quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Desfralde

O que fazer?

Como tudo que se refere ao desenvolvimento da criança, apassagem das fraldas para o peniquinho ou mesmo diretamente para o vaso sanitário tem o tempo certo para acontecer, ou seja, a evolução do organismo infantil acontece lenta e gradativamente, etapa por etapa.

Não existe uma idade matematicamente definida para ocorrer o conrole dos esfincteres. No entanto, um bebê está preparado para receber as primeiras noções de higiene entre um ano e meio e dois anos, quando o seu sistema neurofisiológico se mostra maduro para as novas atividades.

A primeira conquista do bebê é o controle da urina durante o dia. Logo depois, consegue controlar também o intestino. Abandonar a fralda notuma é um processo mais longo, que varia de criança para criança, e que geralmente acontece antes dos três anos de idade.

Algumas etapas e estímulos podem garantir o sucesso do desfralde. A primeira é iniciar a criança no hábito de pedir para ir ao banheiro, estando consciente de que seu desenvolvimento motor permite realizar movimentos como se sentar e levantar-se do peniquinho sozinha.

A segunda etapa é a compreensão e o domínio da linguagem a ponto de estar consciente do que lhe é solicitado. Evidentemente, a criança não emitirá a frase: Eu quero fazer xixi! Algumas palavras-chave são suficientes para que o adulto auxilie a criança, sempre incentivando, mesmo que a tentativa não alcance o sucesso esperado. A criança deve perceber que o fato de ter solicitado ajuda já é um grande e importante passo para a superação dessa fase.

Por último, a criança deve ter amadurecimento afetivo desenvolvido o suficiente para despedir se do bebê de fraldas e ocupar o título de "mocinho ou mocinha, que já faz xixi como gente grande".

Exigir que o bebê use o peniquinho antes de um ano de vida não é o ideal, pois os reflexos por vezes superam a vontade de atender a solicitação. Ex.: A criança solicita ajuda para ir ao banheiro, mas o simples contato da pele no vaso sanitário frio ou no próprio peniquinho provoca uma reação que pode inibir e travar os movimentos da bexiga e intestino, o que conseqüentemente impedirá que faça xixi ou cocô.

Tentar o desfrálde próximo ao verão facilita bastante, pois o bebê não necessita de tanta roupa. Vale lembrar que os pais são as melhores pessoas para decidir se acriança está preparada para essa nova fase.

Observar os horários da criança, levando-a ao "troninho" e usá-lo também sempre que possível, para que a criança siga o exemplo. É muito interessante que os pais utilizem os sanitários com os meninos, ajudando nessa parceria, que vale para irmãos mais velhos também. A criança observa como eles agem nessa situação e se sente motivada a se comportar da mesma maneira.

Nunca force a criança a permanecer sentada contra a vontade. Essa atitude pode criar um condicionamento negativo e Ievar a criança a prender as fezes, podendo ocasionar uma prisão de ventre de fundo emocional, que requer Iongo tempo de tratamento. Sugerimos deixar brinquedos, revistas, Iivros de histórias próximos do penico ou para o banheiro, para entreter e distrair criança até que consiga evacuar.

Quando a criança evacuar na fralda, procure Ievá-Ia ao banheiro, para jogarem juntos as fezes no sanitário. Uma criança que evacua regularmente, quase todos os dias, no mesmo horário, tem mais facilidade em Iargar as fraldas do que a criança cUjo intestino é irregular.

Deixe que a criança permaneça uma parte do dia sem fraldas. Quando evacuar, sem a proteção da fralda, sentirá desconforto e incômodo ao permanecer suja. NaturaImente, a criança começa a dar sinais, solicitando que seja Ievada ao sanitário antes de deixar escapar nasroupas.


O ritmo de desenvolvimento docontrole esfincteriano varia de umacriança para a outra. Pais e/ou educadores não devem comparar a criança com outras (principalmente com as precoces). A melhor atitude é somente iniciar o treinamento noturno quando a criança tiver pleno controle diurno.

Nunca trate a criança que está nessa fase de forma infantil, nem use apeIidos de bebê. Afinal de contas, vocês estão num processo de maturidade, que não pára jamais. Acidentes irão acontecer. Acontecem até com os adultos! Castigar a criança nunca, pois mesmo depois que a evacuação no sanitário torna-se uma rotina em sua vida, ela ainda perde a noção do tempo: espera a dor apertar até resolverprocurar o banheiro (principalmente se estiver numa atividade ou brincadeira interessante). Elogie sempre os progressos!

O desfralde é uma etapa do crescimento tão importante quanto engatinhar, andar, falar. É importante que a criança sinta-se bem e confortáveI.
O penico é muito importante, pois proporciona à criança a segturança e o apoio dos pés no chão, o que não acontece no vaso sanitário. A posição naturaI que o penico impõe torna mais fácila evacuação. Superada essa fase inicial, é importante colocar a criança no vaso sanitário de adulto (com a tampa infantiI) para que ela adquira estímulo e responsabiIidade, além de, é claro, sentir-se como gente grande! .

Com carinho, paciência, treino e ausência de cobrança e ansiedade, a criança incorpora naturalmente o novo hábito com sucesso.

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