirida na décima segunda semana de gestação,reage constantemente, manifestando desgosto ou prazer pelas substâncias presentes no líquido amniótico. Estudos comprovam ainda que os primeiros sorrisos ocorrem durante o sono, durante os sonhos que o feto começa a ter por volta da vigésima terceira semana. Os sorrisos, assim como as risadas, são pensamentos acompanhados de uma emoção de alegria, que é um dos sinais de inteligência. O homem é o £mico ser vivo que sabe sorrir.
Por esta e outras razões é que devemos conversar constantemente com o bebê, estimulando-o a movimentar-se buscando a fonte de som. Cante, bata palmas, balance a cabeça em frente ao bebê. Você está situando-o sobre o movimento. Não se preocupe se alguém ao seu lado lhe diz que ele é apenas um bebê e não vai entender nada.
O bebê é sensível ao ambiente externo desde de quando habita o útero. Daí a importância dos pais conversarem com o bebê dentro da barriga da mãe. Experiências comprovam que, ao chegar ao nosso mundo, o bebê identifica a voz da mãe e do pai conversavam com ele no útero, o que transmite calma, segurança, tranqüilidade e muito amor ao novo ser.
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