Fonte: Minha Vida
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Creme dental infantil não é eficiente contra cáries
Quantidade de fluor presente nesse produto, não é suficiente para previnir o problema.
Um novo estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) coloca em xeque a eficácia do creme dental específico para crianças.
Segundo pesquisadores, a baixa concentração de flúor não é tão eficiente contra as cáries e para prevenir manchas nos dentes, a chamada fluorose.
Até então, achava-se que a grande vantagem destes cremes dentais era a baixa taxa de flúor, que supostamente ajudaria a prevenir doenças dentárias e cáries, já que até os 3 anos, a criança não sabe cuspir ou bochechar, e por isso acabaria engolindo mais flúor do que o recomendado.
Em excesso, essa substância causa fluorose, problema que afeta o esmalte e produz manchas nos dentes. Em casos mais graves, os dentes ficam porosos e amarronzados.
O problema é que, segundo a pesquisa, a fluorose não é causada pela concentração do flúor no reme dental, mas pela ingestão de uma grande quantidade do produto.
Para diminuir o risco de fluorose e evitar cáries, as crianças deveriam usar o creme dental convencional em pouca quantidade - semelhante a um grão de arroz, e não o próprio para crianças que tem menor concentração de flúor deixando de ser eficaz na prevenção das cáries.
Prevenção de cáries
Os pesquisadores explicam que a melhor maneira de prevenir o aparecimento de cáries nos dentes das crianças é começar os cuidados logo após o nascimento.
Nos recém-nascidos, o ideal é passar uma gaze ou fralda umedecida com água filtrada por toda a boca, limpando a gengiva, bochechas e língua para remover os resíduos do leite.
A partir do 6º mês, quando costumam aparecer os primeiros dentes, pode-se usar uma dedeira. A escovação começa a partir do primeiro ano com uma escova macia.
Evitar a mamadeira noturna e controlar a alimentação do seu filho em relação a ingestão de balas, doces, iogurtes e refrigerantes, que são inimigos da boa higiene bucal. A escovação, com creme dental comum, deve ser feita ao acordar, depois das refeições e antes de dormir.
Fonte:
Chupar o dedo - como lidar com esse habito dos filhos
O
dedo é ainda pior que a chupeta e um estudo
revela que ambos podem afetar o
desenvolvimento da fala da crianças![]()
Ana Paula Pontes e Patrícia Cerqueira
Você está com dificuldade
de tirar a chupeta do seu filho? Saiba que
não está sozinha. Muitos pais ficam
apreensivos na hora de eliminar esse
acessório da vida das crianças. Assim como
chupar o dedo, esse hábito é aceitável até
os 2 ou 3 anos. Crianças de 4 ou 5 anos já
devem estar longe do dedo, da chupeta e
também da mamadeira.
Cientistas da Universidade de Washington
analisaram 128 crianças entre 3 e 5 anos e
revelaram que aquelas que usaram chupeta por
pelo menos três anos apresentaram mais
chance de ter dificuldades para falar se
comparadas àquelas que não tinham o hábito.
O mesmo risco apareceu para quem chupava o
dedo.
O estudo ainda mostrou
que crianças que eram amamentadas por mais
tempo (em torno de 9 meses) tinham menos
chance de ter problema. De acordo com os
pesquisadores, sucções fora do aleitamento
materno, como chupeta, dedo e até mamadeira,
podem ser prejudiciais para a criança, porém
outras pesquisas são necessárias para
comprovar esses resultados.
Para ajudar você a tirar
as dúvidas mais comuns de quem está passando
por essa fase de eliminar a chupeta e o dedo
do dia a dia do filho, selecionamos algumas
dicas sobre o assunto:
Toda criança adquire o hábito?
Alguns bebês sugam o polegar desde a fase
intra-uterina. É um reflexo de sucção. A
chupeta, oferecida pelos pais, pode ou não
ser aceita pela criança, dependendo de sua
necessidade de sucção. Para algumas, sugar o
peito da mãe basta. Outras precisam mais,
relaxam, acalmam-se com a chupeta. Mas não
há aí relação com a personalidade futura do
filho. Sugar é a forma que os bebês têm de
se acalmar.
É pior chupar dedo? Por quê?
É pior, pois será mais difícil a criança
abandonar o hábito. O bebê não pega a
chupeta sozinho, mas pode colocar o dedo na
boca mesmo dormindo.
Dedo ou chupeta fazem mal para os dentes e
para a fala?
Sim. A posição da língua na boca fechada é
atrás dos incisivos centrais superiores (os
dois dentes da frente). Na sucção, ela fica
abaixo da chupeta em movimento de vai-e-vem.
Isso muda as relações entre os músculos da
face, deixando o palato mais alto, os dentes
mais protrusos e a musculatura não
adequadamente desenvolvida. Mas leva tempo
para acontecer. Uma criança de 5 anos que
chupa dedo ou chupeta corre mais risco de
ter todos esses problemas.
Quando o hábito deve ser interrompido?
Por causa dos problemas citados, é aceitável
manter esses hábitos até no máximo os 3
anos, quando ainda é fácil corrigi-los. A
maioria das crianças abandona o uso da
chupeta nessa época. A sucção do dedo pode
demorar mais, por estar muito acessível.
Porém, o melhor é interromper esses vícios o
mais cedo possível. Quando prolongados
demais, o risco de problemas bucais aumenta.
Há casos em que apenas a colocação de
aparelhos nos dentes permanentes poderá
corrigi-los.
Qual é a melhor maneira de fazer a criança
largar?
Não tem
um jeito fácil de deixar
hábitos. Mas colocar substâncias ruins no
dedo ou na chupeta está fora de questão. O
melhor é proporcionar à criança um ambiente
tranqüilo, seguro e elogiá-la, sem exageros,
sempre que não estiver sugando. Não convém
também fazer chantagens (oferecendo prêmios
para que a criança pare com a mania),
ameaças ou comparações do tipo "você fica
feia quando chupa o dedo". O ideal é nem
mencionar muito o hábito, para que não ganhe
proporção além da conta. O recomendável é
levar a criança a abandonar o dedo ou a
chupeta aos poucos, apresentando-lhe outras
opções de distração que usem as mãos. No
caso da chupeta, é possível tomar algumas
medidas. Não deixe mais de uma chupeta
acessível à criança e evite mantê-la presa à
sua roupinha para que não seja usada com
freqüência. Restrinja o uso apenas para a
hora de dormir e retire a chupeta logo que a
criança adormecer. Não mergulhe a chupeta em
substâncias doces nem a ofereça toda vez que
a criança manifestar insatisfação e desejo.
Há circunstâncias mais favoráveis à
retirada?
Não é boa hora retirar a chupeta se a
criança estiver passando por alguma situação
nova, de mudança, em casa ou na escola. Uma
coisa de cada vez. Mas o nascimento de um
irmão, por exemplo, não é justificativa para
que o mais velho fique com chupeta (ou
mamadeira) pelo período que o outro estiver
usando. Dessa forma não se está protegendo,
mas prejudicando o mais velho em seu
desenvolvimento.
Quando a criança reage muito mal à retirada
da chupeta, é aconselhável devolvê-la?
Deve-se
limitar o uso da chupeta
gradualmente, desviando a atenção para
outros objetos, dando mais apoio e segurança
ao filho. Mas chorar é a reação normal e
esperada de qualquer criança. Nada
agradável, mas esperada. Os pais precisam
estar de acordo com o momento da retirada.
Porque, se um dos dois não está convencido,
provavelmente o hábito vai permanecer. É
comum ter pena da criança como se ela
estivesse perdendo algo bom, importante.
Mas, se ela não pode nunca chorar sem causar
extrema ansiedade na família, provavelmente
a chupeta se tornou importante para os pais.
E um filho considera importante,
estressante, perigoso, amedrontador o que os
pais acham.
Que reações a criança costuma ter na hora de
abandonar o dedo ou a chupeta?
Um pouco
de ansiedade, insegurança,
birra e possivelmente acordará um pouco mais
à noite. É comum. Mas, em geral, dura pouco.
É recomendável oferecer a chupeta para a
criança deixar de chupar o dedo ou permitir
que pegue o dedo ao abandonar a chupeta?
Pegar o dedo após a chupeta não é comum,
mas, tanto em uma situação quanto na outra,
não há vantagem em trocar de hábito. Melhor
seguir firme nas tentativas, nunca castigar,
dar proteção e muito reforço positivo, além
de distrair a criança com outras opções. Ela
mesma vai se encantar ao descobrir que há
coisas mais interessantes no mundo do que
chupar o dedo ou a chupeta.
Fonte: Filhos Adotivos
domingo, 18 de abril de 2010
Em homenagem a Monteiro Lobato, domingo (18) é Dia Nacional do Livro Infantil
Escritor Monteiro Lobato que criou a turma do "Sítio do Picapau Amarelo"
VEJA MAIS FOTOS DE LOBATO E DE SEUS PERSONAGENS E LIVROS
Você sabia que os livros infantis têm um dia dedicado só para eles, aqui no Brasil? Isso mesmo, além de divertir, ensinar e fazer as crianças usarem a imaginação, ele tem uma data especial: o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril.
Esse dia foi escolhido por ser o aniversário de Monteiro Lobato, considerado por muitos como o maior escritor infantil brasileiro. Foi ele quem inventou as histórias do “Sítio do Picapau Amarelo” e de personagens inesquecíveis como Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Cuca e muitos outros.
Essas histórias foram criadas há muito tempo, mas são adoradas pelas crianças até hoje. O primeiro livro com uma aventura no sítio, por exemplo, já tem 90 anos! Tanto sucesso fez as narrativas irem parar na televisão, em diferentes séries. A primeira começou a ser transmitida há quase 60 anos e a última versão terminou há menos de três anos.
Monteiro Lobato escreveu 26 livros infantis durante toda sua carreira e, se ainda estivesse vivo, completaria 128 anos em 2010.
Por toda a importância que o escritor teve, além da homenagem no Dia Nacional do Livro Infantil, Monteiro Lobato virou nome de uma cidade onde ele morou, no interior de São Paulo.
Em Taubaté, a casa em que ele nasceu foi transformada no Museu Monteiro Lobato. Sabe onde fica? Dentro do Sítio do Picapau Amarelo, na avenida Monteiro Lobato.
fonte: UOL Criançasdomingo, 4 de abril de 2010
Páscoa cristã. Uma mensagem de Esperança!
Na realidade, a celebração da Páscoa só cai na mesmice quando se foge de seu verdadeiro significado. O de lembrar a toda a humanidade que Deus se fez presente na História e possibilitou ao homem a felicidade completa.
Mas em que consiste a felicidade? Em alimentar a Esperança e a certeza da vitória!
Não existe felicidade onde não há mais esperança. De modo que celebrar a Páscoa sem cair na mesmice é renovar a esperança e a certeza de que dias melhores virão, e que tudo aquilo que agora impede o homem de experimentar a ressurreição e ser feliz há de passar.
Ressurgir significa triunfar, vencer, ocupar o primeiro lugar. Eis o grande presente que Jesus nos dá através de sua morte e resurreição. Ao vencer a morte ele nos deu a certeza da vida nessa e na outra dimensão. Vida que se manifesta nas pequenas vitórias conseguidas no cotidiano.
Vida que se manifesta no sorriso da criança, na sabedoria dos mais experientes, no nascer e no por do sol, na comunhão com a natureza, nas relações de amizade, nas dificuldade enfrentadas com coragem, no pão que se partilha, nas lágrimas que se enxuga, na boa ação que se realiza, etc.
Quando se esquece de que o ser humano foi feito para vencer porque Jesus venceu, perde-se a esperança e deixa-se tudo o que é ruim triunfar no coração .Matando no ser humano, a imagem e semelhança de Deus,aquilo que Jesus deu como presente, a chave para a felicidade, a Esperança.Na esperança encontramos razões para lutar, vencer, questionar, crescer, autoavaliar-se, redimensionar-se, e acima de tudo:
NA ESPERANÇA ENCONTRAMOS RAZÕES PARA SER FELIZ EM QUALQUER TEMPO E LUGAR! PORTANTO, SEJA FELIZ! JESUS RESSUSCITOU! ALELUIA!
fonte: cremp - Consultoria Religiosa Empresarial
terça-feira, 30 de março de 2010
Quais métodos os psicólogos contemporâneos usam para identificar crianças superdotadas?
Como ocorre o desenvolvimento emocional desses pequenos? Veja o que existe de novo nesse campo e o que dizem os pesquisadores sobre os famosos testes de QIPor Roberta de Medeiros
No supermercado, Tânia fala para sua mãe parar de colocar mercadorias no carrinho, pois já havia atingido o limite de R$ 50,00, tudo o que tinham para gastar.
Com apenas 4 anos, a menina havia calculado o total gasto até aquele momento! Frequentadora de uma creche de baixa renda, ela aprendeu a contar e somar sozinha. Paulo tem 5 anos, é um menino alegre e comunicativo. Ele lê, escreve, canta e desenha, além de ter uma memória prodigiosa. Seus desenhos são excelentes para um garoto da sua idade.
Pequenina e tímida, Vitória aprendeu a ler com 2 anos, quando passou a receber também aulas de inglês. Hoje, com 4 anos, ela já se debruça na leitura da mitologia grega.Os três são superdotados. Mas como descobrir quando uma criança é superdotada (ou portadora de altas habilidades como preferem dizer os especialistas)?
Isso depende do conceito que se tem de superdotação. Até pouco tempo, a ideia que se tinha do superdotado remetia à imagem do garoto franzino, que era o primeiro da classe, craque em Química, Matemática ou Física.
Hoje a noção mais aceita é de que os superdotados são aquelas pessoas que têm os três traços: habilidade acima da média, criatividade e envolvimento com a tarefa. As habilidades podem ser em diversas áreas do conhecimento, como dança, construção civil, filosofia, desenho, escultura, esportes, literatura, ciências, trabalhos manuais, fotografia... ou habilidades gerais como memória, processamento de informação, vocabulário. "O envolvimento é a dedicação que o sujeito deposita em sua área de interesse, perseverança, dedicação, foco e motivação.
A criatividade está ligada ao pensamento inovador, à flexibilidade e novas formas de perceber as mesmas coisas", explica a psicóloga Nara Joyce Wellausen Vieira, da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Portadores de Altas Habilidades.
O mito de que a inteligência era uma coisa única, compacta, ruiu há muito tempo, graças aos estudos do psicólogo americano Howard Gardner, da Universidade Harvard, que mapeou as inteligências antes tidas apenas como aptidões.
Ele sustenta que há oito tipos diferentes de inteligência e não apenas aquele bloco de saber lógico que se julgava no passado ser a mais sublime expressão do intelecto. São elas a verbal, a musical, a matemática, a espacial, a corporal, a naturalista (a capacidade de compreender os fenômenos naturais), a intrapessoal (o autoconhecimento) e a interpessoal (a habilidade de interpretar as intenções alheias e exercer a liderança).
Se Gardner estiver certo, é possível que existam mais talentos do que poderíamos supor. Ao invés dos 1% a 3% de pessoas superdotadas, proposto pela Organização Mundial de Saúde, o índice pode saltar para 15%, levando em conta as habilidades artísticas, criativas, de liderança ou de esportes.
Outro pesquisador que deu um passo adiante na compreensão do que se considera um comportamento inteligente foi o psicólogo americano Joseph Renzulli, do Centro Nacional de Pesquisa sobre o Superdotado e Talentoso da Universidade de Connecticut. Ao afirmar que o superdotado era uma mistura de talento, criatividade e dedicação obstinada, ele subverteu a visão antiga do Ocidente sobre os pequenos iluminados. "Tanto Gardner quanto Renzulli entendem que a inteligência não é um conceito fechado. Eles acreditam que as pessoas superdotadas têm diferentes perfis, que nem sempre condizem com a imagem do superdotado padrão, que é intelectual destacado", ressalta Nara.
Fonte: Portal Ciência e Vida
domingo, 21 de março de 2010
Pequenos tiranos
Segundo a psicóloga Alicia Banderas, especializada em psicologia educativa, os pais se impõem empecilhos, como a culpa, para não exercer a autoridade, em muitos casos por causa da dificuldade de conciliar trabalho e família.
"Não veem os filhos durante o dia todo e, quando voltam para casa, fica muito difícil impor limites e acabam evitando isso, querendo assim compensar a ausência", descreve Banderas. Essa é uma das razões pelas quais a terapeuta organiza periodicamente o evento "Escolas de pais".
É preciso marcar uma diferença clara entre uma criança tirana e uma desobediente. A primeira mostra insensibilidade perante a dor alheia. É incapaz de perceber o dano que causa aos outros e não tem remorsos de consciência: a culpa é sempre dos outros. Impulsivas e egocêntrica, ela não se coloca na pele dos outros e costuma ter atitudes vingativas.
O mau comportamento das crianças gera situações de frustração, agressividade e manipulação no entorno familiar. São os pais os responsáveis por acabar com esse tipo de constrangimento, aplicando regras e punições.
Já a criança desobediente foge das regras, bate a porta na cara de alguém, tem raiva passageira, grita e esperneia, mas é consciente do mal que causou.
Da mesma maneira, tratando-se de adolescentes, não se deve confundir rebeldia com tirania. Esta última provoca não só desobediência das regras, mas crueldade e pouco medo ao castigo.
"Na tirania, há uma predisposição genética, mas isso não determina que a criança seja tirana. Cada um nasce com um temperamento, mas o trabalho educativo dos pais evita que esse comportamento exploda", assegura a psicóloga.
A permissividade e a vulnerabilidade dos pais são atitudes das quais os filhos se aproveitam para se transformar em tiranos, explica Banderas. "Quando o pai se cansa de tentar impor regras e limites, de arcar com a responsabilidade pela educação, surge um desgaste que o torna vulnerável. Esse é o alimento perfeito para que o filho se torne o rei da casa", ressalta.
Pouca responsabilidade
Crianças e adolescentes apresentam, cada vez mais frequentemente, falta de responsabilidade, pouco autocontrole, egoísmo exacerbado, intolerância à frustração, agressividade e uma tendência excessiva à manipulação. Encontrar a solução para o problema que gera essa atitude é fundamental para detê-lo e para começar a aplicar técnicas efetivas.
Pequenos, mas não tolos. Eles sabem como conseguir seus objetivos e sua 'má' educação os leva a se transformarem em "Pequenos tiranos". Este é o título do livro de Alicia Banderas. Ela afirma que é preciso sempre tentar conhecer o que há por trás da atitude de uma criança ou de um adolescente que não tem um bom comportamento. A psicóloga oferece respostas a pais e a educadores para evitar que os filhos se transformem em pessoas exigentes e incapazes de assumir responsabilidades.
Tudo é questão de educação, deve-se dedicar tempo a essa tarefa. Estabelecer hábitos e rotinas é fundamental para criar controle sobre os filhos. Fazer as coisas por eles para evitar uma discussão ou para não repetir várias vezes a mesma ordem impede que eles sejam pessoas autônomas e responsáveis.
"A responsabilidade é uma qualidade positiva que não é inata, se aprende pouco a pouco", afirma Banderas. A psicóloga explica que, em muitos casos desastrados, os pais mandam seus filhos fazerem várias coisas ao mesmo tempo e, por vezes, sem uma preparação prévia.
Os pais confundem exercer sua autoridade com autoritarismo. Segundo a psicóloga, o autoritarismo é o mais parecido a uma ditadura, no estilo 'isto é assim porque eu digo e acabou'. Essa atitude se equivoca com a de autoridade, que é a maneira de ser reconhecido(a) pelo respeito. "Se você quer ter a autoridade como pai ou mãe, não deve estabelecer uma ditadura.
Você pode conciliar firmeza com carinho", destaca Banderas.
Ela também adverte que querer ser 'colega' dos filhos é uma atitude imprudente, pois os pais "não têm os mesmos interesses que eles". Se os pais não 'treinam' para assumir responsabilidades, no final não há credibilidade em suas decisões. E ainda que os pais tomem tais decisões, se elas não saem como esperavam, culpam aos outros por isso.
"Eles tomam decisões por capricho, mas que depois não assumem como se fossem sua responsabilidade. Desejam coisas em benefício próprio e decidem de forma inconsciente, sem refletir".
Com clareza
Para Alicia Banderas, o ideal é que as crianças aprendam a assumir responsabilidades quase como um jogo, de maneira que não signifique um esforço para elas, "isso lhe proporcionará auto-estima e uma grande autonomia", comenta.
Segundo a psicóloga, os pais precisam dizer aos filhos clara e especificamente o que querem. Por exemplo, as tarefas no lar. O que pode parecer uma mensagem clara como: "arrume seu quarto", pode ser ambígua e pouco precisa aos filhos, pois eles não sabem onde está o limite para terminar. "Além disso, certamente nossa percepção de ordem não se corresponde com a deles. É necessário sentar com ele e explicar claramente o que queremos", acrescenta.
Quando é tarde demais para perceber que a relação com os filhos fugiu ao controle dos pais? "Sempre temos tempo para modificá-la. Sempre é mais fácil começar controlando as primeiras raivas passageiras das crianças. Os pais devem evitar justificações do tipo 'é muito novo para entender'. Se a comunicação chegou a um ponto em que está desestruturada, embora seja difícil retomá-la, é possível conseguir com persistência".
Um excesso de atenção provoca situações de chantagem inclusive das crianças. Elas querem tudo e querem agora. Em um momento de raiva passageira dos filhos, se os pais "os abraçam, acabam reforçando a atitude das crianças para conseguir as coisas desse modo", adverte Banderas.
A psicóloga afirma que sua experiência permitiu a ela observar que há uma desproporção entre o esforço dos filhos e a recompensa dada pelos pais. "Os pais se queixam que o filho não estuda nem arruma a mesa, mas não deixam de pagar a recarga do celular nem cortam nada do que ele quer, independentemente do esforço que faça. Isso o transforma em um tirano".
Por outro lado, os jovens se queixam de falta de atenção dos pais. "Um filho tem que saber que é querido e sentir isso". Na conversa, deve existir contato visual. A criança tem que perceber que realmente é ouvida, não basta com ouvi-la enquanto digita no computador.
"Por exemplo, quando se discute o tema das drogas ou sexo, os pais apressam-se a julgar e a dar conselhos antes de ouvir a criança e transformam a conversa em um interrogatório policial. Embora agora haja maior comunicação entre pais e filhos, ela não é feita da melhor maneira", indica Banderas.
Para ela, o fato de que a idade para assumir a paternidade tenha aumentado não significa que tenha aumentado este tipo de conflitos familiares. As causas dos problemas são os impedimentos emocionais como a culpa ou a proteção exacerbada.
"Queremos fazer tudo por eles e estudar passa a ser sua única responsabilidade. 'Logo eles sairão para o mundo real. Enquanto viverem em casa, que vivam como reis', dizem alguns pais", conclui a especialista.
Fonte: EFE
domingo, 14 de março de 2010
Como Cuidar dos Dentes de Crianças Pequenas?
A maioria dos dentistas recomenda que as crianças devam começar a ir ao dentista com dois anos de idade. Isto dá ao profissional a oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes do seu filho e, além disso, você pode aprender vários tópicos, como os dentes se desenvolvem, a importância do flúor, como ajudar seu filho a cuidar bem dos dentes, como lidar com o uso da chupeta, sobre a alimentação e como prevenir ferimentos na boca.Nunca deixe de dizer que é bom ir ao dentista.
Explique a seu filho que uma consulta com o profissional ajuda manter a boa higiene bucal. Ao transmitir uma atitude positiva, você estimulará o seu filho a ir ao dentista regularmente.O que devo fazer quando os dentes do meu filho começarem a nascer?Os dentes começam a nascer quando o bebê tem seis meses de idade e continuam a erupcionar até o terceiro ano de idade. Isto faz com que muitas crianças tenham gengivas mais sensíveis e irritáveis nesta época. Pode-se massagear a gengiva usando o dedo, uma colher fria ou um mordedor que foi colocado na geladeira.
Também há a possibilidade do uso de gel e medicamentos contra a dor no período em que os dentes estão aparecendo. Fale com seu dentista ou pediatra sobre estes medicamentos. Se seu filho estiver com febre durante o aparecimento da dentição, o melhor é avisar seu médico para garantir que a febre não esteja relacionada com outro problema.
Qual é a maneira certa de escovar os dentes do meu filho pequeno?Primeiramente é importante estar ao lado de seu filho no momento da escovação até ele atingir a idade de seis anos. Siga as indicações abaixo:
Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe seu filho engolir o creme.
Use uma escova macia. Primeiro limpe as superfícies internas dos dentes, onde o acúmulo de placa é maior. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva.
- Escove suavemente para frente e para trás.
Escove todas as superfícies dos dentes voltadas para a bochecha. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
Escove a superfície de mastigação dos dentes, para frente e para trás.
Chupar o dedo faz mal? Como posso evitar isto?O reflexo de sugar é normal e saudável nos bebês. Mas, o hábito de chupar o dedo pode causar problemas de desenvolvimento da boca e do queixo, e afetar a posição dos dentes, principalmente se continuar depois que os dentes permanentes tiverem nascido. O resultado disso pode ser dentes anteriores que nascem inclinados para fora, ou mordida aberta. Isto pode causar problemas na vida adulta, como, por exemplo, dentes que se desgastam rapidamente, maior número de cáries e desconforto ao mastigar.
As chupetas também podem causar danos parecidos, se usadas após a erupção dos dentes permanentes.A melhor maneira de tratar o hábito de chupar o dedo é através de estímulos positivos, não de palavras e comportamentos negativos. Para seu filho, o hábito de chupar o dedo é uma coisa natural.
Elogie seu filho quando não estiver chupando os dedos. Talvez seja preciso resolver o problema de ansiedade que leva seu filho a ter este hábito. Você pode conscientizar seu filho que ele tem este hábito, colocando um esparadrapo no dedo que ele chupa ou uma meia em sua mão à noite. Seu dentista ou pediatra pode receitar um medicamento com sabor amargo para passar no dedo o que leva a criança a perder este hábito com mais facilidade.
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* Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive.Todos os direitos reservados.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Depressão infantil: como lidar
A intervenção médica e terapêutica em casos de depressão infantil pode se tornar mais adequada às diferentes realidades. Uma pesquisa de doutorado realizada pela antropóloga Eunice Nakamura busca auxiliar profissionais da área da saúde a compreenderem que há outras noções e significados da doença.
A pesquisadora investigou as diferentes maneiras com que médicos, veículos de imprensa e famílias de baixa renda encaram o transtorno."Os familiares de crianças deprimidas costumam agir como um 'filtro' à investigação psiquiátrica", afirma a antropóloga, que apresentou seu estudo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
De acordo com a pesquisadora, as famílias fazem um "arranjo" a partir do que encontram na imprensa e no discurso dos psiquiatras. "Cada grupo tem sua própria lógica de compreensão, embora todos repitam os conceitos científicos", aponta.Eunice analisou artigos publicados na mídia impressa entre 1999 e 2003 e entrevistou médicos e familiares de crianças com depressão. Segundo ela, a rede de informações disponível a respeito da depressão infantil mescla conceitos científicos e dados mais simplificados.
A mídia, ao mesmo tempo em que transmite definições técnicas, simplifica certos dados, "permitindo que uma noção de doença se torne comum". "É preciso considerar o papel da imprensa de levar informações às pessoas leigas. Para isso, a simplificação é necessária", destaca.
Rol de problemas
Eunice consultou nove famílias de crianças com depressão, cujas idades variavam entre 6 e 12 anos. Todas elas recebiam atendimento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC/FM) da USP e eram moradoras da periferia de São Paulo.
A pesquisadora obteve informações a respeito do modo com que os familiares encaravam o problema da depressão infantil, o comportamento da criança e sua adequação ao tratamento médico. "Os familiares costumam inserir a depressão infantil no rol de seus problemas e insatisfações, como dificuldades econômicas, desemprego e acesso precário a serviços e lazer", conta Eunice. "As famílias demonstraram um incômodo perante o comportamento da criança, que se transforma em mais um problema com o qual se deve lidar".
Para a antropóloga, isso demonstra que a noção científica de depressão, embora aceita, não é a única forma de se explicar o desenvolvimento da doença. Afinal, a depressão infantil não é apenas colocada entre os diversos problemas enfrentados pela família, mas também atribuída a essa série de dificuldades.
Filtro
Eunice consultou oito psiquiatras do HC envolvidos no tratamento dessas crianças e concluiu que os médicos vêem nos familiares uma espécie de "filtro de informações". "O médico se encontra num embate entre a literatura científica e a prática, na qual a família percebe a depressão infantil de uma forma particular", explica. Segundo os médicos entrevistados, os familiares muitas vezes confundem os sintomas da depressão com comportamentos descritos como "manha" ou "birra". Por isso, o tratamento fica sujeito ao "grau de tolerância da família com relação ao comportamento da criança.
O médico, então, procura intervir nesse comportamento, por meio de medicamentos e psicoterapia, a qual possibilita um maior acesso ao paciente". Entretanto, muitas das crianças, devido a problemas financeiros, não são submetidas à psicoterapia, pois o deslocamento numa grande cidade demanda gastos muitas vezes incompatíveis com o orçamento de famílias da periferia. "Para os médicos entrevistados, a depressão está vinculada à noção de mau funcionamento e, conseqüentemente, à necessidade de ajuste das crianças, mas essa intervenção é muitas vezes restrita em função da realidade vivida pelas famílias", ressalta Eunice.
Reportagem Flávia Souza.
Mais informações: (0XX11) 4746-2664, com Eunice Nakamura; e-mail: eunice_nakamura@hotmail.com.
Fonte: Agência USP de Notícias - Site Sentidos (www.sentidos.com.br)
EDIÇÃO Nº 22 JUL/AGO-2000 -->
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Cientistas dizem estar pertos de criar 'tradutor' de choro de bebês
Um grupo de cientistas japoneses desenvolveram um programa de computador capaz de analisar o choro dos bebês. Por enquanto, o sistema consegue diferenciar o choro decorrente de alguma dor dos demais tipos.
Os pesquisadores acreditam que, em breve, o tradutor do choro dos bebês poderá dizer aos pais se seus filhos então com sono, fome, precisando trocar de fralda ou com dor.
Nos resultados divulgados na mais recente edição do International Journal of Biometrics, os japoneses afirmam que conseguiram um índice de 100% de acerto em seus testes para diferenciar quando o bebê chora porque está com dor de quando chora por outras razões.
Para conseguir isso, o sistema desenvolvido analisa a frequência e a potência do choro para classificá-lo.
Apesar de estarem usando uma grande estrutura de computadores para realizar a análise, os cientistas acreditam que a técnica poderá ser implantada em monitores portáteis ou até mesmo aparelhos de celular.
A empresa te tecnologia espanhola Biloop já havia lançado em novembro do ano passado um ("Tradutor de choro", em inglês). Segundo a empresa, os testes teriam comprovado que o programa acerta 96% das vezes, mas nem todos os consumidores concordaram.
Tomomasa Nagashima, professor do Instituto de Tecnologia Muroran, em Hokkaido, no Japão, e um dos líderes do projeto, diz que a tentativa de ajudar os pais a interpretar o choros dos bebês realmente não é nova, mas que os monitores do futuro poderão traduzir o choro dos bebês para que os pais saibam o que significa com absoluta certeza".
BBC Brasil
Meu filho não quer comer; e agora?
A cena é conhecida por nove entre dez mães: depois de horas no fogão, preparando a refeição perfeita para o filhote, ele simplesmente se nega a experimentar. V
ocê faz aviãozinho, monta uma carinha engraçada no prato, usa toda a sua lábia, inventa histórias, promete mundos e fundos se ele provar... mas aquele bebê tão fofinho se revela um monstrinho teimoso, que não tira a mão da frente da boca. Se forçar, pior ainda: ele cospe tudo, faz que vai vomitar e ainda abre o berreiro. Resultado: você troca o jantar por um iogurte, fica frustrada e o pequeno ainda se alimenta mal. E agora?Para começo de conversa, saiba que negar comida é um comportamento perfeitamente normal entre as crianças.
A nutricionista Teresa Bello explica que a falta de apetite pode ocorrer por diferentes motivos até mesmo chamar sua atenção, porque o pequeno logo percebe a importância que os pais dão à refeição.O que não é normal é isso virar hábito, colocando em risco a saúde do seu filho e transformando cada refeição num tormento. Se é o seu caso, vá ao pediatra, porque só um longo tratamento de reeducação pode transformar esse comportamento.Se a negação acontece só de vez em quando, ou se você tem a sorte de não ter passado por isso ainda, tanto melhor, porque está em tempo de prevenir.
Ensinadas desde bem pequenas, as crianças podem aprender a gostar de qualquer tipo de alimento. Como mudar um hábito é sempre muito difícil, é essencial passar aos pequenos costumes saudáveis desde cedo. Para ajudá-la, reunimos com a ajuda da nutricionista Teresa dicas simples e eficazes para ensinar o pimpolho a comer bem e com prazer.Até os seis meses, seu filho não precisa de nada além do leite materno. Nesse período de vida, oferecer só leite materno é mais do que suficiente, pois ele supre todas as necessidades do bebê e ainda protege contra doenças, evita diarréia, fortalece a musculatura do rosto e previne problemas de fala.
Assim, a oferta de chás e água é desnecessária e ainda pode prejudicar a sucção do bebê. Seja um bom exemplo. Quando nasce, a criança tem nas papilas gustativas, localizadas na língua, a determinação genética das preferências e aversões alimentares que terá ao longo da vida. Entretanto, a influência do ambiente em que ela vive, o exemplo dos pais e as experiências positivas ou negativas podem ser mais fortes que a genética.
Ou seja, talvez sua filha naturalmente não se sinta atraída por carne vermelha, mas com o hábito em casa, pode aprender a gostar. Maus exemplos e preconceitos também são ensinados desse jeito. Talvez ela seja uma fã de frutas por natureza, mas se você não tem o costume de comê-las e ainda faz cara feia quando lhe oferecem uma maçã, é provável que sua filha também adquira resistência a esses alimentos. Depois não adianta exigir que a criança goste de pratos que os próprios pais não comem. Não insista demais.
Mãe sempre acha que o filho está comendo pouco e acaba forçando o pequeno a comer mais do que ele precisa ou agüenta. A oferta de um volume de alimentos maior do que a capacidade gástrica da criança diminui o prazer de comer do bebê e aumenta a ansiedade dos pais , alerta a nutricionista Teresa. Não tente bancar a chef de cozinha testando várias misturas. Prefira os alimentos básicos e introduza-os um a um na alimentação do bebê, gradativamente.
É no primeiro ano de vida que a criança conhece novos sabores e aprende sobre as texturas dos alimentos, e cabe a você apresentá-los ao pequeno e identificar uma possível intolerância ou alergia. Ofereça uma fruta, um legume ou uma verdura de cada vez, na forma de papa ou purê, amassado com o garfo, nunca liquidificado.Aposente de vez o aviãozinho.Inventar técnicas para fazer o filho abocanhar a comida, como distrair com um brinquedo ou com a televisão ligada e camuflar o alimento não educam para o prazer de se comer bem.
Podem até funcionar na hora, mas perdem rápido seu efeito e você vai ter que exercitar muito a criatividade para criar tantas novas artimanhas. A hora de comer é hora só de comer, prestando atenção aos sabores, texturas, aromas, cores... Substitua o alimento recusado por outro do mesmo grupo nutricional. Você insiste no brócolis mas o bebê cospe tudo, abre o berreiro e provoca ânsia de vômito? Tente espinafre. Rejeita o feijão? Ofereça a lentilha.
Insistir exageradamente em um alimento específico pode diminuir o prazer com o ato de comer, reforçando a falta de apetite , explica Teresa. Também vale mudar o jeito de preparar. Ela não quis espinafre refogado? Ponha as folhas no suflê, na omelete, no sanduíche... Lançar mão de ervas e condimentos como pimenta, páprica e curry também pode ajudar muito. A idéia não é encobrir o gosto, mas deixá-lo mais interessante.
A criança deve comer primeiro com os olhos. Nada de gororobas misturadas. Ofereça as comidinhas em porções pequenas e coloridas, dispostas no prato em porções separadas e divertidas. De preferência, que ele possa comer sozinho, com as mãos até. Deixe que ele descubra as cores, formas, texturas e faça combinações como quiser. Transformar o chato prato-feito em uma refeição lúdica aumenta as chances do pequeno experimentar novidades e aprender sobre o sabor de cada alimento. Assim como o humor, o apetite pode variar de um dia para outro. Instabilidade alimentar é normal. Comeu pouco hoje? Compense os nutrientes no dia seguinte.
Mas é bom deixar claro: compensar em qualidade, não em quantidade!Não tenha medo de impor limites. Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce e resistência ao amargo. Por isso, é normal preferir chocolate a espinafre. O problema está em deixar de ingerir o alimento saudável e abusar da guloseima. Até um ano de idade, seu bebê possui um estômago mais sensível, que pode ser irritado pelas substâncias presentes nas porcarias , como enlatados e refrigerantes. Isso compromete a digestão e a absorção nos nutrientes.
Resista às birras e estabeleça limites, seguindo horários fixos para fazer as refeições e insistindo em uma alimentação nutritiva. Use a regra do três. Se seu filho está na fase de contrariar, é bem capaz que diga não só por esporte. Drible as negações propondo um trato. Ele terá que provar cada alimento três vezes para ter certeza de que não gosta. São três garfadas: a primeira para descobrir que gosto tem, a segunda para saber se é bom ou ruim, e a terceira para ter certeza.
Você vai se surpreender ao ver como a terceira garfada faz crianças mudarem de opinião! Se ele realmente não gostar, cumpra a sua parte no trato e deixe a comida de lado ao menos por essa refeição. Alimento não é recompensa e muito menos castigo. Nada de se comer a salada pode comer a sobremesa ou vai ficar sem ver TV se não raspar o prato . Também não invente de fazer o jogo dele, em chantagens do tipo se comer tudo, a mamãe vai ficar feliz e você vai ganhar uma surpresa . A comida não deve ser vinculada a sentimentos nem prêmios.
Dentro do nível de entendimento da criança, ensine por que é realmente importante comer determinados alimentos: a cenoura é boa para a pele e os olhos, o macarrão e o arroz dão energia e o feijão deixa forte... Não ceda à chantagem da greve de fome. Ele não quer comer o jantar balanceado e insiste em tomar sorvete. Para não deixar o pequeno de barriga vazia, você topa a chantagem e deixa ele se lambuzar à vontade, depois de prometer que vai comer direitinho na próxima refeição. Sabe o que vai acontecer? No dia seguinte, seu espertíssimo filhote vai recorrer à mesma tática, se negando a comer o que é certo, em troca dos seus alimentos preferidos.
Não caia nessa. Se ele não quer comer o jantar nem nenhuma das alternativas saudáveis que você ofereceu, deixe ele ir para a cama de barriga vazia. Fome só de sorvete (ou chocolate, ou bolacha, ou pão...) não existe.Não deixe os lanchinhos melarem a disciplina. Na hora do almoço ele não quis comer nada, mas uma hora depois estava pedindo pelo lanche e se entupiu de biscoitos.
Não deixe! Seja firme: se a criança disse que estava sem fome no almoço, vai ter que esperar até a hora certa do lanche e quando ela chegar, vai ter que se contentar com a quantidade correta, mesmo que a fome seja maior. Continuou com vontade? Ensine a ela a guardar a barriga para o jantar. Depois de alguns dias, seu filhote vai perceber que não tem jogo e é melhor comer o almoço inteiro para não ficar com vontade depois.
O lanche da escola deve ser uma continuação da refeição em casa. A formação de um hábito alimentar saudável continua fora de casa. Para as crianças que fazem as refeições na escola, cabe aos pais conferir se o cardápio é variado, se é elaborado por um profissional e a forma como são apresentados os alimentos. Se o lanche é levado pronto de casa, é importante acompanhar o padrão da alimentação oferecida pela família.
Informe os avós sobre a alimentação adotada para o bebê. Antes de dizer que avô e avó estragam a criança, converse com eles sobre como seu filho está se alimentando. Se um diz que pode e o outro diz que não, o pequeno fica confuso e não sabe a quem deve obedecer. É importante estabelecer regras para que a criança não adquira hábitos negativos em relação à alimentação , diz Teresa.
Meu filho só quer comer macarrão instantâneo! Roberta Faria é mãe de Gabriela, 7 anos, e penou com os jejuns e as chantagens da pequena que, hoje, come de tudo apesard e ainda adorar uma bobagem A Gabi comia de tudo, mas quando estava com um ano, de uma hora para outra resolveu que só queria macarrão tipo Miojo, que tinha provado na casa dos avós. Não tinha jeito: qualquer outra comida que a gente insistisse, em casa ou na escola, ela negava. Fazia escândalos, vomitava, se arranhava e era capaz de passar dias sem comer nada além de leite.
Aos poucos consegui introduzir outros alimentos, mas nem de longe ela tinha uma alimentação bacana. Para chegar lá, tive que adotar uma linha duríssima. Não foi nem um pouco fácil: durante um ano ela pulou refeições, fez jejuns, muitos berreiros, infernizou a vida das professoras e transformou cada refeição em casa numa tortura para nós duas.
Mesmo cansada, não cedi nenhuma vez: nada de Miojo, nada de porcarias, nada de comer só o que ela queria, nada de ficar sem almoçar e se encher de bolacha no lanche. Adotei o truque das três garfadas, inventei receitas, levei-a para a cozinha comigo e deixei claro que ela pode até não gostar, mas tem que provar e algumas coisas tem que comer mesmo sem achar a maior maravilha. Hoje a Gabi ainda não toma a iniciativa de provar uma fruta nova, mas já come tudo que eu coloco no prato, e diz na escola que sou a melhor cozinheira do mundo.
É um longo e árduo caminho para mudar. Aprendi a lição: o melhor jeito para a criança não comer bobagens é simplesmente não oferecer.
fonte: minha vida
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Proteja a pele do seu bebê no verão
A partir dos seis meses de vida a criança já esta preparada para participar das curtições do verão, aproveitando praia, sol e piscina. Mas os cuidados precisam ser redobrados com a pele dos pequenos. E a grande preocupação das mamães acaba tirando o direito dos bebês de curtirem o clima da estação."
Os filtros solares são obrigatórios, mas só podem ser usados em crianças após os seis meses de idade. Por isso a exposição solar precisa ser evitada antes dessa faixa etária", afirma Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Hospital Albert Einstein e do Instituto Saúde Plena. O mesmo vale para os repelentes. Em caso de brotoeja, muito comum no verão, uma ótima dica é colocar um pouco de maisena na água da banheira do bebê e usar pasta d'água após o banho.
Em vez de privar seu filho do sol, a melhor dica é dosar a exposição e tomar algumas medidas que restringem os acidentes. A seguir, você confere as dicas do pediatra para evitar os problemas mais comuns.Respeite os horários: A pele delicada dos pequenos não agüenta uma exposição tão forte dos raios de sol. Para evitar queimaduras, a primeira dica é curtir a praia ou piscina com o filhote somente antes das 10hs ou após as 16hs.Indispensável: O filtro solar para os pequenos é um item indispensável e precisa ser reaplicado regularmente.
No caso das crianças isso pode acontecer de 40 em 40 minutos ou toda vez que ela tiver contato com água. Não vale esquecer que o fator precisa ser no mínimo 15 e que existem protetores especiais para eles.Dormir no sol: Bateu aquele soninho no pequeno? Já para casa. Quando as crianças dormem expostas ao sol o perigo de queimaduras é enorme. A melhor opção é levar a criança para casa e só voltar quando ela estiver com o pique todo.De olho no relógio: Nada de passar a tarde toda com o filhote na praia ou na beira da piscina.
O máximo que uma criança pode ficar exposta ao sol é 30 minutos, (15 de frente e 15 de costas). E não vale esquecer dos horários certos.Proteção sempre: O sol está escondido e o dia nublado? Não se engane. A proteção precisa acontecer do mesmo jeito. Você pode até não perceber mais os raios de sol estão lá mesmo com o sol encoberto, então capriche e proteja o filhote.
Olha o chapéu: Chapéus ou bonés são essenciais para garantir proteção para os bebês. Mas não se engane, opte por um que cubra o rosto e o pescoço do filhote, caso contrário, a única diferença vai estar associada com o charme. Uma dica é provar alguns modelos antes de partir para exposição solar, escolha aquele não incomodou tanto o pequeno.
Aos poucos: Conforme o filhote vai crescendo, você pode aumentar o tempo de exposição solar, mas isso precisa acontecer aos poucos e sempre respeitando os horários em que a força dos raios solares são mais amenas.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
A Verdade sobre a Mentira
O facto de as crianças mentirem tem a ver com a questão que elas ainda não terem aprendido o verdadeiro sinónimo da palavra verdade. Os dias são passados a brincar e elas julgam que tudo na vida é um conto, e que têm liberdade para imaginar o que bem lhes apetecer. Assim, a imaginação leva ao faz de conta e este à mentira. Habitualmente, são mentiras que não têm grande maldade por trás ou que, pelo menos, não prejudicam gravemente ninguém, mas é importante começar a transmitir aos mais novos a autenticidade da verdade.
Os pais reagem de maneiras diferentes às mentiras das crianças: uns, acham muita piada às mentiras, embora outros tenham logo tendência para achar que os filhos vão ser no futuro uns mentirosos por excelência. O caso não é para ignorar, como também não é para entrar em pânico. Os pais precisam de explicar aos filhos que não é correcto mentir, mas devem fazê-lo de maneira moderada e entendível por eles. Começar numa gritaria com eles ou desatar a rir à gargalhada não é a melhor opção, e muito menos conseguirá resolver o caso.
Mais tarde, quando as crianças já são mais velhinhas, se constatar que continuam a mentir isso é um sinal óbvio que se estão a sentir inseguras, e que necessitam de mentir para se refugiarem no seu mundo. Só aqui e, através da mentira, as crianças se sentem protegidas e seguras. As crianças, em muitos casos, mentem para no momento seguir dizerem a verdade.
Nesta fase, não mostre qualquer tipo de ressentimento ou fúria porque senão, para a próxima vez, o seu filho já nem recuará com a sua palavra e continuará a mentir até ao fim. Mostre-lhe que ele não tem motivo para mentir, pois os pais não estão zangados. Com o passar do tempo, a criança começa a ganhar confiança em si mesma e nos pais, mas só depois de ter interiorizado o conceito de verdade e perceber que mentir não é correcto.
Não julgue que só o seu filho mente, pois todas as crianças têm tendência a fazê-lo e nenhuma delas é completamente verdadeira. Esta é uma fase que com a devida atenção e acompanhamento passará brevemente. Aliás, as crianças não mentem apenas aos pais, como também aos amiguinhos. É comum vê-los contar proezas impensáveis uns aos outros, mas são coisas que em nada prejudicam os restantes e que apenas servem para eles se sentirem melhores e mais importantes, quase como gente grande.
Se ontem o seu filho lhe disse que não foi ele que partiu aquele copo, acredite que foi! Mas essa mentira tem apenas a ver com o receio dele em relação à sua pessoa, bem como a necessidade que tem em criar o seu próprio mundo, real e perfeito à sua maneira. Explique-lhe pormenorizadamente as coisas, sem gritos e sem gargalhadas exageradas, para que ele não julgue que está muito irritado ou que aquela conversa é apenas uma brincadeira. Conversar é, sem dúvida, o melhor remédio.
fonte: A B C do bebê
Volta às aulas
E como estão os preparativos aí na sua casa? Os horários de dormir já estão sendo modificados? Nas férias sempre acabamos permitindo que nossas crianças durmam e acordem mais tarde, não é? Também tornamo-nos menos rígidos com os horários de refeições.
Afinal, não temos aquele compromisso rigoroso de horários e podemos ser mais liberais com as crianças. Mas as aulas vêm aí e devemos, aos poucos, ir adaptando nosso ritmo e o espírito das crianças para, juntos, assumirmos o compromisso com os horários e responsabilidades escolares. Duas situações diferentes podem estar acontecendo na sua família. Uma é a ida de seu filho à escola, pela primeira vez, e outra é o retorno de seu filho às aulas. Vamos conversar um pouco sobre ambas.
Indo à escola pela primeira vez
Vou partir do pressuposto de que você tenha tido o cuidado de escolher criteriosamente a escola de seu filho, conhecendo o seu espaço físico, o pessoal que nela trabalha, a sua proposta pedagógica e de que já tenha levado sua criança para conhecer a escola e os adultos com quem ela terá contato e passará boa parte de seus dias. Pode ser que, a princípio, seu filho chore e se recuse a ir para a escola.
Poderá acontecer também de você ficar com o coração apertadinho, cheia de culpa por impingir-lhe uma situação de desconforto e estresse emocional. Isso é normal e acontece com bastante freqüência, por isso você não deve se desesperar nem se julgar diferente da maioria das mães.
Quem é que não fica ansioso, inseguro ou com medo diante de situações novas? O desconhecido sempre nos parece ameaçador, não é mesmo? Vamos tentar entender o que se passa dentro de nós e de nossos filhos para trabalharmos melhor essa fase inicial de escolaridade. Muitas crianças vão para a escola muito cedo, às vezes com poucos meses de vida, em função da necessidade materna de manter um trabalho rentável fora do lar.
Sabemos que, no início da vida, há um elo muito próximo e forte entre o bebê e sua mãe; é como uma continuidade da vida intra-uterina.Quando esse período é bem vivido, a criança tem a sua saúde emocional fortalecida, através da satisfação de suas necessidades físicas e emocionais adequadamente assistidas.
Desta forma, ela guarda dentro de si uma imagem de uma mãe boa, amorosa, amiga e protetora, imagem esta que lhe servirá de conforto nas ausências maternas futuras. As primeiras referências de uma criança são as relações familiares e o seu mundo é a rotina da casa onde ela vive.
Ir para a escola maternal significa um rompimento com esse mundo conhecido e isso pode ser fonte de insegurança e medo para a criança e até para seus pais. A intervenção amistosa e segura de uma professora bem preparada costuma atenuar o impacto desta separação, amenizando as expectativas negativas desta vivência, na medida em que ela vai conversando com os pais e com a criança, esclarecendo-lhes as dúvidas, mostrando-lhes os aspectos positivos e produtivos da nova experiência, transmitindo carinho e amizade à criança.
A intensidade com que cada um vai experimentar ou a forma como vai atravessar esse período vai depender dos aspectos particulares de cada personalidade participante do processo e, também, da dinâmica familiar. Um fato a ser admitido é que essa separação é algo inevitável na vida de cada um de nós e, ainda que seja um processo doloroso, costuma trazer crescimento para todos os envolvidos.
É importante que os pais vejam a situação não como "um mal necessário", mas como algo bastante positivo e enriquecedor no desenvolvimento de seu filho. A escola maternal e a pré-escola têm pouca semelhança com o aprendizado formal dos anos seguintes, mas o que a criança pode aprender freqüentando-as será de grande valor para sua vida futura.
Ali ela terá espaço para brincar e aprender brincando: a interagir com outras crianças e com adultos estranhos ao seu universo familiar, noções de cidadania, de educação musical e ambiental, a importância do cumprimento de prazos e horários e que há limites para a satisfação de suas vontades, a ouvir o próximo e a tratá-lo com urbanidade e respeito.
É importante frisar que brincar na escola é totalmente diferente de brincar em casa, pois lá a professora intervém de forma intencional no brincar, de modo a desenvolver as capacidades infantis. É um brincar organizado, monitorado, com objetivos delineados e resultados medidos. Lembre-se: é absolutamente normal que as crianças pequenas, que estão indo para a escola pela primeira vez, sofram de "ansiedade de separação".
Elas sentem medo de que os pais não voltem para buscá-las e fantasiam o abandono. É importante que os pais lhes demonstrem interesse pela experiência que elas estão vivendo, que as encoragem, reforçando-lhes a auto-estima, diminuindo-lhes a ansiedade, mostrando-lhe aspectos entusiasmantes da escola (conhecer novos amiguinhos, poder brincar com eles, etc) e tranqüilizando-os quanto ao amor que sentem por elas, quanto à proximidade que manterão com a escola e com sua professora e quanto a estarem lá, para buscá-los no horário de saída. Caso os pais notem que essa ansiedade se mostra na forma de pânico ou pavor é recomendável que procurem aconselhamento e ajuda com profissionais especializados e competentes.
Retornando às aulas, após as férias
O significado da recusa de voltar às aulas após as férias é diferente da recusa da criança que vai a ela pela primeira vez. Algumas vezes essa recusa é motivada pela insegurança gerada por motivos como: doença de uma pessoa próxima, separação dos pais, excesso de atividades fora do período escolar (balé, natação, inglês, informática, etc...) e o receio de não corresponder às expectativas dos pais, notas baixas e dificuldades de aprendizagem anteriores, a troca de professores, o temor de que seus colegas sejam diferentes da turma em que estava, etc.
Esses costumam ser sintomas passageiros. Caso persistam, os pais devem procurar orientação com os profissionais da própria escola, com o médico pediatra e com um psicólogo. A família e a escola devem deixar claro para a criança que há uma parceria entre eles e um pacto visando o seu desenvolvimento harmonioso, com o qual ela se sinta realizada, confiante e feliz. Hoje em dia, a formação dos profissionais que atuam nas escolas é mais completa e aperfeiçoada.
A maioria delas conta com equipes de coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais e psicólogos. Há, também, uma preocupação maior com a criança como uma pessoa individualizada e em se acompanhar de perto o seu processo individual de desenvolvimento. No entanto, de nada adiantam todas essas características se a criança não gostar da escola. É importante que ela se vincule emocionalmente aos professores, aos funcionários e que tenha amigos na escola.
Ela precisa sentir que aquele espaço também lhe pertence e que se sinta bem ali, para ter prazer de ir à escola não só por causa das pessoas que dela fazem parte, como por tudo o que acontece por lá. Mais importante do que manter seu filho numa escola bem conceituada é mantê-lo estudando num lugar de que ele goste e onde se sinta bem. Diante de um filho que se recusa a ir para a escola, recomendo-lhe o bom senso acima de tudo.
Ouça suas queixas com atenção, investingando-as e peneirando-as, demonstre interesse e solidariedade pelos seus sentimentos, garantindo-lhe com carinho, porém com determinação, que tudo poderá ser resolvido sem que ele deixe de freqüentar as aulas. Evite ceder ao seu pedido de ficar em casa. Ele provavelmente vá tentar desafiá-la, mas a firmeza dos pais nesta hora será o melhor que eles poderão oferecer à criança.
Lembre-se de que na fase pré-escolar (de 2 a 6 anos) a criança começa a pôr em prática o que aprendeu em seu ambiente e através do comportamento de seus pais. Pessimismo, insegurança, medo... também são aprendidos, portanto vigie sua maneira de pensar e agir no ambiente doméstico. Lembre-se, também, de que as crianças não são sempre boazinhas e muitas vezes mentem com o propósito de alcançar seus objetivos, portanto não acredite em tudo o que seu filho lhe falar.
Caso você tenha dúvida quanto à veracidade de um fato relatado por seu filho, não insista imediatamente no assunto. Peça para ele lhe contar a história, outras vezes, em momentos posteriores diferentes e compare as versões. Nem sempre é verdade que o amiguinho lhe bateu ou que a professora tenha lhe colocado de castigo ou lhe subestimado na presença de outros.
Caso descubra que ele mentiu, não lhe acuse de "mentiroso", pois isto não costuma ser producente. É aconselhável que você lhe explique, com calma, as conseqüências negativas de uma mentira, de preferência com exemplos práticos. Deixe claro para ele que é errado mentir e que uma mentira pode prejudicar seriamente uma pessoa.
Há escolas que trabalham com métodos tradicionais de ensino e com disciplina rígida; outras utilizam métodos mais modernos, são mais maleáveis quanto aos aspectos disciplinares, permitem maior liberdade de expressão, etc. A escolha da escola e o momento de matricular o seu filho depende dos pais e de suas aspirações.
Cada um sabe o que é melhor e o mais acertado para seu filho. Qualquer criança pode apresentar "recaídas" que a levem a desejar ficar grudada ao ambiente doméstico, sob a proteção dos pais, mas essas situações serão menos freqüentes na medida em que a escola lhe acene como um lugar agradável e que lhe ofereça boas condições de adaptação. Daí a importância de escolher com cuidado e critérios bem estabelecidos a escola de seu filho. Desejo a todos um bom começo de ano letivo!
Mara da Camara
Pedagoga
fonte: Guia do Bebê
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Minha filha adolescente está muito rebelde; que devo fazer?
Se mantiver o modo de ser de pai da infância, em que a proteção está no topo das prioridades, o internauta pode se transformar num mau pai na adolescência do filho. O colunista do UOL Educação lembra ainda sobre a importância da disciplina para alcançar seus objetivos.
Tiba responde a perguntas dos internautas semanalmente. Deixe sua dúvida neste grupo de discussão. O terapeuta publica ainda uma coluna destinada a pais e professores a cada quinze dias. Leia.
link
10 programas para se divertir com os filhos nas férias sem sair de casa
Por Natalia do Vale
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Eles passaram o ano esperando as tão sonhadas férias de verão. Mas nem sempre o destino das crianças é viajar ou curtir os dias na piscina. Muitas vezes, grande parte do tempo de descanso é dentro da própria casa. E aí que entra a criatividade para se divertir sem ficar na rotina de gastar as horas livres em frente à Tv, ao computador ou ao vídeo-game.
Os adultos devem estimular o comportamento na busca por outras diversões e até participar. O dinheiro está curto? E quem disse que imaginação e criatividade precisam de salário? Juntando estes dois elementos, é possível se divertir em casa com os amigos ou com a família. "As atividades promovem o fortalecimento dos laços entre pais e filhos e entre irmãos. É uma boa oportunidade também para os pais conhecerem os amigos dos filhos", explica a psicóloga familiar Tânia Vieira.
As atividades promovem o fortalecimento dos laços entre pais e filhos e entre irmãos
Se a sua rotina não permite que você fique muito tempo em casa durante a semana, isso não deve ser um empecilho. "Faça estes programas com seu filho no fim de semana e, durante o dia, deixe a pessoa que vai cuidar dele assumir o posto", sugere a psicóloga. "Outra opção bacana é combinar um rodízio de horários entre as mães.
Um grupo de pais pode se organizar e programar as férias de acordo com os horários de cada família, assim ninguém sai no prejuízo", continua. A seguir, confira 10 opções de passatempos para aproveitar as férias com os pequenos.
1.Sessão pipoca!
Não tem passeio mais simples e gostoso do que uma sessão pipoca. Nela, super-heróis e monstros entram em ação e a criançada se diverte e solta a imaginação: "Não precisa estar no cinema para que a magia aconteça.
Transforme sua sala em um cinema de última geração, com pipoca, filmes interessantes ao gosto da molecada, poltronas malucas, deixe a sala escura e até faça ingressos de papel para dar mais realidade à brincadeira", sugere a psicóloga. "Ao final da exibição, sente com as crianças e as chame para um debate sobre o filme e perceba suas impressões sobre o tema", continua.
2.Oficina de teatro
Sabe aquela roupa velha e a peruca do carnaval do ano passado? E a maquiagem que você não usa mais? Que tal reunir roupas e objetos e montar aquele figurino para entrar no clima do teatro?Você pode usar o sofá para a platéia sentar, afastar os móveis ou colocar cadeiras no quintal. As crianças devem escolher seus personagens."A ideia é que todos participem e a história seja construída em grupo.
Ao final da apresentação, cada um pode falar de como foi ser ator por um dia", sugere a psicóloga. "Sua casa vira um palco onde o improviso garante boas gargalhadas e muita interação", continua.
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3.Contação de histórias
Era uma vez........ a estante empoeirada da sua casa e os amigos de seu filho. Será que dá samba? Samba talvez não,mas uma bela contação de histórias pode acontecer. Além de muito interativa, já que as crianças participam, a contação é importante para o desenvolvimento da imaginação das crianças e para o aperfeiçoamento da língua, no caso de crianças menores.
"Livros são bem vindos em qualquer ocasião e não tem quem não se prenda a uma história bem contada", diz a contadora de histórias e educadora Janaina de Farias."A contação de histórias em grupo envolve imaginação, coordenação motora, informações culturais, desinibição e tantas outras habilidades tanto de quem conta quanto de quem as escuta. É fundamental para o desenvolvimento infantil", explica Janaina.
4.Piquenique maluco
Não dá para ir ao parque? Se você tem um jardim em casa ou algum espaço livre para estender uma toalha, o piquenique já está quase completo. Bastam algumas guloseimas para curtir a diversão. "É legal convidar os amigos e cada um trazer um prato. Música e brincadeiras fazem parte do programa", diz Tânia Vieira.
5.Culinária divertida
Se o lema é colocar a mão na massa, que tal brincar de chef de cozinha? As crianças podem escolher a receita, ajudar a preparar e decorar com muita criatividade."A brincadeira é divertida e faz com que as crianças se familiarizem com os afazeres domésticos, mas todo cuidado é pouco, pois cozinhar significa mexer com fogo e objetos cortantes. Os pais ou o adulto responsável pela criançada deve ficar atento aos perigos", alerta a psicóloga.
6.Ateliê de pintura e artes
Olha a tinta!! Massa de modelar, aquarela, tela, pincéis, bonecos de argila, cartolina e telefone sem fio. "A oficina de artes é um programão tanto para os pais quanto para os filhos que aprendem juntos o prazer da arte e treinam a coordenação motora em obras que podem enfeitar sua casa. Que mãe resiste a um desenho feito por seu pequeno?", diz Tânia.
7.Cachoeira no quintal
Alguém já viu criança que não gosta de piscina ou praia no verão? Se a ida a praia, piscina ou cachoeira pesam no bolso ou não se encaixam na rotina, não tem problema. Monte uma "floresta" no quintal. Pendure uma mangueira no varal ou no muro de casa (mas cuidado para o desperdício. Reaproveite a água ), espalhe esteiras no chão e depois distribua picolés caseiros para refrescar a garotada. "Mas é importante entrar no clima e fazer de conta de que realmente ali é uma cachoeira, senão a imaginação, que é a parte principal da brincadeira, fica prejudicada", diz Tânia.
8.Campeonato de jogos
Baralho, quebra-cabeça, dominó, mímica, xadrez, dama, vídeo-game. O que não faltam são jogos para distrair as crianças nas férias. Mas a brincadeira fica muito mais divertida se todos organizarem um campeonato. "Crianças adoram competição. Ela é importante para que eles aprendam que tudo na vida tem um preço e que para ganhar é preciso dedicação e saber perder", explica Tânia.
9.Camping no fundo de casa
O contato com a natureza e as brincadeiras são as principais atrações dos campings nas férias. As crianças esperam ansiosas pela trilha e pela curtição de morar em uma barraca por alguns dias, mas se o camping de verdade está muito fora do orçamento ou do tempo que os pais e a família têm livres para isso, improvise.Monte a barraca no quintal.
Se tiver um jardim é melhor. Caso não tenha barraca, monte uma com lençóis e forre o chão com um edredom ou algo mais macio para não machucar. "Monte uma programação com jogos de escoteiro e simule uma trilha pela casa descobrindo novos espaços. As crianças vão adorar", sugere a psicóloga.
É durante este tipo de atividade que os filhos têm a oportunidade de ver os pais como amigos e desenvolver a confiança.
10.Aula de ginástica na sala
1, 2, 3, 4.... 4, 3, 2, 1. Férias também é tempo de praticar exercícios físicos. "Aproveite a oportunidade para desenferrujar o esqueleto com seus filhos. É uma maneira de incentivá-los a praticar esportes e ter hábitos mais saudáveis", explica. "Mas tome cuidado para não exagerar na dose ou fazer exercícios de maneira errada. A ideia é apenas brincar. Nada de bancar o personal trainer", explica.
Dicas da especialista:
-Todo dia é dia de brincadeira. "Os pais devem aproveitar o início do ano para estabelecer uma rotina de brincadeiras com os filhos. O ideal é promover estas atividades uma vez por dia ou, pelo menos, uma vez por semana". - Caminho para a amizade.
"É durante este tipo de atividade que os filhos têm a oportunidade de ver os pais como amigos e desenvolver a confiança neles, por isso, mantenha este caminho aberto", sugere.-Laços afetivos fortalecidos: "São estes laços que moldam a personalidade da criança e a fazem ajustar seu papel na sociedade e na família", finaliza.
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A ciência da bondade
Por que as pessoas fazem o bem? A bondade está programada no nosso cérebro ou se desenvolve com a experiência? O psicólogo Dacher Keltner, diretor do Laboratório de Interações Sociais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, investiga essas questões por vários ângulos e apresenta resultados surpreendentes.
Em seu novo livro Born to be good: the science of a meaningful life (W.W.Norton, 2009, ainda sem tradução em português), Keltner compila descobertas científicas que revelam o poder da emoção humana inata e criam conexões entre as pessoas, segundo ele um caminho eficaz para uma boa vida.
Em entrevista, o pesquisador discute altruísmo, neurobiologia e aplicações práticas de suas descobertas. Mente&Cérebro – Para o senhor, que quer dizer a expressão “nascido para ser bom”?Dacher Keltner – Significa que a evolução criou uma espécie, os humanos, com inclinação para bondade, brincadeira, generosidade, reverência e autossacrifício – vitais para a evolução, vale dizer, sobrevivência, replicação genética e habilidade de convívio em grupo –, que se manifestam por meio de emoções como compaixão, gratidão, medo, vergonha e felicidade.
Estudos recentes revelam que as capacidades humanas de cuidar, brincar e respeitar foram desenvolvidas pelo cérebro e pela prática social. M&C – Uma das estruturas corporais que parece ter sido adaptada para gerar altruísmo é o nervo vago, como sua equipe em Berkeley descobriu. Fale um pouco sobre essa pesquisa e suas implicações. Keltner – O nervo vago é um feixe neural que se origina no topo da espinha dorsal.
Ele estimula diferentes órgãos (como coração, pulmão, fígado e aparelho digestivo). Quando ativo, produz uma sensação de expansão confortável no tórax, como quando estamos emocionados com a bondade de alguém ou ouvimos uma bela música. O neurocientista Stephen W. Porges, da Universidade de Illinois em Chicago, há tempos argumenta que essa região cerebral é o “nervo da compaixão”.
Acredita-se que esse nervo estimule alguns músculos na cavidade vocal, permitindo a comunicação. Estudos recentes apontam que ele pode estar conectado à rede de receptores para a oxitocina, neurotransmissor relativo à confiança e aos laços maternais. Nossas pesquisas e as de outros cientistas indicam que a ativação dessa região está associada aos sentimentos de cuidado e intuição que humanos de diferentes grupos sociais têm.
Pessoas com alta ativação dessa região cerebral são mais propensas a desenvolver compaixão, gratidão, amor e felicidade. A psicóloga Nancy Eisenberg, da Universidade Estadual do Arizona, descobriu que crianças com atividade alta do nervo vago têm mais chances de cooperar e doar.
Segundo pesquisas recentes, ele estimula tal comportamento.M&C – Frequentemente, quando lemos trabalhos acadêmicos sobre emoções, moralidade e áreas relacionadas, perguntamos: existe alguma coisa que possamos fazer para usar isso na prática? Ao olhar para o futuro, que repercussão o senhor gostaria que seu trabalho tivesse?Keltner – Em resumo, após tratar da nova ciência das emoções no meu livro, percebi o quanto isso é útil.
Segundo alguns estudos, cooperação e senso moral são traços evolucionários, e essas habilidades são encontradas nas emoções sobre as quais escrevo. Uma ciência da felicidade está revelando que esses sentimentos podem ser cultivados, o que traz o lado bom dos outros – e o nosso – à tona. M&C – O que esse tipo de ciência o faz pensar? Keltner - Ela me traz esperanças para o futuro.
Que nossa cultura se torne menos materialista e privilegie satisfações sociais como diversão, toque, felicidade, que do ponto de vista evolucionário são as fontes mais antigas de prazer. Vejo essa nova ciência em quase todas as áreas da vida. Os médicos, por exemplo, hoje recebem treinamento para desenvolver empatia para com seus pacientes, ouvi-los, tocá-los com carinho; são atitudes que ajudam no tratamento.
Os professores interagem com mais proximidade com seus alunos. Ensina-se meditação em prisões e em centros de detenção de menores. Executivos aprendem que inteligência emocional e bom relacionamento podem fazer uma empresa prosperar mais do que se ela for focada apenas em lucros.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A Yoga ganha espaço entre bebês e crianças, abrindo portas para uma disciplina física e mental que pode durar toda a vida.

Por: Aline Khoury
Fonte: Revista Baby/ed.8
Foto: Leandro Lourenço
Se há alguns anos a yogapara gestantes causou frisson, hojea novidade é a yoga pós-gestacional – depois de acompanhar as acrobacias dentro da mãe, é hora do neném fazer ao lado dela! Mas como surgiu esta modalidade? Além de voltar à forma física, o pós-parto traz o desafio de retomar o equilíbrio emocional para se adaptarà nova fase.
Embora ainda seja recente, o curso tem lentamente se ampliado – nas poucas escolas paulistanas em que é oferecido, a mensalidade médiaé de R$ 180 por aulas semanais. Para as mamães, a prática prometerecondicionar o corpo de maneira gradual e descontraída: “Além de um suave fortalecimento muscular e alívio de dores cervicais, proporciona melhora da postura e até do aleitamento”, afirma a fisioterapeuta Cristina Balzano, professora de yoga para gestantes há doze anos.
Saúde a doisNa Yoga Baby, mãe e filho desfrutam de um momento de relaxamentoe interação. As alunas carregam seus nenéns nas mais diversas posições – “Claro que não exigimos qualquer esforço da parte deles, pois tudodeve ser uma grande brincadeira”. Mesmo com as adultas, o tratamento nãoé rígido, já que devem ficar livres para atender aos bebês a qualquerminuto e não podem exagerar na cobrança de seus próprios corpos.
Alguns benefícios ultrapassam o aspecto físico: “Passei a me sentir bem mais relaxada e com maior paz de espírito, o que se reflete em todos os meus afazeres fora da sala”, conta Maria Eugenia Camargo, alunade Christina. Maior flexibilidade, força e resistência são os principais resultados para as mães, podendo incluir até mesmo a prevenção da depressão pós-parto.
Já para os recém-nascidos, a diminuição de cólicas e da ansiedade é um efeito frequente. Os papais, naturalmente, também são grandes candidatos para a prática. Na escola de Cristina, alguns maridos já acompanharamseus filhotes: “Mas, no geral, a frequência feminina é bem maior por conta da licença maternidade. Afinal, em quase todas as famílias, os pais têm de continuar trabalhando fora”.
Mesmo com maior disponibilidade que seus maridos, muitas mulheres têm dificuldade ao se programar para não faltar às aulas porque o neném ainda não tem rotina fixa: “O indicado é que esteja bem desperto, disposto e que já tenha mamado há pelo menos uma hora”, ressalta a professora. Coma dificuldade de regular ou prever tantos horários, muitos aluninhos não chegam acordados na sala.
A melhor época
Dentro da sala e sob o olhar dos professores, a Yoga Baby costuma ser liberada a partir de um mês de idade. Se for praticada em casa, recomenda-se esperar até o terceiro mês – “Só então ele estará mais durinho e com a cabeça mais firme para que a mãe consiga controlar sozinha”, indica Cristina.
Depois dos dez meses, os pequeninos começam a engatinhar e se aventurar pela sala, dificultando o controle do professor. Para praticar por conta própria, alguns instrutores liberam a partir dos dois anos de idade, sob monitoramento de algum adulto. Mas a idade ideal para a prática gera grandes controvérsias. Para muitos professores, esta fase é extremamenteprecoce. Como requer equilíbrio, coordenação motora e alguns esforços musculares que os bebês ainda não desenvolveram, a yoga apresenta resultados mais visíveis somente a partir dos seis anos. Até esta faixa etária, as aulas têm somente efeito lúdico.
Segundo a professora Cristiane Ceron, a estreia deve esperar: “Acredito quea criança deve praticar asanas só a partir dos sete anos, pois até entãoo organismo ainda está em formação. Mas a espiritualidade da yogaé para qualquer idade, por isso, antes desta fase, a criança pode ouvirhistórias e cantos de yoga ou assistir aos pais praticando”. O método Kundalini, por exemplo, costuma ser um dos mais indicados para opúblico infantil, pois reúne mais práticas de meditação, respiraçãoe relaxamento do que movimentos complexos ou intensos.
Reeducação física
Até mesmo escolas do Ensino Infantil e Fundamental já inseriram a yoga em sua grade curricular. Na instituição em que Christiane Ceron leciona, as classes do primeiro ao quarto ano são divididas em turmas de seis a dozealunos para garantir atendimento particularizado e melhor acompanhamento de sua evolução. “O autoconhecimento é um dos principais objetivos.As crianças que praticam percebem mais facilmente seu potenciale começam a se posicionar de forma mais equilibrada diante de desafios”, afirma Christiane.
Na sala de aula, alguns já apresentam bons resultados como melhora naconcentração, maior serenidade e estabilidade emocional. Os corpinhos também exibem efeitos positivos – aumento da flexibilidade, preparo do tônus muscular e expansão da respiração foram notados em poucos meses.A professora revela os desafios do aprendizado: “Agitação e falta deconcentração são as dificuldades mais comuns, pois são naturais damente infantil, em constante movimento. Mas já tivemos de lidar comcasos extremos como princípio de estresse e depressão”.
Além dos benefícios emocionais e físicos, a yoga tem se mostrado uma ferramenta muito eficaz na harmonização entre os colegas. Em meio a tanta euforia e dispersão, típicas da idade, os professores têm de se desdobrar para manter todos concentrados por vários minutos, trazendo aulas sempre novas e criativas que lhe despertem o máximo de interesse. Jogos e brincadeiras são boas táticas para incentivar sua participação constante.
Christiane, que começou a prática com apenas seis anos de idade,garante que alguns resultados perduram por muitos anos, pois são incorporados pela personalidade em formação – “A yoga deveria fazerparte da Educação Física de todas as escolas, pois não é uma religião,mas sim uma prática acessível a todas as culturas, credos e idades”.